Os pecados do governo
Malandramente, o PT imputa aos jornalistas, sobretudo os do Sudeste e do Distrito Federal, o “furor do denuncismo”. Algumas figuras estrelares do partido vão além na acusação. Para elas, a imprensa brasileira é golpista e atua como porta-voz dos que pretendem desestruturar o governo petista. Foi assim no período Lula da Silva e repete na administração Dilma Rousseff, sublinham.
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Pois bem, são integrantes da base congressual, com substancial aporte do petismo, que apontam sete defeitos, graves e médios, do poder central.
Seguem:
1. Afago raro aos aliados;
2. Burocracia preguiçosa da máquina administrativa;
3. Crescimento pífio do PIB (Produto Interno Bruto);
4. Dificuldades de convencer o empresariado a investir;
5. Falta de interlocução eficiente com o Legislativo;
6. Ritmo lento das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento);
7. Volta da inflação.
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Sobre a desconfiança dos empreendedores, que leva à retração nos investimentos privados, o mestre Delfim Netto sentencia:
“O governo de Dilma é curioso. Faz tudo certo, mas de modo equivocado.”
Na contabilidade nota 10, o ex-ministro destaca a queda dos juros e as desonerações fiscais feitas no ano passado. Na soma das notas que levam ao rebaixamento, critica, principalmente, a prestidigitação das contas publicas para atingir a meta fiscal.
A respeito do que prevê para o amanhã, o interlocutor de Presidente usa a verve:
“Com o tempo, até o PT aprende.”
Tom e conteúdo
Um candidato de discurso moderno para o governo do Brasil
Conforme o perfil desenhado pela cúpula do PV, personagem com esse predicado é o mineiro-carioca Fernando Gabeira (foto). Ele, com 72 anos, diz, entretanto, que não pretende concorrer, “porque a fila andou”.
Deputado de quatro mandatos pelo Rio de Janeiro, disputou a Presidência da República em 1989. Apesar da elogiada ação parlamentar, Gabeira, jornalista de bom texto e político coerente com o que prega, foi uma decepção nas urnas nacionais. Recebeu o apoio de apenas 0,18% dos eleitores.
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Quem se elegeu foi Fernando Collor, então filiado ao PRN. Agora no PTB, é senador por Alagoas. Quis voltar ao governo do estado e à prefeitura de Maceió, mas perdeu nas duas tentativas.
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- Dilma Rousseff desistiu de ir ao Fórum Econômico Mundial. Representam o Brasil no evento – de 23 a 27, em Davos (Suíça) – os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Antônio Patriota (Relações Exteriores), além de Graça Foster, presidente da Petrobras.
- Os governadores do PMDB formam um grupo de cabos eleitorais a serviço da eleição do carioca Eduardo Cunha a líder da sigla na Câmara.
- No Ceará, o PSB divide-se. O ex-ministro Ciro Gomes abre o baú de desaforos para desqualificar os candidatos do PMDB à presidência da Câmara e do Senado. Cid, porém, irmão dele e governador do estado, apoia o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) e o senador Renan Calheiros (AL).
- A senadora Lídice da Mata (PSB) anuncia sua candidatura ao governo da Bahia.
- Terça-feira (22), o PSDB protocola, no Supremo, ação direta de inconstitucionalidade contra a medida provisória que libera créditos extraordinários – cerca de R$ 42 bilhões – “de um orçamento que não foi aprovado pelo Legislativo”.
- Roteiro internacional de Lula da Silva, neste semestre. Fim de janeiro, vai a Cuba; em março, à Etiópia; e aos Estados Unidos, em abril.
- Expectativa de adversários tucanos do senador Aécio Neves. Na próxima pesquisa de opinião sobre a sucessão presidencial, o mineiro será ultrapassado por José Serra na preferência dos cidadãos.
- Para refletir: “Antes de satisfazer o capricho, consulte a carteira” (Benjamin Franklin, diplomata e escritor estadunidense).
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