O papel de Henrique

O deputado Henrique Alves deve ter as suas razões políticas e pessoais para não ser o candidato a governador pelo…

O deputado Henrique Alves deve ter as suas razões políticas e pessoais para não ser o candidato a governador pelo PMDB. Políticas, certamente, por acreditar na reeleição a presidente da Câmara Federal que o faz sentar à mesa das proeminências do país; e pessoais por preferir abrir mão de governar seu povo e sentar na cadeira onde esteve seu pai. Afastados esses pressupostos, nada justifica a sua decisão, nem mesmo a de imaginar que serve mais e melhor ao Estado sem governar seus destinos nesta hora tão grave.

Ora, Senhor Redator, o que faz um político vitorioso, com mais de quarenta anos de mandato sem interrupção, com inegável espírito público e tradição política, líder do maior partido em suas bases e ao lado dos principais aliados, abrir mão de ser governador? Medo de perder porque sofreu duas derrotas em eleições para prefeito de Natal? É pouco provável. Nunca ninguém reuniu tantas condições políticas e eleitorais em torno de uma candidatura. Um desafio? Governar é o destino inevitável na vida dos líderes.

O que seria um bom candidato, Senhor Redator? Reunamos as partes que compõem o conceito em busca da resposta. Primeiro, e indispensável, é ser, bem antes de tudo, candidato de si mesmo, de suas próprias e inabaláveis convicções. Segundo, ser o candidato natural do seu partido, de sua família e do seu grupo. Terceiro é aquele que pode conduzir com destemor e sem arrogância uma sociedade e a ela se apresentar qualificado pelos serviços prestados em favor do bem-estar coletivo ao longo da vida política.

O que falta, pois, a Henrique, exceto as possíveis razões de ordem íntima que a ninguém caberia julgar?  Nada. É hoje o nome do Rio Grande do Norte mais expressivo na vida nacional, exercendo um cargo que ele mesmo conquistou como a nossa única marca vitoriosa. Quem, mais do ele, seria capaz de abrir as pesadas portas dos palácios de Brasília e retirar o Estado da maior crise das últimas décadas, resgatando seu povo de um desânimo terrível, da orfandade miserável, do abandono feroz e sem sentido?

Henrique é hoje – basta vê-lo com isenção, sem agrados, mas também sem má fé – o nome da vez. E natural. Nascido e feito no calor da política. Moldado nas alianças e confrontos. Temperado nos acordos e disputas de ontem e de hoje. Testado nas crises e em adversidades pessoais e públicas, sem intolerâncias. Um nome nacional, pronto para encarnar o Estado num governo de coalizão, e que só um político experiente pode construir. Sem afastar ninguém, sem discriminar, sem ser forte contra os fracos.

Diante de tudo, restam duas indagações fundamentais, indispensáveis ao fechamento do raciocínio erguido até aqui, sem sofismas e sem premissas falsas, mas excludentes entre si: estaria o mais expressivo político do Rio Grande do Norte convencido de que ajuda mais com um novo mandato de presidente da Câmara Federal? Ou, mesmo servindo ao Estado, fecha os olhos ao grande instante, temendo entregar sua vida ao sacrifício de enfrentar o maior desafio que se abateu sobre todos nós nesta contemporaneidade?

 

MISTÉRIO
Nem os governistas sabem dizer como será a reforma do secretariado do Governo Rosalba Ciarlini. Muito menos se serão seis ou meia dúzia os secretários substituídos. Nem se há estoque de nomes em Mossoró.

EXEMPLO
Sílvio Torquato, por exemplo, que foi convidado pelo chefe do estado maior há uns três oi quatro meses, não sabe se será secretário de desenvolvimento. Aliás, no atual governo, desenvolvimento é um palavrão.

DÚVIDA
O PMDB atende à sua aliada, a petista Fátima Bezerra, e apoia a investigação nos contratos que envolvem a governadora Rosalba Ciarlini e o senador José Agripino ou prefere ter todos como aliados em 2014?

PREVISÃO
Em Mossoró, há quem não acredite nas chances da candidatura da secretária Kátia Pinto caso ocorram eleições suplementares. Não lhe falta apenas voto, mas também simpatia. Nem também aos Democratas.

BALA
Passa dos dois bi a reserva de recursos para projetos aprovados no Governo Federal destinados a projetos na área de Natal. O prefeito Carlos Eduardo tem munição estocada para governar com muita grana 2014.

ANOTEM
O nome do engenheiro Jaime Mariz, atualmente assessor direto do Ministro Garibaldi Filho, em Brasília, vem sendo citado em conversas políticas do PMDB. Seria uma reserva de nome pra ser vice-governador?

400
O cantor Gilliard gravou nos estúdios da TV-U o programa Memória Viva de número 400 que deverá ser levado ao ar domingo, dia 29. Gilliard começou sua carreira nos programas da TV-U há mais de 20 anos.

SOM
Também no domingo, no Parque das Dunas (Bosque dos Namorados) o Som da Mata apresenta o último recital Som da Mata com dois shows dos grupos Kizambe e Colméia Imaginária. Tudo a partir das 16h30.

LEITURA
A Fundação Oswaldo Cruz publicou a tradução no Brasil de ‘Médicos, Medicina Popular e Inquisição’, do historiador Timothy D. Walker, da Universidade de Boston, considerado um clássico na era moderna.

NOTÍCIA
Uma boa notícia que retirar da Prefeitura de Natal de uma ação cultural unicamente na base de eventos: a instalação de bibliotecas nas quatro regiões da cidade. Um projeto de leitura é assim: só se faz com livros.

SAPUCAÍ – I
Marcia Carrilho vai encerrar a sua temporada na Toca do Miga e volta ao Rio para os últimos retoques nas duas fantasias que vai usar no carnaval de 2014 nos desfiles da Imperatriz Leopoldinense e Salgueiro.

DETALHE – II
O enredo da Imperatriz é uma homenagem a Zico, o craque do Flamengo, o time de Márcia, por isso será um dos destaques no desfile da Marquês de Sampucaí. Em seguida, vai esperar pela primavera parisiense.

FALHAM? – I
Se você desejar entender como tantas previsões falham é recomendável, segundo a melhor crítica, fazer a leitura de ‘O Sinal e o Ruído’, Nate Silver. São mais de quinhentas páginas de um caminho bem escrito.

ALIÁS – II
Nate não só fez previsões ousadas como a vitória de Barack Obama e alguns senadores nos EUA.  Como se não bastasse, está na fechada relação das 100 pessoas mais influentes no mundo atual da revista Time.

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