Paulista caricatura candidatos

Nessa quarta-feira, o PSB liberou dados de pesquisa qualitativa. Reteve, porém, os índices sobre a quantitativa – intenção de voto…

Nessa quarta-feira, o PSB liberou dados de pesquisa qualitativa. Reteve, porém, os índices sobre a quantitativa – intenção de voto nos pretendentes ao ‘trono’ da República. Alegação: são subsídios para a estratégia da campanha do socialismo nativo.

O alvo da consulta foi a classe ‘C’ de São Paulo. Tanto a da capital quanto a das cidades do interior de maior influência econômico-social e política.

Há, no estado, ao redor de 32 milhões de pessoas com o título na mão. Maior contingente do país, a unidade federativa representa quase 23% do eleitorado nacional.

Seguem as opiniões sobre os três principais candidatos, respeitada a ordem alfabética:

Aécio Neves – O tucano é considerado “mauricinho”;

Dilma Rousseff – A petista “não é simpática nem carismática”;

Eduardo Campos – “Desconhecido”.

Pós-escrito: A maioria dos cidadãos procurados pelos agentes do instituto (não revelado) responsável pelo levantamento aponta o ex-presidente Lula da Silva como orientador do governo da senhora Rousseff.

 

Beco sem saída

Um flagrante observado pelo binóculo do realismo.

Inexiste poder invencível, nas urnas.

Nem o federal e, muito menos, o estadual.

A administração de Dilma Rousseff (foto), apesar da parte de sua propaganda enganosa, é mediana. A de Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte, desce a ladeira da mediocridade.

Dilma, entretanto, pode renovar o mandato. A Presidente lidera as intenções de voto. Rosalba não deve tentar a reeleição. E, se consultar as urnas, perde, tamanha é sua impopularidade.

 

O bom operador

Nada além de simples registro.

Bem mais que a oposição oficial (*), Eduardo Cunha (PMDB-RJ) consegue irritar os titulares dos gabinetes nobres do Palácio do Planalto.

Ele é líder do partido – o mesmo do paulista Michel Temer, vice-presidente da República – na Câmara.

 

- Em oito estados perde fôlego a aliança PMDB-PT. Do Sul para o Norte: Santa Catarina, Tocantins, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Roraima.

- Na edição deste mês da revista ‘Piauí’, reportagem de cinco páginas assinada pela talentosa Malu Delgado. Título: ‘Los doctores’. Roteiro: Programa Mais Médicos.

- Mau sinal: em Brasília, corrida ao dólar. Manhã desta quinta-feira, valia, no câmbio paralelo, R$ 2,58. Para adquirir a moeda estadunidense, há também dificuldades em, pelo menos cinco outras capitais. Pela ordem procura: Goiânia, Porto Alegre, Recife, Vitória e Manaus.

- Assim deseja Marina Silva, provável vice na chapa do presidenciável Eduardo Campos. O PSB terá candidato próprio a governador de São Paulo – Márcio França. No Rio de Janeiro, apoia Miro Teixeira (PROS).

- Sobe a cotação do piauiense Ciro Nogueira para o Ministério das Cidades. Ele é senador-presidente do PP. Confirmado, vai suceder ao deputado (recandidato) Aguinaldo Ribeiro, paraibano e companheiro de legenda.

- Fechada a dobradinha situacionista para a sucessão na Bahia. Rui Costa (PT), para governador; Mário Negromonte (PP), vice.

t Dilma Rousseff sofre pressão do campo. É criticada pelo agronegócio e pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).

t O deputado Roberto Freire, pernambucano eleito por São Paulo, consolida o comando do PPS na reunião de amanhã do diretório nacional, em Brasília.

t Para refletir: “Quando um gênio verdadeiro aparece no mundo, é reconhecido por este sinal: todos os tolos se levantam contra ele” (Élie Fréron, crítico literário francês).

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