Perícia desmente homem acusado de matar e esquartejar zelador

Peritos ainda indicaram que a bota que Ieda Martins, mulher de Eduardo, usou no dia do crime foi lavada

 O publicitário Eduardo Martins é acusado de matar o zelador. Foto: Divulgação
O publicitário Eduardo Martins é acusado de matar o zelador. Foto: Divulgação

Um laudo preliminar de legistas indica que o zelador Jezi Souza não teve traumatismo craniano. O documento desmente a versão do publicitário Eduardo Martins, que diz que o zelador morreu ao bater a cabeça no batente de uma porta durante uma briga entre os dois, em São Paulo. As informações são do Jornal Nacional.

“Ele pode ter sido, sim, asfixiado. Ele pode ter sido desmaiado e depois sedado. Pode ter sido, sim, levado, ainda em vida, dentro da mala, ou seja, todas essas circunstâncias, elas estão sendo verificadas pelo IML”, diz o delegado Ismael Rodrigues.

Peritos encontraram no início da semana no apartamento do publicitário anestésicos, roupas e toalhas de hospitais, algemas plásticas, fitas adesivas, documentos falsificados, o cano de uma pistola, munição e um silenciador (supressor de ruído de armas, acessório de uso restrito das Forças Armadas).

Peritos ainda indicaram que a bota que Ieda Martins, mulher de Eduardo, usou no dia do crime foi lavada. Eles investigam se há vestígios de sangue humano no calçado. Ieda é suspeita de ter comprado o material que pode ter sido usado no assassinato.

Segundo a versão contada por Eduardo, ele e o zelador iniciaram uma discussão por volta das 15h30 da última sexta-feira e, durante a briga, Jezi bateu a cabeça no batente da porta e morreu. Ao constatar a morte, o publicitário então colocou o cadáver dentro de uma mala e, segundo ele, disse para a mulher de que se tratava apenas de roupas para doação. Ele foi preso em Praia Grande, onde esquartejou o corpo da vítima.

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