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Orquestra do invisível

Data: 04 março 2013 - Hora: 18:00 - Por: Bruno Araujo

Grande contra pequeno. Boa fase versus crise. Forte contra fraco. O futebol é cheio de rótulos e antecipações, um cardápio variado para nós da imprensa, torcedores e analistas do imponderável, de forma geral. Este final de semana, sem dúvida, foi um dos mais apropriados para mostrar que prever no futebol é um exercício perigoso e, na maioria das vezes, passível de falha.

ABC e América derrotados na primeira rodada do Campeonato Potiguar por Potiguar e Corintians, respectivamente. Flamengo, melhor campanha da primeira fase do Campeonato Carioca, derrotado sem qualquer poder de reação pelo Botafogo. Vasco, numa crise técnica e financeira sem precedentes, põe abaixo o bom time do Fluminense. Barcelona, em menos de uma semana, derrotado pela segunda vez pelo rival Real Madrid.

Para todos os exemplos, após o resultado confirmado, teorias justificarão o injustificável. Analistas do acontecido, senhores do destino confirmado, irão apontar razões inúmeras para as derrotas e vitórias de um e outro. Fato é que o futebol, diferente dos demais esportes, vive do imponderável. Nada é o que parece quando o apito soa e as forças sobrenaturais reveladas, pelo gênio imoral Nelson Rodrigues, começam a atuar em campo.

A pulsação acelerada do coração do torcedor, a incerteza das conquistas, a fuga da provável queda, alimentam a força cósmica que transforma um esporte num sentimento quase tangível.  Por mais contraditório que possa parecer, a possibilidade de erro é motivo de alegria para o analista. Pois, aquele mesmo que torce pela sua aposta, pela sua previsão, também sonha em ver seu prognóstico contrariado pelo invisível para satisfazer seu coração apaixonado – que assim como o de qualquer outro, bate com nome e cor.

Torcer é viver por algo incerto, é se alimentar da dúvida para se embriagar em emoções inesperadas. Torcer, acima de qualquer coisa, é acreditar no invisível, é gritar ao destino o próprio desejo para vê-lo materializado em um rompante de alegria, realização, conquista.

Adentrar num estádio é participar de uma grande orquestra do improviso, com notas tocadas a esmo e sem a certeza de qual delas encerrará a melodia, num espetáculo com intervalos, mas sem fim. Para felicidade de todos nós, torcedores…

Imprevisível
Por falar em imprevisível, quem diria que o ASA-AL e Campinense-PB fariam a final da Copa do Nordeste? As duas equipes eliminaram Ceará e Fortaleza-CE, respectivamente, e contrariaram todos os prognósticos feitos para a competição. Prova de que no futebol o resultado não pode ser antecipado em 90 minutos, muito menos para uma competição inteira. Leandro Campos, com a frágil equipe de Arapiraca, que o diga. É a segunda final consecutiva do gaúcho na disputa regional.

O retorno
Motivo de chacota em várias oportunidades pelas idas e vindas no ABC, o técnico Leandro Campos pode fazer escola. Há quem diga que após a estréia desconcertante do América contra o Corintians, pelo Estadual, o técnico Roberto Fernandes teria sido chamado de volta para o cargo pouco mais de um mês depois de deixar o posto. Alguém duvida?

Maratona do Bem
A segunda edição da Mini Maratona Feminina – Casa do Bem acontece no próximo dia 10 de março, a partir das 16h, na Via Costeira. O evento comemora o Dia Internacional da Mulher. As inscrições estão sendo feitas na loja Carmen Steffens, Pittsburg, Jovially Clínica Estética, Minds English School e Açaí do Grilo por R$ 35. Todos os participantes inscritos vão ganhar medalhas e concorrer aos prêmios. Será permitida a participação de homens, mas vão largar no último pelotão. Não é necessário usar roupa feminina. O valor arrecadado será investido na atividade filantrópica da Casa do Bem.

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