“Passada a comoção, a tendência é a polarização entre Aécio e Dilma”

"Até pouco tempo não se sabia se Henrique Eduardo e Robinson Faria caminhariam juntos"

Foto: Wellington Rocha
Foto: Wellington Rocha

Joaquim Pinheiro

Repórter de Política

 

Presidente Estadual do PSDB, o advogado Valério Marinho, considerou “hipocrisia” chamar a aliança que tem Henrique Eduardo Alves, do PMDB como candidato a governador do Estado e Wilma de Faria, do PSB, disputando a vaga do Senado, já que segundo ele, o que se viu nas preliminares de arrumação partidária foi o PT procurando Henrique Eduardo para fazer uma composição política. Valério Marinho cita também conversações que aconteceram entre Robinson Faria e Henrique Eduardo. “Até pouco tempo não se sabia se Henrique Eduardo e Robinson Faria caminhariam juntos”, lembra. Nesta entrevista, o presidente do PSBB estadual fala sobre a visita de Aécio Neves a Natal e a eleição de outubro que acredita será resolvida no 2º turno entre Aécio Neves, do PSDB e Dilma Rousseff, considerada por ele “candidata chapa branca”. Segue a entrevista com Valério Marinho, esperando também que o PSDB amplie sua bancada federal, inclusive com a presença de Rogério Marinho como um dos representantes do Rio Grande do Norte:

O JORNAL DE HOJE – O que representa a presença de Aécio Neves no Rio Grande do Norte nesse momento?

VALÉRIO MARINHO – O candidato Aécio Neves não é tão conhecido no Nordeste como é no Sul e no Sudeste, portanto, a sua vinda será uma forma de renovação democrática para tentarmos mudar a fisionomia sócioconômica da região e para que os nordestinos conheçam o seu trabalho quando da sua experiência exitosa no governo de Minas Gerais que o credenciou como o governador mais bem avaliado do Brasil.

JH – Aécio Neves pode repetir a votação de José Serra superando Dilma Rousseff no Estado?

VM – Num instante em que o Brasil tinha uma candidata e um presidente bem avaliado o PSDB conseguiu uma votação expressiva no Nordeste. Nós do PSDB tivemos a honra de o nosso candidato vencer o pleito, não só em Natal, mas também na cidade de Parnamirim, o que significa que nossa capital não tem dono e o povo livre e consciente mais uma vez, através da liderança de Rogério Marinho conseguiu levar a mensagem do PSDB a uma vitória inédita na capital potiguar, o que nos anima a repetir com mais expressividade esse grande feito.

JH – Qual é a expectativa com relação ao pleito presidencial diante da nova realidade com a morte do presidenciável Eduardo Campos?

VM – Todo o País ficou, na expressão do nosso candidato, “atônito” porque a democracia necessita de quadros representativos nos diversos segmentos sociais. Eduardo Campos tinha história e era nordestino. A tragédia que o vitimou abateu o processo político/eleitoral e sua família. Ele estava num momento feliz e em ascensão. Passada a comoção e com o advento do horário eleitoral a tendência é a polarização entre Aécio Neves e Dilma Rousseff.

JH -O senhor não tem dúvidas que a eleição será resolvida no 2º turno?

VM – O sentimento do nosso partido é de que haverá 2º turno, posto que cada vez mais a soma dos candidatos de oposição aumenta a diferença da candidata chapa branca. Daí porque espera-se, sem dúvidas, que os que fazem oposição, por mais díspares que sejam os projetos para o País, estão unidos num tema único, qual seja mudar o governo que atualmente está desacreditado e exaurido, num modelo que se pindura num projeto social aparelhado como política de partido e não de Estado.

JH – Também é propósito do PSDB ampliar a bancada federal no Congresso Nacional?

VM – Essa é uma pergunta cuja resposta tem que ser positiva, vez que na medida em que se tem uma bancada majoritária o governo poderá agir com maior adequação ao modelo composto na campanha e no projeto que registrou para ser cumprido sem desrespeito as alianças necessárias que haverão de ser feitas para a governabilidade.

JH – Como o senhor avalia a disputa proporcional?

VM – Acredito que haverá uma significativa renovação, até mesmo porque deputados que até então ocupavam mandatos são candidatos a outros postos como é o caso de Henrique Eduardo, João Maia e Fátima Bezerra. Levando-se em conta ainda, o impedimento imposto pela justiça a Betinho Rosado.

Compartilhar:
    Publicidade