Perda de peso exagerada leva piloto de fórmula 1 ao hospital

O francês Jean-Eric Vergne revelou que precisou de cuidados médicos entre os GPs da Austrália e Malásia

Foto: James Joy
Foto: James Joy

A necessidade de perder peso para evitar ter desvantagens com o novo peso mínimo dos carros da Fórmula 1 levou o francês Jean-Eric Vergne ao hospital entre os GPs da Austrália e da Malásia. Desidratado e fraco, o piloto precisou de cuidados médicos.

O peso mínimo dos carros foi aumentado neste ano em 45kg e está em 691kg. Porém, a nova unidade de potência, que inclui o motor turbo e os sistemas de recuperação de energia, é mais pesada do que inicialmente se acreditava, obrigando os pilotos a emagrecerem para manter os carros o mais perto possível do limite.

Para não perder em relação a seu novo companheiro, Daniil Kvyat, que consegue se manter abaixo dos 60kg mesmo tendo 1m75, Vergne adotou um forte regime. “Os pilotos mais altos sofrem uma desvantagem real nesta temporada. A diferença de peso entre o meu companheiro fazia com que eu perdesse quatro décimos por volta”, disse à mídia francesa.

“Estava muito mais pesado, então comecei uma dieta neste inverno, mas chegamos a certos limites que o corpo não pode mais suportar. Na verdade, eu estive no hospital entre os GPs de Austrália e Malásia por causa da falta de água e um pouco de tudo. Estava muito fraco.”

Vergne se mostrou irritado com a resistência de alguns pilotos, menores, para que haja mudanças imediatas. “Francamente, isso é estúpido. Os carros de Fórmula 1 são muito difíceis de pilotar e precisamos de todas as nossas capacidades para isso. Ser forçado a perder peso para o esporte nunca é bom.”

Até agora, foi acertado que o limite passa para 701kg na próxima temporada. “Estamos discutindo isso com os pilotos durante vários briefings, mas não chegamos a uma solução. Alguns pilotos mais leves querem manter essa vantagem, o que me parece um pouco bobo”, criticou.

O caso mais grave é de Adrian Sutil, da Sauber, que está correndo com o carro 20kg acima do peso mínimo, o que lhe daria uma desvantagem de seis décimos. O alemão, inclusive, decidiu não ter mais em seu cockpit água para beber durante a prova, o que salva 1,5kg.

Fonte: Terra

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