Familiares não tem como levar corpos de irmãos que se afogaram de volta ao Rio de Janeiro

O corpo do mais jovem, Wemerson, foi encontrado nessa sexta, próximo ao local do afogamento. Já as busca por Welerson ainda continuam

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A família dos irmãos cariocas Welerson de Lima, de 16 anos e Wemerson de Lima, de 13 anos, que se afogaram quando estavam tomando banho na Ponta do Morcego, que fica na divisa das praias de Areia Preta e Artistas, em Natal, na última quinta-feira (19), estão precisando de ajuda para conseguirem voltar para o Rio de Janeiro e sepultar as duas vítimas.

“Nossa família não tem condições financeiras para comprar passagens para voltar e muito menos para conseguir levar os corpos dos meninos para o Rio de Janeiro. Estamos precisando de seis passagens para voltar e não temos condições financeiras para isso. Agradecemos qualquer um que possa nos ajudar”, afirmou Francisca Rafaela, avó dos meninos que visivelmente emocionada pouco conseguiu falar com a reportagem. Segundo a família, o pai dos garotos trabalha como soldador e juntou dinheiro para mandar os filhos de férias para Natal, mesmo contra vontade da mãe. Até mesmo por isso ele está em estado de choque. Quem tiver interesse em ajudar a família pode entrar em contato pelos telefones 8878-2050 e 91-84-5847, ambos com o DDD 84.

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Os adolescentes têm família na capital potiguar e no momento do incidente estavam acompanhados de um primo, que ainda tentou ajudar, mas como a correnteza estava muito forte desistiu e foi chamar o Corpo de Bombeiros (CBM/RN). De acordo com o CBM/RN, por volta das 14h15 de quinta, os irmãos estavam tomando banho de mar quando foram surpreendidos por uma corrente marítima.

O corpo do mais jovem, Wemerson, foi encontrado nessa sexta, próximo ao local do afogamento. Já as busca por Welerson ainda continuam e até o fechamento desta edição ele ainda não tinha sido encontrado. “O corpo do mais novo ficou preso nas pedras e com a correnteza emergiu, por isso encontramos próximo ao local do afogamento. Já a busca pelo mais velho é um pouco mais complicada. Como o corpo ainda não apareceu próximo ao local do afogamento, pode ser que ainda esteja preso nas pedras, por isso estamos utilizando mergulhadores nas buscas. Mas também existe a possibilidade do corpo ter sido levado pela correnteza, por isso estamos com uma equipe fazendo buscas nas praias da região Norte também. Além disso, como o mais velho é mais pesado, o corpo dele pode demorar mais para subir”, afirmou o capitão Miranda, comandante do Destacamento de Busca e Salvamento do CBM/RN.

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Até o fechamento desta edição, o corpo de Welerson ainda não tinha sido achado. Três helicópteros (Marinha, Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social e Força Nacional), uma embarcação da marinha, além de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e Marinha, participaram ativamente das buscas.

 

VOCÊ PODE AJUDAR A FAMÍLIA NO TRASLADO DOS CORPOS PARA O RIO DE JANEIRO. CONTATO: EMERSON (PRIMO DAS VÍTIMAS) – 84-9105 5558

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