Pelo Twitter, Dilma diz acompanhar ‘com atenção’ a situação do Maranhão

Dilma vem acompanhando monitorando o caso ao longo da semana em contato direto e constante com o ministro da Justiça

Sem se comprometer com o governo estadual, a presidente preferiu apenas listar o que o governo federal já fez sobre o caso. Foto: Divulgação
Sem se comprometer com o governo estadual, a presidente preferiu apenas listar o que o governo federal já fez sobre o caso. Foto: Divulgação

Em sua primeira manifestação pública após vir à tona o descontrole da segurança pública no Maranhão, a presidente Dilma Rousseff disse estar acompanhando o caso com atenção e elencou as ações do governo federal a respeito. A presidente mencionou o caso por meio de sua conta no Twitter.

“Tenho acompanhado com atenção a questão da segurança no Maranhão”, disse a presidente, sem fazer críticas específicas nem mencionar intervenção da União. No momento procurador-geral da República, Rodrigo Janot, analisa a possibilidade de pedir intervenção federal no estado. Se decidir pelo pedido, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre o caso.

Sem se comprometer com o governo estadual, a presidente preferiu apenas listar o que o governo federal já fez sobre o caso. “O Ministério da Justiça ofereceu vagas em presídios federais para a transferência de presos do Maranhão e apoia mutirão de defensores públicos para análise da situação dos presos”, disse a presidente, pela rede social. “(Equipes do ministério) Também aumentarão efetivo da Força Nacional de Segurança no Maranhão.”

“Ontem, a governadora Roseana Sarney anunciou a criação de um comitê gestor integrado, coordenado pelo governo do Estado. O comitê envolve os poderes Executivo, Judiciário, Legislativo e o Ministério Público maranhenses, além do Ministério da Justiça para medidas integradas nos presídios no Maranhão”, afirmou a presidente em outro momento, lembrando que as medidas “são similares àquelas encaminhadas nos casos de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas e Paraná, por exemplo.”

Dilma vem acompanhando monitorando o caso ao longo da semana em contato direto e constante com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ela chegou a almoçar com ele para discutir exclusivamente o tema.

Apesar das barbáries registradas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde 62 presos foram mortos só em 2013, a Secretaria de Direitos Humanos foi deixada de lado no contato entre Brasília e São Luís. Segundo interlocutores da Presidência, a governadora Roseana Sarney atuou para impedir a ida da ministra Maria do Rosário ao Estado.

 

Fonte: Terra

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