Parada Gay de Natal deverá reunir mais de 10 mil neste domingo

Evento será realizado na Av. Roberto Freire a partir das 15 horas

Parada Gay cobra dos gestores  públicos mais ações  políticas de combate a homofobia.  RN registrou este ano, 14 mortes de homossexuais, maior índice desde 2007. Foto: Divulgação
Parada Gay cobra dos gestores públicos mais ações políticas de combate a homofobia. RN registrou este ano, 14 mortes de homossexuais, maior índice desde 2007. Foto: Divulgação

Neste domingo (15), o colorido tomará de conta da avenida Engenheiro Roberto Freire, em Ponta Negra. Com o tema “Para o armário nunca mais”, a 15ª edição da Parada do Orgulho Gay em Natal será realizada amanhã com concentração em frente ao Extra da Roberto Freire, a partir das 15h, saindo em caminhada até a Praça da Árvore, em Mirassol, com encerramento previsto para as 22h. A expectativa da organização do evento é que cerca de dez mil pessoas participem da caminhada.

Este ano, a Parada do Orgulho Gay terá como padrinho, Eduardo Barbosa, militante do movimento nacional de luta contra a AIDS e como madrinha, a ex-vereadora de Natal, Sargento Mary Regina. “São duas personalidades que sempre apoiaram a causa LGBT, tanto em nível local, quanto em nível nacional. A vereadora Sargento Regina foi uma parlamentar atuante em defesa do movimento em Natal, conseguindo aprovar leis importantes”, destacou Wilson Dantas, coordenador geral do Fórum LGBT Potiguar.

A Parada do Orgulho Gay de Natal terá, este ano, quatro apresentadoras: Pietra Ferrari, Jarita Night and Day, Nagasha Macheta e Sabrina Kalahari. “A Parada do Orgulho Gay é um movimento de caráter político e cultural.

Saímos às ruas para reivindicar pelos nossos direitos, mas com alegria e irreverência. Esse é o nosso jeito de cobrar dos gestores políticas públicas de combate a homofobia. O tema deste ano é uma forma de dizer que não queremos mais nos esconder e queremos mostrar a nossa cara. Queremos também que os gestores saiam do armário, com seus preconceitos velados, e se sensibilizem com a nossa causa”, destacou.

Wilson Dantas cobrou mais celeridade na apuração dos crimes contra homossexuais. Segundo ele, em 2007 foram registrados 35 mortes e desde então, este ano tem sido o mais sangrento desde 2007, pois já foram registrados 14 assassinatos a homossexuais. “Queremos mostrar que nem o governo estadual, nem o município estão fazendo o seu dever de casa no combate a homofobia. É inadmissível que tenhamos índices tão altos de crimes contra homossexuais motivado pelo preconceito. No Rio Grande do Norte estamos entregues às moscas”, destacou o coordenador do Fórum LGBT Potiguar que criticou a falta de apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Natal para a realização do evento.

“Queremos políticas públicas de Estado e não de governo, pois o governo é passageiro. Queremos segurança pública, assistência social, educação e saúde. As travestis, por exemplo, abandonam a escola logo cedo, pois é comum sofrerem buillyng e serem marginalizada. Necessitamos de políticas públicas urgentes de inclusão social para os homossexuais. Além disso, queremos, antes de tudo, respeito”, destacou o coordenador Wilson Dantas.

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