Para secretário, Natal está pronta para receber mais partidas da Copa do Mundo de 2014

Com possibilidade de Curitiba ser excluída, Luiz Eduardo Machado admitiu interesse de Natal em sediar mais jogos

Luiz Eduardo Machado diz achar difícil Curitiba ser excluída como cidade-sede do Mundial, mas diz que “herdar” jogos seria bom para Natal. Foto: Divulgação
Luiz Eduardo Machado diz achar difícil Curitiba ser excluída como cidade-sede do Mundial, mas diz que “herdar” jogos seria bom para Natal. Foto: Divulgação

Luiz Eduardo Machado, secretário municipal da Secretária de Esportes, Lazer e Juventude (Sejel/Secopa) admitiu que gostaria que Natal recebesse mais partidas do Mundial

O dia 18 de fevereiro será decisivo para a situação de Curitiba na Copa do Mundo. Com as obras atrasadas, a cidade corre o risco de ser excluída do Mundial. Com a possibilidade, as outras sedes já se preparam para receber mais partidas da competição e Natal também está de olho no desenrolar dos acontecimentos.

De acordo com o titular da Secretaria de Esportes, Juventude e Lazer de Natal (Sejel/Secopa), Luiz Eduardo Machado, a capital potiguar tem totais condições de ser uma das escolhidas para “herdar” uma das partidas de Curitiba. “Claro que Natal tem condições de receber os jogos. Isso seria muito bom para a cidade. Poderíamos receber um jogo da Espanha, por exemplo. Se isso realmente acontecer, claro que Natal irá falar que tem condições de receber os jogos”, frisou.

Mesmo vendo com bons olhos a possibilidade de Natal ser beneficiada com mais jogos, Luiz Eduardo disse acreditar ser difícil a exclusão de Curitiba e também a escolha de uma cidade do Nordeste para receber um dos confrontos. “Acredito que será feito uma força tarefa para que Curitiba acelere ainda mais as obras. Mesmo que ela seja excluída, acredito que a Fifa irá escolher alguma cidade da região para receber os jogos, principalmente pela questão da logística das seleções e dos torcedores”.

De acordo com a tabela atual, Natal será sede dos seguintes jogos: México x Camarões (13 de junho); Gana x Estados Unidos (16 de junho); Japão x Grécia (19 de junho) e Itália x Uruguai (24 de junho). Já as partidas que estão marcadas para Curitiba são: Irã x Nigéria (16 de junho), Honduras x Equador (20 de junho), Austrália x Espanha (23 de junho) e Argélia x Rússia (26 de junho).

A reportagem também tentou contato com Demétrio Torres, titular da Secretaria Extraordinária para Assuntos Relativos à Copa do Mundo (Secopa), mas o mesmo, por meio de sua assessoria, informou que não falaria sobre o assunto até que uma decisão oficial da Fifa fosse divulgada.

 

Ameaça da Fifa

Sede mais atrasada, a situação de Curitiba se complicou ainda mais no último dia 21 de janeiro, quando uma comitiva da Fifa esteve na Arena da Baixada, que será utilizada na Copa, e não gostou do que viu. Na ocasião, o secretário geral da entidade máxima do futebol mundial, Jérôme Valcke, afirmou que a capital paranaense teria que evoluir muito para não sair da competição, já que na época sequer tinha atingido os 90% da reforma.

“A questão é delicada, sejamos francos e diretos. A situação atual do estádio não é do nosso agrado. Não está apenas muito atrasado, foge a qualquer bom cronograma de entrega para o uso na Copa do Mundo. Não gosto de falar sobre o que pode ser decidido antes de tomar a decisão. No dia (18 de fevereiro), se tivermos que tomar a decisão de mudar o local dos jogos, se for necessário, aí sim vamos trabalhar. Durante esse meio tempo, vamos nos basear no que decidimos hoje: Curitiba terá uma força de trabalho, está enfrentando dificuldades, mas no final acreditamos que vai estar tudo certo”.

Apesar de ter estipulado o dia 18 de fevereiro decisivo para a cidade, Valcke deu a entender que esse prazo poderá ser estendido. “Não há data-limite, ainda estamos longe e não pensamos nela. Trabalhamos com a data de 18 de fevereiro. Se não for suficiente, vamos parar para pensar e fazer alguma coisa o mais longe possível do primeiro jogo a ser realizado, em 16 de junho ( jogo entre Irã x Nigéria, pelo Grupo F).

O Governo do Paraná está esperando a resposta de um pedido de empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 250 milhões, dos quais R$ 65 milhões serão destinados ao Atlético Paranaense, dono da Arena da Baixada e que já adiantou não ter condições financeiras para investir mais dinheiro no estádio.

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