Obras de padronização das calçadas na capital não ficarão prontas até a Copa

No ritmo que segue, apenas 80% do serviço estará concluído no mês de junto, durante Mundial de Futebol

Execução da obra tem causado transtornos aos motoristas e pedestres em avenidas como a Salgado Filho e Hermes da Fonseca. Foto: Heracles Dantas
Execução da obra tem causado transtornos aos motoristas e pedestres em avenidas como a Salgado Filho e Hermes da Fonseca. Foto: Heracles Dantas

Transitar pelos principais corredores viários de Natal, nos últimos meses, tem sido uma tarefa difícil. Inicialmente, para as obras de construção do primeiro binário de Natal e do Complexo Viário de Natal foi necessária a interdição de várias vias e modificou a malha viária da cidade. Agora, a obra de padronização das calçadas tem causado mais transtorno à população, tanto aos pedestres, quanto aos motoristas. Por onde a obra passa é sinal de grandes congestionamentos, em função do maquinário necessário para a obra. Além disso, a obra está atrasada e não ficará 100% concluída até a Copa do Mundo, que será realizada no mês de junho.

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura de Natal (Semopi), as obras de padronização de 50,47 quilômetros de calçadas e a construção de 300 abrigos para o transporte público, no atual ritmo de trabalho, estarão na faixa de 80% finalizadas em maio. No momento, 35% do planejado foi executado. Por orientação da Semopi, os operários priorizam as vias próximas à Arena das Dunas para que em um raio de 2 km do estádio, as calçadas estejam prontas ao começar o Mundial. Outra estratégia será implantar o turno da noite na segunda quinzena deste mês.

O consórcio formado pelas empresas Crisal Construções e LR Engenharia foi o vencedor da licitação e está executando as obras que terão investimentos do Governo Federal, com contrapartida do município, no valor de R$ 25.209.538,04. O secretário adjunto de Operação da Semopi, Caio Pascoal, confirmou que as obras estão bem abaixo do cronograma inicial. “Essa obra é bastante complexa, pois cada calçada tem sua particularidade e especificidade, o que dificulta e demora o trabalho”, disse. As calçadas do entorno do Arena das Dunas serão de responsabilidade do consórcio que executa as obras do Complexo Viário de Natal, bem como as calçadas localizadas nas avenidas Mor Gouveia e Jerônimo Câmara, que serão feitas pela empresa que está executando as obras do primeiro binário de Natal.

Caio Pascoal reconhece que a obra tem causado transtornos para a cidade, mas explica que é necessário. “Para que a obra seja executada é necessário tomar algumas precauções e proteger os pedestres, os motoristas e os operários, por isso que em algumas áreas parte da via fica interditada, causando congestionamento em horários de pico”, afirmou o secretário adjunto de Operação.

É o que está acontecendo na Avenida Senador Salgado Filho, no trecho que compreende as avenidas Antônio Basílio e Nascimento de Castro. A obra está concentrada em dois pontos. Em frente a uma loja de informática e em frente a um cursinho preparatório. A gerente da loja disse que pelo fato de a obra, que está há mais de uma semana em frente ao estabelecimento comercial, ocupar o local de estacionamento causou uma diminuição considerável do fluxo de clientes. Situação semelhante acontece no cursinho preparatório para concursos. “Além de todo esse transtorno, o movimento também caiu, pois até para parar em frente fica complicado. Espero que pelo menos esse transtorno todo valha a pena”, destacou o diretor do cursinho, Alex Mauhel.

A estudante Vanessa Araújo teve que se arriscar em meio aos carros, já que a calçada estava interditada. “Falta organização e planejamento. Deixam tudo para fazer em cima da hora e dá nesse caos generalizado, trazendo sempre transtorno para a população”, afirmou. Já o auxiliar de produção Carlos Alberto optou por transitar pela calçada destruída. “Não quis arriscar a minha vida andando pela rua, mas aqui também é complicado, pois podemos nos machucar, já que a calçada está destruída e cheia de destroços. Quanto mais demora, mais transtorno causa”.

Em relação à durabilidade da calçada, o engenheiro Caio Pascoal explicou que a calçada é feita de um material bastante resistente, com uma base formada por areia e brita, sobreposta de uma peça de concreto, com o piso intertravado. “É um concreto dos mais resistentes, pois até carro pode passar por cima. É o mesmo concreto utilizado no anel viário de Pipa, mas, como toda obra, será necessária uma manutenção”, afirmou o secretário Caio Pascoal.

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