O puxão de orelha no PT

Quando se fala em Carlos Alberto Libânio Christo, poucos sabem de quem se trata. Mas, ao citar-se Frei Betto, a…

Quando se fala em Carlos Alberto Libânio Christo, poucos sabem de quem se trata. Mas, ao citar-se Frei Betto, a história é outra. Teólogo da libertação e escritor traduzido para vários idiomas, o dominicano é conhecido no Brasil e no exterior. Também fez incursões na política partidária e na administração. Sob o primeiro governo petista, atuou no Fome Zero.

Betto, apesar dos elogios aos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff, abre parênteses para apontar falhas das gestões dos dois presidentes da República.

Cita, principalmente, a agenda das reformas de estrutura.  Para ele, é uma demanda histórica “até hoje não cumprida”.
O frade especifica:
“Nem ele nem ela mexeram na estrutura agrária, corrigiram os erros da política tributária, cuidaram do aprimoramento da política, revisaram a legislação previdenciária.”
Embora reconheça avanços na educação e na saúde, frei Betto afirma que persiste a desigualdade social.

Segue a dureza do crítico:
“O PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder. Permanecer no poder passou a ser mais importante do que criar uma alternativa civilizatória para a nação.”

Hoje como antes
Ministro do Supremo volta a assunto que divide o próprio pleno da Corte.
Desde antes de receber a toga, Luiz Fux (foto) amplificava a crítica, em auditórios públicos e privados, ao direito de greve do servidor público.

Agora, o jurista fluminense sobe o tom:
“Foi um desatino dos constituintes de 1988.

Fim da jornada
Poucas palavras, apenas, para falar sobre Marcelo Déda.

Elegante no comportamento, eloquente no discurso e eficiente na administração, o falecido governador do Sergipe honrou a vida pública e engrandeceu o PT, legenda que ajudou a criar.

Déda tomou o rumo da eternidade. Foi cedo demais. Viveu 53 anos, quatro dos quais lutando contra a impiedade do câncer.

Ponto de atrito
A Petrobras na berlinda.
Para o governo, houve ataque especulativo.
O mercado aponta a dubiedade na política de preços da maior empresa brasileira.
Denominador comum: há arriscada divergência entre a presidente da estatal, Graça Foster, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Com a desvalorização das ações da Petrobras no pregão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo – algo em torno de 10% -, registra-se a maior queda desde 2008.

É possível, sim
Um treino para o amanhã?
No Paraná, o governador (recandidato) Beto Richa poderá ter dois presidenciáveis no seu palanque.
Aécio Neves (PSDB), companheiro de tucanato, e Eduardo Campos (PSB).

Fim da semana passada, Richa e Campos conversaram.

 

- No Maranhão, o PCdoB admite o apoio à candidatura de Roseana Sarney ao Senado. Há um porém: desde que o PMDB da governadora vote em Flávio Dino para o Executivo estadual. O comunista lidera as intenções de voto.
- Está em fase de análise composição entre o PMDB e o PSB potiguares. O peemedebismo indicaria o nome para o Executivo e o socialismo, para o Senado.
- Informação contrária ao interesse do lulismo. Fosse hoje a eleição, Tasso Jereissati (PSDB) reconquistaria cadeira no Senado. O ex-governador do Ceará bateria o líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães.
- Queda livre na avaliação de desempenho do prefeito de São Paulo. De junho a novembro Fernando Haddad (PT) caiu 16 pontos percentuais. Passou de 34% para 18%. Foi o que apurou o Datafolha.
- Para refletir: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade” (Carlos Drummond de Andrade, cronista e poeta brasileiro).

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