Oposição vê eleições Sírias como “ilegítimas” e diz que não representam povo

Assad obteve a vitória nas eleições presidenciais com 88,7% dos votos

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A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança opositora, afirmou nesta quinta-feira que as eleições, nas quais foi reeleito o presidente sírio, Bashar Assad, são “ilegítimas e não representam o povo”.

Em comunicado, a CNFROS disse que “o regime terminou ontem os últimos capítulos da farsa teatral com o anúncio da vitória do criminoso Assad em eleições boicotadas pela maioria dos sírios no interior”.

O grupo relatou que muitos estudantes e funcionários foram votar na terça-feira “sob ameaças e intimidação” e reclamou que haja mais de 9 milhões de deslocados dentro do país e refugiados em outros estados.

A CNFROS reiterou “a necessidade que a ajuda os opositores aumentou para mudar o equilíbrio de forças no terreno e para que o regime de Assad cumpra com os acordos internacionais que servem de base para descobrir uma solução política para o conflito”, como o chamado Comunicado de Genebra.

O documento foi estipulado pelas potências internacionais em junho de 2012 para encontrar uma saída política ao conflito sírio, que estipulava, entre outros, a formação de um governo interino com membros do regime e a oposição.

A CNFROS afirmou que o povo sírio “continuará a revolução até alcançar seus objetivos de liberdade, justiça e democracia”.

Assad obteve a vitória nas eleições presidenciais com 88,7% dos votos, anunciou ontem à noite o presidente do parlamento sírio, Mohammed al Laham.

O chefe de Estado obteve 10.319.723 votos, muito à frente de seus dois adversários, o deputado da oposição tolerada Maher Abdel Hafez Hayar e o ex-ministro Hassan Abdullah al Nouri.

A participação foi de 73,42%, o que significa que um total de 11.634.412 dos 15.840.575 de sírios convocados a votar foram às urnas dentro e fora do país.

As eleições dentro do território sírio aconteceram na terça-feira passada, e para os sírios que vivem no exterior aconteceram nas embaixadas em 28 de maio.

Essas foram as primeiras eleições com mais de um candidato em 50 anos na Síria.

A votação aconteceu somente nas zonas sob controle do governo e em meio a uma guerra que causou mais de 162 mil mortos em três anos.

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