O segredo das empresas com vida longa e próspera – Marcos Aurélio de Sá

Orlando Oda Administrador de empresas com mestrado em Administração Financeira pela FGV e presidente da consultoria AfixCode Patrimônio & Avaliações,…

Orlando Oda

Administrador de empresas com mestrado em Administração Financeira pela FGV e presidente da consultoria

AfixCode Patrimônio & Avaliações, com sede em São Paulo.

 

Se habilidade técnica, comercial e força de vontade fossem os fatores determinantes para criar uma empresa com vida longa e próspera, a taxa de mortalidade empresarial deveria ser bem menor. Qual é a raiz que sustenta a vida longa? Será que não estão plantando uma empresa sem a raiz?

Esta abordagem não é para tratar da longevidade empresarial, como no livro “Feitas para Durar”, de Jim Collins. Também não estamos falando apenas de durar enquanto o fundador for vivo. A longevidade empresarial é outra questão: depende da sucessão empresarial, mercado em que atua, evolução tecnológica e muitos outros fatores.

Perguntar quanto tempo uma empresa vai durar é como perguntar quantos anos alguém vai viver. O objetivo deste artigo também não é tratar disso. Somente uma coisa é certa: não vai durar para sempre. É como a nossa vida.

Uma empresa, para ter uma vida longa e próspera, precisa de autorização. Ela se credencia à medida que se torna necessária, útil à sociedade, ou seja, quando os clientes reconhecem a sua utilidade. Milhares de empresas nascem e morrem porque não se credenciam, baseiam-se unicamente em obter resultados financeiros.

Não é que o lucro não seja importante. O objetivo do palestrante não é receber aplausos. Se os aplausos forem poucos, significa que não está agradando ao público. Se o lucro da empresa for pouco, significa que o cliente não está aprovando a empresa. A empresa não está sendo administrada direito.

O lucro não deve ser o objetivo principal da empresa. Lucro é o principal parâmetro de análise. A lei da causalidade diz que para receber algo é preciso dar alguma coisa. O resultado depende da causa. A causa para lucrar é ser útil a um grande número de pessoas, isto é, produzir bens e serviços úteis às pessoas.

Para produzir bens e serviços úteis a preços que sejam acessíveis e competitivos é preciso desenvolver várias habilidades: técnicas, humanas, inovação, percepção e diagnóstico para ver e solucionar problemas complexos. Todas são importantes para o sucesso, porém, não são as verdadeiras causas da mortalidade precoce.

Um engenheiro civil estuda cinco anos na faculdade de engenharia para que? Para construir a sua própria casa? Não! Seu trabalho é construir a casa para outras pessoas. O fundamento do trabalho é sempre trabalhar para os outros. O fundamento da empresa e do seu fundador é trabalhar para outras pessoas e nunca para si.

A raiz que alimenta e sustenta a edificação empresarial é igual a raiz da árvore. A raiz é invisível, fixa e sustenta o tronco, galhos e folhas. O que mantém a planta em pé na tempestade não é a estrutura física do tronco. Da mesma forma, não é a estrutura física da empresa, como prédios e máquinas, que mantém a empresa viva no dia do vendaval.

O que sustenta a existência de qualquer coisa neste mundo é a ideia que é a causa. Existe enquanto a ideia que sustenta existir. Um edifício que fica abandonado sem serventia se desmorana. Toda empresa surge da ideia do fundador de suprir uma demanda, uma necessidade real ou potencial de clientes.

O que faz a empresa ter vida longa e próspera é manter viva a ideia de origem da criação por meio de inovação. Não é o produto, o serviço ou a qualidade. Estes são apenas resultados da ideia inicial. O segredo está na ideia de origem, a raiz da essência do negócio, do início da empresa.

É sofrível desempenho do RN no comércio exterior

– Segundo dados divulgados neste final de semana pela gerência do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), houve queda de US$ 2,257 milhões no valor das exportações potiguares realizadas nos primeiros cinco meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2013.

– De janeiro a maio últimos, o RN vendeu para fora do país US$ 93.108.924,00, contra US$ 95.366.674,00 em igual período do ano passado.

– Comparando unicamente as exportações de maio/2014 com as de maio/2013, é que se tem uma ideia mais clara de como vai mal o desempenho da nossa economia nessa área: as vendas para o mercado externo caíram em 20,6 por cento.

– Também no que se refere às importações a situação do Estado é muito delicada. Nos primeiros cinco meses de 2013 ingressaram no RN US$ 119 milhões em produtos vindos de outros países, enquanto este ano entraram apenas US$ 81,8 milhões, o que está gerando um modestíssimo superávit de US$ 11,2 milhões de dólares em nossa balança comercial, que representa tão somente algo entre 0,1 e 0,2 por cento da brasileira.

– No rol das mercadorias mais exportadas pelo Estado estão o melão, castanha de caju, tecidos de algodão, minérios (tungstênio) e frutas diversas.

Conselho Deliberativo do Sebrae/RN conhecerá o Ciosp nesta quarta-feira

– A convite do secretário estadual da Segurança Pública e Defesa Social, general Eliéser Girão, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RN, empresário Sílvio Bezerra, levará todos os conselheiros que integram o órgão e mais os membros da sua Diretoria Executiva para uma visita ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública do RN (Ciosp), recém instalado no edifício da Escola de Governo e que se constitui num dos mais importantes legados da Copa do Mundo para a comunidade potiguar.

– A comitiva será recebida às 8:00 horas desta quarta-feira pela cúpula da Secretaria, que explicará aos dirigentes e conselheiros do Sebrae como o Ciosp já está ajudando o RN a reduzir nossos elevados índices de criminalidade.

Grupo Pão de Açúcar abre em Natal a 1ª. loja Assaí Atacadista do RN

– Natal está ganhando a primeira loja da rede Assaí Atacadista do Rio Grande do Norte, que ocupará 12 mil metros quadrados de área construída (dos quais 5,6 mil utilizados como salão de vendas com 22 checkouts). Ela ficará instalada às margens da rodovia BR-101, entrada principal da cidade, ao lado do Natal Auto Shopping Pitimbu.

– A rede nacional de lojas Assaí – que se destina basicamente a atender pequenos e médios comerciantes varejistas, além de lanchonetes, restaurantes, hotéis, pizzarias, quartéis, hospitais, escolas, etc., bem como a consumidores em geral que buscam economia ao fazer compras em maior quantidade – teve seu controle adquirido em 2007 pelo Grupo Pão de Açúcar e possui atualmente 79 unidades espalhadas por 14 Estados.

– A Assaí Atacadista de Natal disporá de 321 vagas de estacionamento e gerará um total de 500 empregos, entre diretos e indiretos.

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