O quinto beatle

Chegou ao Brasil o livro “O Quinto Beatle”, narrativa do escritor Vivek J. Tiwary com ilustrações de Andrew C. Robinson…

Chegou ao Brasil o livro “O Quinto Beatle”, narrativa do escritor Vivek J. Tiwary com ilustrações de Andrew C. Robinson sobre a vida de Brian Epstein, o mítico empresário inglês que catapultou a carreira dos Beatles a partir de Liverpool para o mundo.

O termo que dá título ao livro virou um jargão para definir alguém relevante, tanto no sentido positivo ou negativo (fulano é foda, é o quinto beatle; beltrano é muito besta, pensa que é o quinto beatle). No primeiro caso, funciona assim como “é um Pelé”.

O livro de Tiwary não irá estabelecer referência histórica para consagrar a junção de Epstein no quarteto famoso, já que ao longo de meio século diversos personagens foram batizados também, pelo menos nalgum momento, como o quinto elemento da banda.

Evidente que o trabalho essencial do empresário na carreira dos Fab Four contribuiu para seu nome ganhar mais peso no interminável concurso, principalmente quando em 1997 Paul McCartney disse à BBC que se alguém era o quinto, este era Brian Epstein.

Mas, se alguém encontrar tempo para entrevistar beatlemaníacos pelos cinco continentes, irá encontrar diversos testemunhos em favor de diversos nomes elencados como complementos de um jamais formado quinteto. O meu, é o craque George Best.

Uma das primeiras compras que fiz numa viagem à Londres foi do pôster facilmente encontrado nas lojas de souvenires da capital inglesa ou no estádio do time vermelho da cidade de Manchester, onde o gênio irlandês reinou e virou quase uma religião.

A ilustração da histórica capa do disco “Abbey Road”, de 1969, exibe os quatro astros sobre a faixa de pedestre da rua homônima, tendo George Best fazendo embaixadas entre George Harrison e Paul McCartney. É até hoje o screensaver do meu computador.

Houve um outro cara com o mesmo sobrenome do ídolo do Manchester United que também é considerado quinto beatle. Pete Best foi o primeiro baterista do grupo, entre 1959 e 1962, mas foi demitido pelo próprio Epstein e substituído por Ringo Starr.

A primeira figura a merecer historicamente a quinta função no grupo foi o escocês Stuart Sutcliffe, amigo de infância de John Lennon e que tocou baixo no princípio da banda e na primeira incursão a Hamburgo, onde resolveu ficar e deixou a turma.

Stu, como era chamado, apaixonou-se por uma fotógrafa na cidade alemã e optou por não retornar a Liverpool, ficando com a namorada Astrid Kirchherr para se dedicar à pintura. Morreu em 1962, com apenas 21 anos, no mesmo período da saída de Best.

Uma década antes da entrevista de McCartney na BBC, George Harrison comentou na cerimônia em que ganhou placa no “Rock and Roll Hall of Fame”, que havia somente dois caras que mereciam ser chamados de quinto beatle: Derek Taylor e Neil Aspinall.

Taylor, que faleceu no ano em que falou na BBC, foi um jornalista, publicitário e escritor que prestou assessoria de imprensa aos Beatles. Era repórter do Daily Express e escreveu para Epstein, em 64, a primeira biografia da banda, “A Cellarful of Noise”.

Aspinall foi o gerente de shows e organizava as viagens do grupo, gozava da confiança total do quarteto por causa da amizade de infância com George e Paul. Logo tornou-se executivo de grande importância do estúdio Apple Records, fundado em 1968.

Outro sempre lembrado para o honroso cargo é George Martin, o produtor que deu um norte musical à banda. Seria o único que John Lennon aceitaria apelidar de quinto beatle, já que não o citou na Rolling Stone, em 1970, quando negou vários outros.

É um clube lotado de candidatos: Mal Evans, Billy Preston, Jimmie Nicol, Jeff Lynne, Klaus Voorman, Andy White, Jimmy Tarbuck, Mitch Benn, Tony Sheridan e a madame Yoko Ono. Até dois monstros do rock estão também, Eric Clapton e Little Richard. (AM)

 

Comentário

É preciso analisar com cuidado uma fala recente do deputado e jornalista Agnelo Alves (PDT) em seu programa da Rádio Globo/Cabugi. O comentário alerta para o risco de rejeição que pode comprometer grandes projetos políticos e eleitorais em 2014.

Pesquisa

Muito se tem falado sobre pesquisas para consumo interno realizadas pelas duas principais coligações, cada uma com suas vantagens. E cabe uma perguntinha apenas: se a pesquisa é boa, por que nem um dos lados publica? Boato bom não se desmente.

Oportunismo

Daniela Mercury escancarou a privacidade de um casamento gay e voltou a vender discos. Agora, a semi proscrita banda Raimundos realizou um ato público GLBT no palco e voltou a ser notícia. Cada um tem o seu jeitinho de escapar da zona fantasma.

Biografias

O presidente da Câmara, Henrique Alves, deverá por em votação hoje ou no mais tardar amanhã a proposta do projeto de Lei que trata das biografias de celebridades. A tendência é votar pela liberdade do escritor e não pela censura do biografado.

Anos Dourados

O título acima é da exposição que acontecerá quinta-feira, no tradicional bar Passatempo, no Itaim Bibi (São Paulo), com 300 fotos do fotógrafo Dimas Schittini destacando boates históricas como Gallery, Regine’s, Hippoppotamus e Papagaio.

Figurinhas

A crônica de domingo do mano François Silvestre, no Novo Jornal, fazendo analogia com o lúdico ato de colecionar figurinhas na sua meninice e nos dias de hoje, é para guardar nas gavetas da emoção ou colar na memória com o grude da atemporalidade.

Motel

A jornalista Eliana Lima andou ligando para velhos amigos em busca de fotografias do antigo Motel Tahiti do saudoso Alcione Dowsley. Só pode ser para uma reportagem especial (e como merece) para a sua revista Bzzz, sempre recheada de novidades.

Feirinha de Santana

A colônia seridoense em Natal começa a planejar a tradicional “Feirinha do Seridó”, dia 31 de maio, no Parque de Capim Macio, com comidas típicas e artesanato da região. Arrecadação para erguer uma casa de apoio aos portadores de câncer, em Caicó.

Perigo global

Centenas de judeus ucranianos já fugiram para Israel com medo da perseguição anti-semita do regime russo. As tropas de Vladimir Putin ameaçam dizimar a Ucrânia. Há um arremedo Hitler na Europa e o país vizinho sofre no papel de uma nova Polônia.

Brasil FC

A que ponto chegou o nível do futebol brasileiro. Se não bastasse o rebaixamento do Vasco e a vítima do vaso sanitário no Arrudão, temos um país preocupado com Jô (não o comediante entrevistador) e o time mais rico contratando um tal de Alan Kardec.

Compartilhar:
    Publicidade