Perda de cinturão de Anderson vira marco na má fase de brasileiros no UFC

Desde o revés de Anderson para Weidman, atletas do país somam 14 derrotas, 12 vitórias e um empate no UFC

Foto:Divulgação
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O nocaute sofrido por Anderson Silva ante Chris Weidman tirou do brasileiro o cinturão do UFC e chocou o mundo das lutas. Além disso, a derrota também virou um marco na campanha dos atletas do Brasil no Ultimate. De lá para cá, o País que antes dominava o MMA soma mais derrotas do que vitórias, levando em conta as lutas principais ou co-principais nos eventos do UFC.

Do dia 6 de julho de 2013, data em que Anderson Silva foi nocauteado por Weidman no UFC 162, até 23 de março de 2014, quando Mauricio Shogun Rua foi derrotado por Dan Henderson, foram 14 derrotas, 12 vitórias e um empate para os protagonistas brasileiros diante de lutadores estrangeiros.

Nesse intervalo, Anderson Silva e Cigano perderam a chance de retomar os títulos dos médios e pesados ao sofrerem novas derrotas para Chris Weidman e Cain Velásquez, respectivamente. Além deles, Demian Maia e Maurício Shogun perderam duas lutas consecutivas e também contribuem para a má fase brasileira. 

Para se ter uma ideia da diferença, entre 22 de setembro de 2012 e 25 de maio de 2013, os brasileiros seguiam com bom desempenho e somaram 16 vitórias e cinco derrotas no período.

Em meio a tantas derrotas, ao menos José Aldo e Renan Barão estão em alta no Ultimate. O manauara já venceu cinco defesas do cinturão e praticamente limpou a categoria dos penas. Já Barão era dono do título interino dos galos, venceu Urijah Faber e é o novo detentor do cinturão linear.

Agora, Glover Teixeira e Lyoto Machida são os principais candidatos a modificar a má fase brasileira. Os dois lutarão pelo cinturão nos próximos dois meses, e o Brasil pode passar a ter quatro títulos do UFC. Glover encara Jon Jones no dia 26 de abril na tentativa de tirar o cinturão do norte-americano, enquanto Lyoto substituirá Vitor Belfort como desafiante de Chris Weidman nos médios. A luta está marcada para o dia 5 de julho.

Após adiar a disputa do cinturão contra Weidman, por conta da proibição do TRT (Terapia de Reposição de Testosterona), Belfort segue com moral no Ultimate e tem a promessa de ser o próximo da fila nos médios. Outro brasileiro que vive um bom momento é Ronaldo Jacaré. O capixaba, especialista no jíu-jitsu, tem três vitórias em menos de um ano e segue invicto no UFC.

Fonte:IG

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