Para Nélter, chapa Henrique, Wilma e João Maia só falta ser homologada

Deputado afirma que nome de Henrique Alves ainda não foi oficializado por causa de problemas com o PT

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Joaquim Pinheiro e Ciro Marques

Repórteres de Política

Para o deputado estadual Nélter Queiroz, do PMDB, a sigla já definiu: o candidato ao Governo do Estado que o partido apresentará será mesmo o presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves. E, segundo Nélter, com uma chapa composta por Henrique e mais a vice-prefeita Wilma de Faria, do PSB, candidata ao Senado, e o deputado federal João Maia, do PR, lançado como vice-governador, vai ser muito difícil alguém suplantá-la nas eleições deste ano.

Para Nélter, o vice-governador Robinson Faria, do PSD, pré-candidato ao Governo, e a deputada federal Fátima Bezerra, do PT, possivelmente candidata ao Senado, não teria força contra a chapa encabeçada por Henrique e Wilma devido à trajetória, aos “serviços prestados” e, consequentemente, ao capital político dos dois.

“Acredito que será um somatório de fatores convergentes para construção de um projeto para o Estado”, disse o deputado, dizendo acreditar na composição político/eleitoral que no seu entendimento está faltando apenas a homologação dos nomes nas respectivas convenções.

De acordo com Nelter Queiroz, o anúncio da chapa que terá um do PMDB como candidato a governador – “certamente Henrique”, como antecipou o deputado em contato com O Jornal de HOje – deverá ser anunciada no início de abril, já que de acordo com o parlamentar seridoense, a questão nacional, entre PMDB e PT, está atrasando o anúncio da chapa.

“Será uma aliança forte e o PMDB é favorito”, avaliou Nélter que, também, comentou a possibilidade dele mesmo ser o nome lançado pelo partido para substituir Henrique Alves na Câmara Federal. “Conto atualmente com o apoio de 18 prefeitos e inúmeros vereadores. Se for convocado pelo meu partido, enfrentarei o desafio, entretanto, no momento existem apenas especulações sobre esse assunto”, ressaltou.

FERNANDO BEZERRA

Apesar de lançar, agora, o candidato Henrique Alves para o Governo do Estado, Nélter já teve “outras opções” para a disputa. Há, precisamente, dois meses, por exemplo, o deputado defendeu o nome do empresário Fernando Bezerra. “Fernando Bezerra é um nome que está posto para a discussão com outros partidos e com a sociedade, sem nenhum tipo de pressão. Eu apoio o nome dele, mas acho que essa discussão passa pelo povo do RN e também pelos demais partidos. A gente tem que fazer uma grande frente em prol do Rio Grande do Norte, porque a situação do Estado não está fácil”, afirmou Nélter Queiroz, acrescentando que “Fernando Bezerra tem um perfil importante para o RN que é o perfil de gestor. O povo está cansado de candidato simpático, popular, carismático. Precisa de um gestor que consiga resolver os problemas”.

E um ano antes, o próprio Nélter já tinha anunciado uma previsão bem diferente. “Acho que ‘finda’ Garibaldi sendo candidato a governador do Estado. Eu acho que a chapa, na minha opinião, está praticamente formada, com Garibaldi e Fátima Bezerra. Acho que Garibaldi está jogando bem, dizendo que não é candidato, para a presidente da República, Dilma Rousseff, chama-lo, convidá-lo na época oportuna, através do PT, e lançar essa chapa”, afirmou Nélter, em entrevista ao Jornal Verdade, da SimTV!, em abril de 2013.

HISTÓRICO FAMILIAR

Nelter Queiroz, que é filho do ex-deputado Nelson Queiroz, e a exemplo do pai, foi prefeito de Jucurutu e encontra-se no exercício do seu sexto mandato na Assembleia Legislativa, é um dos parlamentares mais polêmicos pelas posições que assume e ideias que defende, tanto como deputado de oposição quanto de governo. Costuma dizer que não tem líder político nem obedece orientação política de ninguém. E que só tem satisfação a dar ao povo do Seridó, particularmente Jucurutu onde a sua família atua há mais de 40 anos. Já foram prefeitos do município, além dele próprio, o pai, Nelson Queiroz e o irmão, Júnior Queiroz. Atualmente, exerce o cargo, seu filho, George Queiroz, após uma disputa acirrada com o então prefeito, Júnior Queiroz, que tinha como sucessor preferido o sobrinho Júlio Queiroz, convidado por Nelter para se filiar ao PMDB e ser o candidato, mas foi preterido no pleito de 2012.

Henrique assume problemas com PT e descarta isolar líder

Para o deputado Nélter Queiroz, a chapa com Henrique Alves, Wilma e João Maia só não foi anunciada, ainda, porque a aliança nacional entre PMDB e PT passa por problemas. E, realmente, parece que a confusão não é considerável. Tanto que, na tarde desta terça-feira, Henrique, como presidente da Câmara Federal, confirmou que a aliança passa por “problemas” e descartou isolar o líder do partido na Casa Legislativa, negando o pedido feito, supostamente, pela presidente da República, Dilma Rousseff, do PT.

“(A aliança entre PT e PMDB) É só alegria, mas é lógico que, em um governo deste tamanho, com dois partidos tão grandes, haja problemas entre os partidos, mas a relação com ela [Dilma] é boa”, ressaltou Henrique, repercutindo a declaração feita por Dilma horas antes, de que a aliança com o PMDB “só dava alegria”.

Depois, inclusive, o presidente da Câmara conduziu a sessão plenária que aprovou a criação de uma comissão externa para investigar a Petrobras. Os peemedebistas votaram favorável, o que representou uma derrota significativa para o Governo Federal.

Por isso, Henrique também teve que comentar a atuação do líder do PMDB na Câmara, o deputado Eduardo Cunha, que teria deixado, mais uma vez, a presidente insatisfeita (na reunião entre as cúpulas dos dois partidos, ela já teria pedido o isolamento dele). “Isso [isolar Cunha] não passa passa na cabeça do PMDB’, afirmou.

Na semana passada, Cunha chegou a dizer que o PMDB deveria repensar seu apoio ao PT. O líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP) respondeu dizendo que o PMDB não poderia ter “duas caras” e que deveria definir se é governo ou oposição. “Nenhum partido da base do governo pode ter duas caras. Não se pode ser oposição e situação ao mesmo tempo”, disse Vicentinho.

Mesmo com as declarações da presidenta Dilma, do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, o clima entre as duas legendas continua tenso. O PMDB divulgou hoje nota de apoio a Eduardo Cunha, na qual critica as ações do PT.

“A harmonia e a coesão da nossa bancada, ao mesmo tempo que incomodam outras forças políticas que flertam com um projeto hegemônico de poder, têm tributado ao nosso líder Eduardo Cunha ataques e agressões que extrapolam o patamar da civilidade em quaisquer relações”, acrescenta a nota. O texto diz ainda que os ataques a seu líder “são ataques ao PMDB”.

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