O quadrado mágico

Quase 43% dos 141 milhões de eleitores do país estão inscritos no Sudeste. Divisão dos votos, em números arredondados, nos…

Quase 43% dos 141 milhões de eleitores do país estão inscritos no Sudeste.
Divisão dos votos, em números arredondados, nos quatro estados da região:
São Paulo – 32 milhões;
Minas Gerais – 15 milhões;
Rio de Janeiro – 11 milhões;
Espírito Santo – 3 milhões.

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Aécio Neves costuma dizer que será o próximo presidente da República “se ganhar em São Paulo”.

Embora o PSDB seja majoritário no estado, o mineiro está em segundo lugar. Registre-se a barafunda no tucanato, pelo menos na pré-campanha. Quem lidera as pesquisas é Dilma Rousseff, orientada por cobiçado cabo eleitoral: Lula da Silva. Eduardo Campos melhorou o desempenho, graças a Marina Silva, mas continua terceiro no ranking.

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Há inversão em Minas Gerais, onde o tucano, com elástica dianteira, troca de posição com a conterrânea petista. O socialista Campos tem menos apoio do que entre os paulistas. No céu mineiro, a estrela do PSB, Marcio Lacerda, prefeito (reconduzido) de Belo Horizonte, vota em Aécio.

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No Rio de Janeiro, a senhora Rousseff mantém-se na ponta. Quatro candidatos a governador oferecem-lhe palanque. Sequência de nomes a partir do mais citado nas sondagens de opinião: Anthony Garotinho (PR), Marcelo Crivella (PRB), Lindbergh Farias (PT) e Luiz Fernando Pezão (PMDB). Eduardo Campos deverá ser apoiado por Miro Teixeira (PROS) e Aécio, para não ficar isolado, quer inovar com Bernardo Rocha de Rezende – o Bernardinho, técnico da seleção brasileira de basquete.

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Indefinição é a palavra-chave para traduzir o momento no Espírito Santo. Além do quadro caótico causado pelas inundações, o instante político-partidário capixaba está confuso. O governador Renato Casagrande é filiado ao PSB, mas, para se reeleger em outubro, depende do PMDB. Ora o partido aplaude Dilma, ora enaltece quem critica a Presidente. Fosse hoje o dia da decisão seria imprevisível o resultado.

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Parece que sim
Sucessão no Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Luís Carlos Guedes Pinto (foto) tem a preferência palaciana para assumir a pasta, cujo titular é o deputado (licenciado) Pepe Vargas (PT-RS).

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Carlos Guedes, como ficou conhecido, preside o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). No fim do primeiro e início do segundo governo Lula da Silva, foi ministro da Agricultura durante quase um ano. Paulista de Vera Cruz, 71 anos, ele é doutor em agronomia.

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Quando passar o cargo, Vargas volta à Câmara e se candidata ao terceiro mandato federal.

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– O PMDB lista três deputados para a fila da reforma ministerial. Pela ordem alfabética: Eliseu Padilha (RS), Leonardo Quintão (MG) e Sandro Mabel (GO).
-Wilma de Faria (PSB) foi importantíssima na volta de Carlos Eduardo Alves (PDT) à prefeitura da capital. O mesmo deve ocorrer na eleição estadual.
– Está prestes a ser confirmada a ascensão do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) ao Ministério da Integração Nacional. Caso não ocorra, prepare-se o Palácio do Planalto para administrar nova crise com o peemedebismo da Câmara Alta.
– Geraldo Alckmin almoça, quinta-feira (16), no Palácio dos Bandeirantes, com Aécio Neves. O governador paulista e o senador mineiro tratam da melodia do desafinado hino da campanha tucana.
– Chega ao leitor ‘Nos bastidores da diplomacia’. Quem assina o livro é o embaixador Vasco Mariz.
– Sem condições eleitorais para disputar o governo da Paraíba, o deputado-ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), começa a pedir voto para manter cadeira na Câmara.
– Andrea Neves repete missão que desempenha bem. Vai coordenar a campanha presidencial de Aécio, seu irmão.
– Para refletir: “No geral, as pessoas são muito desinteressantes. Elas vivem do faz de conta. Eu quero gente de verdade” (Maitê Proença, atriz, cronista e dramaturga brasileira).

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