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O projeto e a prática

Data: 02 março 2013 - Hora: 18:00 - Por: Walter Gomes

Manifestações da equipe econômica do governo, no decorrer da semana anterior e da que expira amanhã, foram entendidas como sinal de parada técnica. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, resolveram aguardar o ritmo, no curto prazo, dos preços e observar o viés do Produto Interno Bruto.

Tombini acredita que o custo de vida irá desinflar já a partir deste março. Mas, até o meio do ano, no acumulado de 12 meses, vai roçar o teto da margem de variação – 6,5% -, quando então “começa a desinchar de vez”.
Já o crescimento econômico, cuja métrica tem intervalo trimestral, tende a “ganhar pique” ao longo do ano, conforme Mantega. Ele toma como base de comparação o ritmo cadente entre 2011 e 2012.

Inclua-se, ao final, o ensinamento de Delfim Netto:
“Tais dados são síntese das variáveis que influenciam o curso da economia.”
O ex-ministro (Fazenda, Planejamento Agricultura) cita como destaques: câmbio, inflação, juros, crédito, gasto público.

Crise no caminho
Problema sério entre PMDB e PT em, pelo menos, oito estados.
Entre os dois principais partidos da base palaciana, a situação agrava-se à medida que avança o calendário (antecipado) da eleição para governador.
Há reflexos diretos na recandidatura da presidente da República, porque palanques duplos são a antessala da vingança no segundo turno.

Do Norte para o Sul: Acre, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Tempo de punição
Ansiedade e nervosismo desconfortam réus da Ação Penal 470.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (foto), anunciou ontem que, até o final de junho, será aplicada a pena de privação da liberdade aos condenados. Portanto, antes das férias do Judiciário no meio do ano, “desde que não haja nenhum incidente”.
Exemplo: chicana (manobra da defesa apoiada em ponto irrelevante do processo).

Pós-escrito: Barbosa fez as observações sobre o caso, apelidado Mensalão, em entrevista a agências internacionais de notícia.

Sem terceira via

Dialética que une os contrários na disputa do poder.
PT e PSDB convergem na estratégia de impedir o crescimento de outras legendas.
Os petistas, porque desejam continuar no Palácio do Planalto; os tucanos, porque desejam desalojar os fortes adversários.

Não é à toa que Dilma Rousseff e seu principal cabo eleitoral, Lula da Silva, jamais fazem – por enquanto, talvez – comentários desfavoráveis ao PSB (Eduardo Campos) e ao Rede Sustentabilidade (Marina Silva).
Assim também atuam Aécio Neves, o presidenciável tucano, e o seu conselheiro-mestre, Fernando Henrique Cardoso. Só atiram contra o petismo.

- O governador do Ceará, Cid Gomes (ainda no PSB), fez elogio de corpo presente, ontem, ao envaidecido Lula da Silva. Foi no encontro nacional do PT, em Fortaleza. Declaração literal: “É o melhor presidente do Brasil.”
- No Legislativo, a expectativa é que caia o veto do Executivo à forma de partilha dos royalties do petróleo. Votação prevista para a próxima terça-feira.
- Marcos Azambuja, diplomata de relações com personagens de referência da política brasileira e do exterior, começou a redigir suas memórias. O lançamento do livro está previsto para 2014, ano eleitoral. Deve provocar quentes polêmicas.
- Definido: Marcos Maia (PT-RS) assume a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal, casa que dirigiu nos últimos dois anos.
-  Segunda-feira (4), em Brasília, o PSD realiza encontro nacional para debater a inoperância da política de segurança pública no país. Em Santa Catarina, estado sob a administração do partido promotor do evento, a situação equivale-se em gravidade ao que ocorre em São Paulo, aos cuidados do PSDB; Rio Grande do Sul, gerenciado pelo PT; e Rio Grande do Norte, governado (?) pelo DEM.
- Foi severamente criticada a ausência do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no seminário sobre doenças raras, realizado na Câmara dos Deputados.
- Para refletir: “A alegria não está nas coisas; está entre nós” (Johann Wolfgang Von Goethe, escritor alemão).

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