O que se diz lá fora

Em duas edições deste ano, ‘The Economist’ aborda a confusa situação econômica e a perigosa política fiscal do Brasil. Situa,…

Em duas edições deste ano, ‘The Economist’ aborda a confusa situação econômica e a perigosa política fiscal do Brasil. Situa, porém, a presidente da República em condições de renovar o mandato. Embora evite opinar se o desfecho seria logo na fase eliminatória ou ficaria para o embate final, faz observações que fortalecem a expectativa de um desafiante chegar ao segundo turno. Aí, então, o resultado das urnas entra na faixa da imprevisibilidade, conforme o texto.

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A revista inglesa comenta estudos que mostram o eleitorado brasileiro desejoso de mudanças. Lembra, também, os protestos no meio do ano 2013. Repetidos na Copa do Mundo, no mesmo ritmo e tom, prevê que “o apoio a Dilma poderia derreter, se uma alternativa forte emergir”. Salienta que o “anêmico crescimento econômico” proporciona linha de ataque para concorrentes “com poder de obstaculizar a sequência de recuperação de imagem da recandidata”.

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Com o título ‘O bicho-papão do Brasil’, artigo publicado ontem referindo-se à inflação, ‘The Economist’ sublinha: 2014 não começou bem para a petista. Cita que o real terminou 2013 um terço mais fraco sobre o dólar do que quando ela assumiu o comando do país, há três anos. A saída de dólares foi a maior desde 2002, ano em que Lula da Silva chegou, enfim, ao Palácio do Planalto.

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Reconhece a publicação semanal que há um quadro possivelmente favorável aos concorrentes, apesar de a senhora Rousseff ter recuperado “parte do prestígio perdido”. Chama a atenção, entretanto, para problemas internos dos dois principais adversários.
No caso do socialista Eduardo Campos, os resmungos de Marina Silva, talvez sua companheira de chapa, a respeito das alianças “com setores da direita”.

Sobre o partido de Aécio Neves:
“O PSDB foi atingido por indícios de corrupção e superfaturamento em contratos públicos, em São Paulo.”

 

Alto do ranking
Sucessão em Pernambuco.
Embora seja apontado como possibilidade, Tadeu Arruda (foto), em verdade, é o provável candidato a governador do sistema político liderado por Eduardo Campos.
No início das articulações, o chefe da Casa Civil foi olhado de soslaio por alas da coligação que tem o PSB como denominador comum. Arruda cresceu e aparece, agora, como pretendente número um da aliança situacionista ao Palácio do Campo das Princesas.

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Bandeira da oposição hasteada, o contraponto é Armando Monteiro, neto (PTB), eleito senador, em 2010, com o apoio de Campos.
Irritado com o presidenciável socialista, Lula da Silva trabalha para colocar o PT estadual no palanque de Monteiro, ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria.

 

– Senador paraibano, Vital do Rêgo, filho, tem aceitado a corte do PSDB. Não se trata de deixar o PMDB, mas, sim, de abrir dissidência a favor da candidatura de Aécio Neves a presidente da República. Rêgo foi indicado pelo seu partido para o Ministério da Integração Nacional. O pedido foi arquivado no Planalto, parece.
– Arthur Chioro entra na lista da sucessão de Alexandre Padilha no Ministério da Saúde. Chioro, como Padilha, é do PT de São Paulo.
-O governador da Bahia transmuda-se em caixeiro-viajante.  Jaques Wagner (PT) inicia, segunda-feira (20), viagem de 10 dias à Ásia Oriental. Agenda de compra e venda leva-o à China e ao Japão.
– Renan Calheiros, filho, deverá ser o candidato do PMDB ao governo de Alagoas. O pai do deputado federal continua no Senado, na expectativa de reeleger-se presidente da Casa, biênio 2015-2017.
– Flávio Dino, líder das pesquisas de intenção de voto para o governo do Maranhão, discorda do comando nacional do PCdoB na sucessão presidencial. No cenário de hoje, vai dividir o palanque com o pernambucano Eduardo Campos.
– Para refletir: “Tem gente na vida que sempre sabe o que faz, por que faz. Tem outras que não, embora pensem que sim” (Marcus Faustini, cronista e diretor teatral brasileiro).

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