Paulinho Freire: “Copa do Mundo também deixa legado político”

Vereador do PROS que é um dos desportistas mais conhecidos do RN

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Joaquim Pinheiro

Repórter de Política

A realização da Copa do Mundo no Brasil foi o assunto predominante nos debates desta última quarta-feira na Câmara Municipal de Natal. Vereadores de vários partidos com representatividade na Casa pronunciaram-se sobre o assunto, considerado um dos maiores eventos do planeta. O vereador Paulinho Freire, do PROS, entende que a Copa do Mundo no Brasil, além das obras estruturantes, deixa também um legado político a partir do momento em que pessoas foram às ruas protestar e alertar a classe política para os problemas que a sociedade brasileira está vivendo, notadamente nos setores de saúde e segurança pública.

Outro dado considerado “significativo” pelo vereador Paulinho Freire, que é um dos mais ativos desportistas da capital e do Rio Grande do Norte é o fato da Copa do Mundo servir para o brasileiro retomar a autoestima, pensamento corroborado pelo vereador do PT, Hugo Manso. “Mobilização social não é apenas greve, mas as pessoas em movimento, reivindicando e defendendo suas ideias”, observa o petista. “O interessante é aproveitar o momento e retomar os protestos após a Copa com a população cobrando os seus direitos”, completa Paulo Freire.

PROTESTOS

Entretanto, alguns vereadores mostraram-se contrários a realização da Copa do Mundo no Brasil por considerar o momento inoportuno em razão da situação de dificuldades em que vive o País. Em aparte a Paulinho Freire o vereador do Psol, Marcos Antonio afirmou que com a Copa no Brasil o governo Dilma Rousseff quer esconder os graves problemas nos setores de saúde e segurança pública, por exemplo. “O governo quer mostrar que o Brasil não tem favela e que a saúde está bem”, disse ele. “Os hospitais estão sucateados e não existe estrutura no setor de saúde para atender uma urgência”, ressaltou Marcos Antonio.

Felipe Alves, do PMDB, diz ser favorável a realização da Copa do Mundo no Brasil, mas está consciente de que existe uma relação dos movimentos sociais com a Copa e que ficará um legado positivo, mas negativo, também. Concluindo, Paulinho Freire afirmou: “Os protestos são legítimos, mas a melhor maneira de protestar é nas urnas de outubro, reelegendo os bons políticos e deselegendo os que não corresponderam com as expectativas do povo”.

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