Organizador de “rolezinho” é assassinado em briga durante baile funk

Lucas Lima se envolveu em uma confusão na madrugada do último sábado (5). Ele foi um dos responsáveis por promover o evento no Shopping Metrô Itaquera

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O estudante Lucas Oliveira Silva de Lima, de 17 anos, um dos participantes dos “rolezinhos” em shoppings de São Paulo morreu no sábado (5), segundo familiares. A família do adolescente não quis dar detalhes de como e quando ele morreu. O 24º Distrito Policial, onde o caso deve ter sido registrado, não repassou informações sobre o crime porque teria sido ” pelos plantonistas do final de semana”.

Seguido por 56 mil pessoas no Facebook, Lucas chegou a conceder entrevistas. O estudante contou que frequentava os rolezinhos desde o fim de 2013 com o objetivo de se divertir, cantar funk e conhecer novas pessoas. Mas, com tumulto ocorrido no começo do ano no Shopping Metrô Itaquera, Lucas disse que decidiu “se afastar” dos rolezinhos. “Não quero cair em cadeia por causa disso”, disse.

Lucas foi um dos abordados pela Polícia Militar no encontro no shopping da Zona Leste. Apontado como um dos organizadores do “rolezinho”, o jovem foi intimado por um oficial de Justiça. Ele negou ter sido organizador do encontro.

“Ele (oficial de Justiça) me disse que, caso acontecesse baderna em um outro ‘rolê’, eu teria que pagar R$ 10 mil. Não tenho como pagar tudo isso”, disse. Por não ter o dinheiro, o jovem temia ser detido se recebesse a multa.

Morador de Itaquera, ele vivia com a família em uma casa simples em uma viela a poucas quadras do shopping. O centro de compras era um dos lugares mais frequentados por ele. Era lá que Lucas gastava o dinheiro (acumulado em bicos de auxiliar de pedreiro e de estoquista, entre outros) em roupas de marca. Vaidoso, ele gostava de usar Oakley, Adidas e Polo Ralph Lauren.

Início dos ‘rolezinhos’

Os encontros começaram como pancadões, contou Lucas ao G1. Jovens marcavam de se encontrar em ruas perto de escolas do bairro para cantar e ouvir funk. Com o interesse e o consequente aumento do número de participantes, os jovens decidiram participar de encontros nos shoppings. “A gente queria marcar no estacionamento, porque cabe mais gente.”

O estudante lembrava com carinho dos primeiros “rolezinhos”. “A gente conhecia muitas pessoas, fazia amizades. E ficava com as meninas. Em cada um eu fiquei com umas seis, sete”, disse.

 

Fonte: G1

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