PARABÉNS

A ex-governadora Wilma de Faria vivenciou em seu aniversário ontem, cenas bem diferentes dos dois últimos parabéns. Em anos anteriores,…

A ex-governadora Wilma de Faria vivenciou em seu aniversário ontem, cenas bem diferentes dos dois últimos parabéns. Em anos anteriores, a Guerreira estava em baixa, acusada de ter quebrado o Estado e com poucos amigos. Sem festa pública e sem adesão. Mas a coisa mudou.

 

MUDANÇA

Por obra e graça de seu amigo Paulo de Tarso, da Consult, que publicou pesquisa mostrando que a mãe de Márcia venceria todo mundo tanto para o Governo quanto para o Senado, Wilma comemorou o aniversário de 69 anos com centenas de amigos, novos amigos, ex-amigos que voltaram e até inimigos que se fizeram de amigos. O cheiro do poder é realmente muito atraente. E é um perfume que Wilma gosta muito.

 

PRIORIDADE

Wilma de Faria quer prioritariamente o Senado. Campanha mais barata, geralmente quem banca é o candidato a governador, mandato de oito anos, influência em Brasília e peso político local superdimensionado, podendo disputar outras eleições antes da renovação do mandato, que ocorrerá somente em 2022. Ou seja: não faltam bons motivos para querer o Senado.

 

PRESSÃO

Mas Wilma sabe que o político nem sempre escolhe o que quer, mas o que é conveniente para seu grupo e seu futuro político. No caso da mulher de José Maurício, as razões para ser senadora, são indiscutíveis. Porém, o grupo sente certo abandono local, especialmente no interior do RN, onde as bases podem ser esmagadas pelo grupo que assumir o Executivo. É por isso que o povo de Wilma está fazendo pressão para que ela não aceite ser candidata ao Senado, mas ao Governo.

 

CONFIANÇA

Wilma conversou com lideranças de vários municípios do RN. A grande maioria quer a presidente do PSB candidata ao Governo do Estado. Ela pondera as dificuldades de aliança, a falta de dinheiro para a campanha e a possibilidade de ser alvo da exumação de denúncias do passado. A dúvida está permanentemente na cabeça de Wilma. E há outra situação que a faz pensar um pouco mais: confiança.

 

CONFIANÇA II

Wilma de Faria não confia em Henrique Alves e a recíproca é verdadeira. O sorriso do presente apenas maquia as mágoas mutuas e a desconfiança de um passado marcado por conflitos e quebra de compromissos. Um amigo de Wilma questionou a vice-prefeita sobre o risco de ser derrotada para o Senado na chapa com Henrique. A mãe de Lauro olhou demoradamente para o interlocutor e disse: “não tinha pensado nisso”.

 

DERROTA

A formação de uma chapa majoritária é muito importante para o sucesso do conjunto. Do contrário, o forte é puxado para baixo pelo mais fraco. Wilma acabou de passar por essa experiência que culminou em derrota. Ex-governadora bem avaliada naquele momento, formou chapa com Iberê Ferreira. Ambos perderam a eleição e o grupo de Wilma atribui a derrota da Guerreira ao fato de ter sido puxada pra baixo por Iberê, que perdeu para Rosalba em primeiro turno e Wilma ficou em terceiro lugar para o Senado.

 

REFÉM

Nos últimos dias, Wilma de Faria passou a pensar de forma menos apaixonada na formação da chapa com Henrique. Afinal, ela não consegue visualizar bons motivos para Henrique querer sua vitória para o Senado. Na verdade, o PMDB virou refém da força eleitoral de Wilma e não quer vê-la disputar novamente o Governo. Para isso, houve até exclusão do PT da chapa majoritária, que era o aliado preferencial, para dar lugar a quem era adversária local e passou também a ser nacional da chapa do PMDB.

 

DATA

O ex-senador Fernando Bezerra expôs de forma explícita o nível de desconfiança do PMDB com Wilma. O pai de Sílvio afirmou que Henrique Alves estabeleceu como prazo para Wilma decidir sobre a aliança com o PMDB, o final do mês de março. E disse o motivo: o PMDB precisa ter certeza se Wilma aceita ser candidata ao Senado; se não aceitar, Garibaldi deixa o ministério da Previdência para concorrer ao Governo contra ela. Ameaça mais clara, impossível.

 

DECISÃO

Resta saber se Wilma vai obedecer ao prazo estabelecido pelo PMDB ou vai decidir de acordo com seu próprio prazo, que é por volta de 15 de abril. Se futuros aliados não merecem confiança na formação da chapa, o que poderá acontecer quando terminar a eleição?

 

VAIA

A governadora Rosalba Ciarlini continua em seu mundo cor de rosa, desconhecendo a realidade que desaprova sua gestão. Em um vídeo fantasioso onde usurpa obras do Governo Federal e uma leitura de mensagem distante do quadro real, Rosalba fugiu a pompa da revista às tropas, entrou pelos fundos da Assembleia e foi ‘aparteada’ por vaias e gritos pedindo sua saída. Melancólico fim.

 

PARTICIPAÇÃO

O desgaste da governadora Rosalba Ciarlini não consegue quebrar a concha a que se submeteu, juntamente com alguns aliados bajuladores, que desprezam o sentimento popular de repulsa a uma gestão inoperante. Mesmo assim, a Rosa admite que vai participar da eleição. Resta saber em que palanque, pois seu próprio partido a rejeita; imagine as demais legendas.

Compartilhar:
    Publicidade