#OsTeóricoMarxistaPira

O título hoje com cerquilha e tudo é uma hashtag, aquela palavrinha-chave do Twitter que atropela o vernáculo sem respeito…

O título hoje com cerquilha e tudo é uma hashtag, aquela palavrinha-chave do Twitter que atropela o vernáculo sem respeito qualquer às regras de singular e plural. Fi-lo, como diria Jânio Quadros – espécie de Lula diplomado – para trolar esquerdopatas.

Já ultrapassou a linha imaginária do risível a mania besta e sectária dos teóricos militantes enxergarem uma revolução socialista em todo tipo de manifestação coletiva, desde as brigas religiosas no mundo árabe até uma confusão entre índios e posseiros.

Meus 1.012 leitores lembram muito bem quando os cuecões de militância virtual vomitaram nas redes sociais seus devaneios comunistas com o quiproquó naquela praça do Egito. Falaram em “primavera árabe” como se Che Guevara tivesse reencarnado lá.

Após algumas estações de conflitos urbanos, confrontando fundamentalistas muçulmanos e uma sociedade ávida por liberdade republicana, eis que um general do Exército desponta como favorito à presidência do país, após botar um pouco de ordem.

Em junho do ano passado, quando a meninada se mobilizou pelo Facebook, os teóricos da revolução retroativa cuspiram seus anseios antevendo a massa ascendendo Lula e Dilma à condição de um messianismo stalinista, a derrocada da burguesia nacional.

Mas, foi só a moçada arrastar às ruas toda a vizinhança, inclusive pais e professores, pregando o fim da corrupção, protestando contra os gastos da Copa, rasgando bandeiras vermelhas, e os manés, num panfletário chororô, botaram as teses entre as pernas.

Vivendo suas vidinhas de fantasia sociológica, são plantonistas de uma espera gloriosa pela destruição do Capitalismo no Brasil pela via da importação do modelo venezuelano, hoje dirigido por um caminhoneiro analfabeto em estado psicótico.

Toda semana aparece um fato para gerar novas teses sobre o processo revolucionário se instalando no país. As conversas moles no Twitter já anteviram o fechamento da Veja, a falência da TV Globo, a prisão de FHC e José Serra e, pasmem, o fim do catolicismo.

A mais recente besteira desses barnabés parasitários, a maioria com altos salários em órgãos públicos e atuando em favor de um partido, é imaginar uma revolta popular a partir de um bando de pivetes que se juntam para perambular em shopping center.

Adotaram o “rolezinho” dos moleques como uma versão jeans das invasões dos sem terra, militantes presumivelmente rurais que ganham cachês para empunhar bandeiras e enxadas. Acham que meninos pobres derrubarão o Capitalismo quebrando vitrines.

Não percebem, os radicais da ilusão, que a maioria absoluta da galera sonha mesmo é com o consumo em série que seus assemelhados de classe média exibem diariamente nas sacolas de grife e nas imagens postadas no Facebook, no Instagram e no Printerest.

Obviamente, os “rolezinhos” das tribos periféricas sofrem tentativas de aparelhamento dos partidos esquerdizóides, assim como tudo no Brasil governado pelo PT. Mas, o cheiro de revolução só fica no ar até que a prática comprove mais uma alucinação.

O fim da sociedade democrática, dos preceitos republicanos, da moral cristã e do padrão familiar, como querem os sociopatas ideológicos, não ocorrerá tão cedo. Pelo menos enquanto um vômito militante só feder durante os minutos do debate no Twitter. (AM)

 

JB vs JP
O caso das diárias para Joaquim Barbosa nas férias europeias caiu como uma luva para a estratégia do PT em protelar ao máximo a prisão de João Paulo Cunha, definida mas não assinada pelo próprio presidente do Supremo antes de viajar com a família.

Ricardão
Com o tiroteio em Barbosa por causa das diárias, a presidente interina do STF, Carmen Lúcia, também não assinará a ordem de prisão de Cunha. Como ela sai do posto na próxima semana, assume Ricardo Lewandovski, e esse é que não assina mesmo.

Meia volta
A pré-candidatura de Fátima Bezerra (PT) ao Senado pode ter subido no telhado. Com a aliança praticamente definida do PMDB de Henrique com o PSB de Wilma, além de uma gama de legendas, a petista não terá coragem e motivo para um voo solo.

Planos B e C
Na perspectiva do PT ficar isolado se não aceitar a grande aliança coordenada pelo PMDB, restaria a Fátima Bezerra formar chapa com o PSD de Robinson Faria ou então permanecer no acordão como candidata a renovar o mandato na Câmara Federal.

Enfrentamento
O vice-governador Robinson Faria já vislumbra uma dobradinha com o PT, mas desde que Fátima Bezerra seja a candidata ao Senado e ele ao Governo do estado. Resta saber se o PT terá coragem de enfrentar a frente ampla dos primos Henrique e Garibaldi.

Até tu, Tata?
Dependendo do nível de afinação política entre pai e filho, o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) já estaria apoiando a chapa Fernando Bezerra (PMDB) e Wilma de Faria (PSB). Seu pai, o deputado estadual Agnelo Alves, já declarou que vota.

Comício online
As lideranças dos partidos tradicionais continuam ignorando a zoada e a mobilização advindas das redes sociais. E seguem costurando apoios nos municípios no mesmo velho estilo de conversar com vereadores e prefeitos. Podem ser surpreendidas.

Influência
Um leitor da coluna já catalogou mais de 4 mil sites e blogues operando nas 167 cidades do RN, sem contabilizar as páginas em redes como Facebook, Instagram, Twitter, Google + e WhatsApp. Um universo eleitoral ainda pouco explorado por aqui.

Cartolagem bilíngue
Boa parte da imprensa esportiva potiguar experimentou ontem, no Ninho do Periquito, o amargo fruto daquilo que ela própria semeou quando promoveu a “euricomirandização” do senhor Antony Armstrong, até poucos meses atrás paparicado em Natal.

Pelada
Na segunda rodada do insípido campeonato estadual, o clube de maior torcida, o ABC, ainda não reuniu mil torcedores. Ontem, no jogo chamado de “clássico” com o Alecrim, uma atuação sofrível das duas equipes. E que vão inaugurar uma arena padrão FIFA.

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