O primarismo da explicação

Nem administradora eficiente nem fiel zeladora do patrimônio nacional. O comentário, manhã de hoje, na fila do elevador, foi de…

Nem administradora eficiente nem fiel zeladora do patrimônio nacional. O comentário, manhã de hoje, na fila do elevador, foi de uma assessora do Senado com crachá à mostra. Referia-se a Dilma Rousseff, alvo do duro discurso de ontem do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves.

Da tribuna, o senador confessou-se perplexo ao saber dos detalhes da aquisição, pela Petrobras, de 50% de refinaria estadunidense em Pasadena, no Texas. À época, presidente do Conselho de Administração da empresa, a senhora Rousseff aprovou a transação “danosa” ao Brasil. Por causa da compra suspeita, o Tribunal de Contas da União, Ministério Público do Rio de Janeiro (sede da Petrobras) e Polícia Federal investigam denúncias de superfaturamento. Em nota oficial, a chefe do governo atribuiu o seu apoio à operação “a um relatório com informações incompletas”.

Três especialistas em comércio internacional de petróleo calculam, “por baixo”, que a Petrobras sofreu prejuízo de US$ 1,2 bilhão “na compra maluca com sinais de malandragem”.

Um novo togado

Indicado pelo Palácio do Planalto e referendado pelo Senado.

Néfi Cordeiro (foto) aguarda a publicação no Diário Oficial da União para ser empossado no Superior Tribunal de Justiça.

Vai ocupar a vaga resultante da aposentadoria do ministro José de Castro Meira.

Paranaense formado em Direito e Engenharia Civil, Cordeiro era desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre.

Hora da verdade

Contra os fatos não há argumento, fala o povo.

O governo descarta o desequilíbrio entre oferta e demanda de eletricidade, mas reconhece que as termelétricas já são parte estrutural da matriz energética.

Um engenheiro da assessoria do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), disse ao birô da coluna que está difícil “manter o otimismo”.

Ele enxerga o sinal amarelo que adverte “possível racionamento”.

Anos de chumbo

Às vezes, vale a pena revisitar episódios com o selo de drama.

O Instituto Moreira Sales vai transmitir ao vivo, via internet, o debate ’50 anos do golpe de 1964 – Balanço de uma experiência histórica’.

Data: dia 25. Horário: 19h.

Endereço do ‘site': em1964.com.br/seminario50anos.

Sob a mediação de Elza Berquó, do Cebrap, três expositores: Fernando Henrique Cardoso, Francisco de Oliveira (USP) e José Artur Giannotti (Cebrap).

– São baixos os índices de intenção de voto em Alexandre Padilha (PT). O médico e ex-ministro da Saúde não chegaria ao segundo turno. Para o governo de São Paulo, seriam classificados o empresário Paulo Skaf (PMDB) e o recandidato Geraldo Alckmin. O tucano lidera, mas perdeu quatro pontos percentuais no mais recente levantamento.

– Ivonete Dantas volta ao Senado, próxima semana. Garibaldi Alves, o titular, licencia-se do mandato. Ela e ele são do PMDB.

– Dilma Rousseff nomeou Letícia Mello para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo). A desembargadora estreante é filha de Marco Aurélio, ministro do Supremo e, no momento, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

– Fechada a chapa situacionista em Minas Gerais. Governador: Pimenta da Veiga (PSDB). Vice: Dinis Pinheiro (PP).

– Mais uma vez, a Suprema Corte adia a definição a respeito da forma de pagamento dos precatórios. Tratam-se de dívidas públicas reconhecidas pela Justiça. Por enquanto, o certo é que os valores serão corrigidos com base no índice da inflação.

– Em ato falho (naturalmente), a presidente Rousseff comenta uma situação real: “A inflação é uma grande conquista do governo do PT.”

– Gilberto Kassab pede que não duvidem da palavra dele. Na convenção estadual do meio do ano, o PSD vai homologar sua candidatura a governador de São Paulo. Kassab foi prefeito (reconduzido) da capital.

– O presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE) responde a Lula da Silva que o comparara a Fernando Color. Palavras do governador de Pernambuco: “Toda vez que o Brasil pede mudança, alguns políticos tentam colocar o medo no coração do povo. Mas, desta vez, como aconteceu em 2002 (eleição de Lula para o Planalto), a esperança vai vencer o medo.”

– Para refletir: “O sucesso é alienante” (John Taylor, músico inglês).

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