“Pérolas do Centauro – 40 Anos da Música Cearense” será apresentada

Projeto será lançado na próxima sexta-feira (20), a partir das 19h

“Quando vi o material, percebi que o pessoal daqui deveria observar e fazer igual, pois nós temos artistas para isso. O povo do Rio Grande do Norte precisa procurar essa identificação com os artistas locais que o Ceará está fazendo”. A fala do produtor cultural Marcelo Cardoso surge em um momento de tentativa de resgate da historia musical do Estado, com ações grandiosas, como o recente lançamento de parte da obra de Tonheca Dantas, o Maestro dos Sertões, mas que ainda tem uma longa trajetória de pesquisas e divulgações para percorrer. Marcelo é um dos organizadores da seção natalense do projeto Pérolas do Centauro – 40 Anos da Música Cearense, que será lançado na próxima sexta-feira (20), a partir das 19h, no IFRN da Cidade Alta e no Beco Cultural Zé Reeira. O evento será dividido entre o lançamento de um livro e a exibição de um documentário sobre a cena que revelou Fagner, Belchior, Amelinha, Ednardo e outros nomes que estouraram no país nos anos 1970. Um show com o cantor, compositor e idealizador Pingo de Fortaleza está previsto na programação.

“Pérolas do Centauro” traz a memória da música produzida no Ceará no período de 1972 a 2012. Com um repertório que apresenta canções referenciais, o material está distribuído em 24 músicas divididas em dois CDs (Pérolas e Centauros), o livro e documentário. Depois de estrear em Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo, Natal terá a oportunidade de conferir um fragmento da história de uma turma que misturava música, poesia e política, caso de Belchior – enquanto os olhos estavam voltados para a Bahia, com Novos Baianos na dianteira, o Ceará via o surgimento de nomes que viriam a ter repercussão nacional.  “Temos essa identificação nordestina e a ideia de trazer o projeto para Natal veio da necessidade que sentirmos que podemos mostrar para as pessoas daqui que existem coisas interessantes feitas por vizinhos, que isso pode nos inspirar a pesquisar e trabalhar os artistas potiguares. Falta alguém ter vergonha na cara para valorizar isso”, diz Marcelo.

O Pessoal do Ceará, como ficou conhecido o grupo de músicos e poetas, que incluía Rodger Rogério, Teti e Cirino, gente que ganhou o Brasil naquele período de efervescência política e cultural, e uma primeira infância do mercado fonográfico brasileiro. Entre intérpretes, compositores, letristas, instrumentistas, produtores, surgiu uma inata qualidade literária nas canções, sobretudo de Belchior, com seus poemas autônomos e musicados na melhor tradição de Bob Dylan e Leonard Cohen. A apresentação do projeto Pérolas do Centauro em Natal é uma realização da Cabeça Feita Produções, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN – Cidade Alta, Capitania das Artes e Sebo Vermelho. “Eles tinham uma musicalidade diferenciada, e como nordestino, acho importante termos esse conhecimento da produção do Ceará”, conclui Marcelo Cardoso.

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Blog
Em meu blog no site de O Jornal de Hoje (www.conradocarlos.jornaldehoje.com.br), postei um vídeo gravado pelos jogadores do El Olimpic de Xátiva, cidadezinha espanhola com 30 mil habitantes. Eles usaram o tema “Don’t Worry, Be Happy”, de Bobby McFerrin, e ensaiaram uma coreografia para relaxar quanto ao desafio de enfrentar o Real Madrid, na casa do adversário, nesta quarta-feira (18), em jogo válido pela Copa del Rey. Seria como o Baraúnas pegar o Corinthians com Ronaldo Fenômeno inspirado no Pacaembu. Tento, em “Remake espanhol para Cícero Ramalho”, brincar com essa suposição.
Escrevi também sobre o Irakere, banda de afro-cuban jazz, liderada pelo pianista Chucho Valdés, que nos anos 1970 fez barulho na cena jazzística mundial. Com uma mistura de jazz, rumba, rock e soul music, eles servem de introdução para o que de melhor existe na ilha governada pelos irmãos Castro: a cultura. É perda de tempo deixar de conhecer tanta coisa interessantes para atrelar tudo que vem de Cuba à política, ao socialismo ou a debates infrutíferos sobre democracia. O Caribe sofreu influências culturais similares às brasileiras e tem uma lista imensa de atrativos.

Revista
A segunda edição da Revista Grande Ponto, projeto cultural da Lei Câmara Cascudo e patrocinada pela Cosern, será lançada nesta quarta feira (18), às 19h, no Clube dos Radioamadores do Rio Grande do Norte, ali na Rodrigues Alves, perto da Cidade da Criança. Nesta edição o leitor irá conhecer o pioneirismo de José Bezerra Marinho, o primeiro radioamador da cidade. Também viverá o apogeu do Royal Cinema, que se estivesse em atividade teria completado 100 anos em outubro.

Outdoor Training
Projeto idealizado pelos educadores físicos Chicão, Horácio Oliveira, Lo-Amy Fonseca e Luiz Paulo Araújo, a edição Pulse do Outdoor Training acontecerá no dia 11 de janeiro, na praia de Pirangi. A estrutura será montada na rua Beira Mar, próximo ao acesso a Prainha, com um circuito de três campos de exercícios, desenvolvidos com um mix de várias metodologias de treinamento. O espaço terá estações de força e explosão, além de artes marciais, pilates e cross training. Inscrições a partir do dia 23 de dezembro no site: www.outdoortrainingbrasil.com.br. Mais informações: (84) 8888-8580.

Forró das antigas
Na quinta-feira (19) a festa “Quinta das Antigas” abre o fim de semana da Pepper’s Hall mais cedo com os sucessos de Socorro & Lima, ex-integrante da banda Cavalo de Pau, e a banda Forró dos 3. O valor da entrada será revertido em consumação para os primeiros 400 nomes enviados para o email listaquinta@peppershall.com.br. Já na sexta-feira (20), mais um “Pré-Natal da Cidade” com a promessa de oito horas de música sem parar, com quatro atrações, dentre elas um DJ americano. Os ingressos estão à venda na loja Rutra do Natal Shopping.

Livro
A vencedora do Nobel de 2013, Alice Munro, teve mais um livro de contos lançado pela Companhia das Letras, no começo de dezembro. “Vida Querida” mostra a canadense especialista em narrativas curtas em grande forma (foi o primeiro autor de contos a receber a estatueta dourada). A última parte do livro traz as quatro únicas narrativas autobiográficas já publicadas por Munro, que emprega toda a sua habilidade literária para refletir sobre o ato de narrar, a ficção e os temas que regem sua obra: memória, trauma, morte.

Keith: 70 anos
Talvez para a maioria dos fãs dos Beatles e dos Rolling Stones, Paul McCartney e Mick Jagger sejam os caras. Ambos têm charme e foram os dínamos das duas maiores bandas da historia do rock. Mas, para mim, o ar maldito e trágico, a vida errática e os maus costumes que sempre circundaram John Lennon e Keith Richards são mais interessantes para um artista pop. Bom mocismo não era com eles. Hoje, 18 de dezembro, Keith, o cigano junkie que forjou toda uma estética para roqueiros completa sete décadas de sobrevivência. Como o sujeito está vivo, ninguém sabe. Poucas pessoas na face da terra consumiram mais drogas do que ele. Ao mesmo tempo em que construiu alguns dos riffs mais famosos desde que inventaram a guitarra. Quem ainda não leu, digo que sua autobiografia (Vida) é uma das coisas mais engraçadas e importantes já lançadas sobre um músico. E escute “Can’t You Hear Me Knocking”, “Brown Sugar” e “Gimme Shelter”, que elas merecem entrar na playlist diária de todo ser.

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