A opção pelo meio-termo

Quando responde à pergunta sobre quem é o melhor candidato da oposição ao Palácio do Planalto – Aécio Neves ou…

Quando responde à pergunta sobre quem é o melhor candidato da oposição ao Palácio do Planalto – Aécio Neves ou Eduardo Campos? –, Fernando Henrique Cardoso exercita virtudes anotadas na sua biografia de cidadão (prudência) e no seu currículo político (habilidade).
Tem a palavra o ex-presidente da República:

“Vamos ver na campanha quem vai se alçar a líder nacional, a estadista. Não sei ainda qual dos dois vai assumir esta posição. Quem se mostrar coerente, moderno, decente, não ligado a corrupção e que tenha capacidade de dizer coisa com coisa, é quem terá chance de avançar.”

Complemento:

“Eu torço para Aécio porque tenho mais ligações com ele.”

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A respeito de vitória da recandidata Dilma Rousseff,  como mostram os índices das sondagens de intenção de voto, o sociólogo  recorre à escala de zero a dez para ficar no meio. Crava o número 5.
Explicação dele:

“A seu favor, ela leva a vantagem de estar no cargo e ter presença contínua na mídia. Contra a Dilma, há certo mal-estar na sociedade.”
Cita do  trânsito à violência e à inflação.
Mais:

“Do desacerto da economia ao receio sobre o futuro,  questões que criam um clima favorável à mudança de governo.”

 

A saída honrosa
Ensaio para composição de uma dupla malcriada.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) quer a gaúcha Luciana Genro, companheira de legenda, como candidata a em sua chapa presidencial.

A ex-deputada pretendia a titularidade, mas foi batida pelo pernambucano que faz política no Amapá.

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Luciana é filha de Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul em busca da reeleição.

 

Questão de tempo
Em algum momento, a economia renega a maquiagem e impõe a realidade.

Para defender a sua contabilidade fantasiosa, o governo já não restringe o discurso ao apelo “contra o pessimismo”, posição majoritária em diversas correntes de analistas – inclusos técnicos de órgãos federais.
No Palácio do Planalto, acusam-se os críticos de “terrorismo psicológico, para desestimular potenciais investidores.”

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Aécio Neves (foto), quase sempre mais na defesa que no ataque, muda a estratégia de candidato à sucessão da senhora Rousseff.
Fala o senador mineiro e presidente nacional do PSDB:
“Já que a gerente Dilma e a economista Dilma fracassaram, só nos resta ter esperança na psicóloga Dilma. Que Freud nos ajude.”

 

- Na cúpula nacional do PMDB, a exemplo do que ocorre na seção potiguar, a torcida é para Fernando Bezerra assumir a candidatura a governador.
- Um marqueteiro de partido grande disse ao birô da coluna que a campanha para ganhar o poder nacional será polarizada. Ele não crê em disputa plebiscitária.
- Receita Federal prevê: neste 2014, o horário eleitoral gratuito custará R$ 839 milhões ao Tesouro da República Surrealista dos Trópicos. Isso porque as empresas de rádio e tevê deduzem do Imposto de renda devido o valor do espaço usado pelos partidos.
- O PSD pronuncia-se via sua bancada na Câmara. Queixa-se do apoio antecipado à reeleição da presidente Rousseff. Considera o tratamento dado pelo Planalto abaixo do peso partidário.
- Betinho Rosado está em campanha para conquistar o sexto mandato de deputado federal. Em Mossoró, sua plataforma de lançamento, o presidente regional do PP enfrenta a concorrência de dois colegas da Câmara – Sandra (PSB), prima de primeiro grau, e Felipe Maia (DEM), parente distante.
- Dilma Rousseff cuida de formar coalizão com 12 partidos. Se assim ocorrer, terá quase a metade da propaganda em cada bloco de 25 minutos.
- Bom proveito do feriadão, e até quarta-feira. Como segunda não há coluna, o mineiríssimo Joaquim Pinheiro assina a de terça.
- Para refletir: “Assim como o futebol, a política é uma caixinha de surpresas” (Nelson Motta, compositor, cronista e escritor brasileiro).

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