Os caminhos pós-Santiago

A tragédia sempre esteve anunciada, desde quando as hordas de baderneiros e os militantes orientados para promover o caos espantaram…

A tragédia sempre esteve anunciada, desde quando as hordas de baderneiros e os militantes orientados para promover o caos espantaram das ruas os contribuintes que ocuparam o Brasil em 21 de junho de 2013 pedindo mudanças urgentes no país.

Naquela que foi a maior manifestação popular inter-regional da história recente, que levou milhões às ruas de inúmeras cidades, a sociedade brasileira já parecia discernir sobre o elemento político a ser refutado no apelo nacional. E gritou “sem partidos”.

Mais que um mero chavão de passeata, aquele era o grito de alerta para o êxito das reivindicações que naquele instante se tornavam comum às diversas classes sociais. O povo gritou contra a corrupção, a violência, o caos na saúde, a carestia nos transportes.

A massa compacta e multiplicada nas cidades assustou o “establishment” partidário do viés ideológico useiro e vezeiro no aparelhamento dos movimentos sociais. O Palácio do Planalto, comandado pelo maior partido, recebeu supostos representantes do povo.

Dias depois, o senhor Rui Falcão, presidente do PT, determinou que a militância levasse às bandeiras para os atos. Recebeu avisos repreensivos de jornalistas, como Gaudêncio Torquato, no Estadão, um profundo estudioso da política e dos seus efeitos nas ruas.

Também o PSOL, PSTU e PCO resolveram pintar as manifestações de vermelho, no que foram seguidos pelas organizações menores, como anarquistas e assemelhados. Depois vieram os black blocs e os ativistas mobilizados pela rede do Anonymous.

Aí o país entrou no inferno astral sociológico e na baderna institucionalizada, misturada à onda de violência urbana que já se instalara no vácuo da crise de segurança pública. Passou a valer a lei do quebra-quebra e o faroeste urbano do crime organizado.

A população ordeira deixou de manifestar-se para se entrincheirar em casa, no trabalho, nas filas de hospitais, no aperto dos ônibus. Criminosos e militantes partidários tomaram conta das cidades, dos bairros, das avenidas. E o governo petista inerte.

Hoje, quando da prisão do autor do disparo do rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, o advogado disse que os jovens envolvidos nos protestos violentos são aliciados e orientados por terceiros. Eu sempre disse que não há ato espontâneo nisso.

Ora, até mesmo a Física já comprovou que a tal combustão espontânea não é tão espontânea assim, pois é preciso algum oxidante para provocá-la. A interferência externa é um fato, tanto cientificamente quanto socialmente. Militante não age só.

Os chamados ativistas são peças de uma engrenagem político-ideológica bem definida nas cartilhas do terrorismo internacional, desde as concepções de Lênin na Rússia, passando por Regis Debray na França e em Cuba, e por Guevara na América Latina.

É preciso se estabelecer o caos social, o descrédito das instituições, para que um processo revolucionário seja desenhado e a partir dele a esquerda impõe a ruptura política e econômica, advindo então uma nação totalitária e de pensamento único.

O assassinato de Santiago Andrade acabou sendo o tiro pela culatra, pois deu à sociedade brasileira a comoção que provoca o grito de basta, como foi nos anos 1970 com os assaltos a banco e sequestros de embaixadores urdidos pelos radicais.

Santiago é o cadáver ilustre, a dor coletiva da imprensa que já estava editorializando o beneplácito com a violência dos protestos. Que sua morte seja um caminho para desviar o Brasil da estrada aberta para os conflitos generalizados que estão premeditando.

Que as autoridades resolvam agir de acordo com as leis, com a Constituição, e não se acovardem por pruridos sociopolíticos. O brutal assassinato de Santiago haverá de ser a saída para o caos em marcha. O Brasil já soube encontrar outros caminhos no passado.

Que o homo sapiens que há em nós resista ao homo sovieticus que há nos arautos do atraso. (AM)

 

De Helena Celestino

“A dolorosa morte de Santiago não foi um ataque à imprensa, foi resultado da violência crescente nas ruas, uma crônica da tragédia anunciada. Nós, jornalistas, nos sentimos mais vulneráveis pela obrigação de estarmos em lugares onde mora o perigo”. (Globo)

 

Fala, Planalto!

“Não se ouviu, porém, ao menos até agora, uma declaração firme e incisiva do ministro Gilberto Carvalho sobre os black blocs. Cheio de dedos – a esta altura, depois de tudo que aconteceu, é difícil saber por que”. (Editorial de O Estado de S. Paulo)

 

De Ruy Castro

“Santiago foi vítima desses brasileiros que estão pondo suas trevas para fora. Há algo de monstruoso em quem dispara um rojão em meio a uma multidão, indiferente ao que pode acontecer. Alguém fracassou na formação desses indivíduos”. (Na Folha)

 

De Vanessa Andrade

“A gente que vem de família humilde precisa provar duas vezes a que veio. Me deixou a vida toda em escola pública porque preferiu trabalhar mais para me pagar a faculdade. Ali o sonho dele se realizava. E o meu começava”. (Filha de Santiago Andrade)

 

Indenização

A notícia do Portal No Ar de que o TJ anulou por ilegalidade as escutas telefônicas da Operação Impacto que citavam os nomes de João Faustino e Iberê Ferreira, provocou revolta em alguns parentes dos dois políticos, que estudam ação indenizatória.

 

Candidatura

Lideranças do PMDB já não escondem o temor por um constrangimento geral no partido quando chegar o dia da resposta de Fernando Bezerra sobre se é ou não candidato. Temem que a candidatura já esteja morta antes do nascimento oficial.

 

Tricotando

O PT decidiu que a candidatura de Fátima Bezerra ao Senado é uma questão de honra, e tudo vale para viabilizá-la. Por isso, próceres do partido conversaram na mesma semana com Robinson Faria (PSD), Henrique Alves (PMDB) e Wilma de Faria (PSB).

 

Duas chapas

Um leitor da coluna passou e-mail para dizer que foi entrevistado no bairro Cidade Jardim por um instituto de pesquisa que aferia a preferência por duas chapas: Robinson Faria/Fátima Bezerra (PSD-PT) e Henrique Alves/Wilma de Faria (PMDB-PSB).

Enquete

A maior rede social do mundo, o Facebook, prossegue com a enquete sobre a eleição para presidente do Brasil. Até a manhã de hoje, Aécio Neves (PSDB) liderava com quase o dobro de Dilma Rousseff (PT), seguida de perto por Eduardo Campos (PSB).

 

Tulio 1.000

O milésimo gol de Tulio Maravilha foi notícia até no site da FIFA, apesar da entidade não admitir que oficialmente algum jogador tenha atingido a marca. Ela adota os números do IFFHS – International Federation of Football History & Statistics.

 

Artilharia oficial

Para o IFFHS, o maior artilheiro do mundo, em jogos oficiais, é Romário, com 768 gols. Seguem Josef Bican (759), Pelé (757), Puskas (709), Gerd Müller (680), Eusébio (625), Ferenc Deak (576), Uwe Seeler (568), Tulio Maravilha (538) e Zico (516).

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