Pesquisa aponta vitória de Silveira com 40 mil votos de maioria sobre Larissa

Levantamento é do Instituto Certus/Gazeta do Oeste. Atual prefeito de Mossoró tem 30 pontos de vantagem sobre adversária

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Ciro Marques

Repórter de Política

A eleição suplementar de Mossoró está definida. Bom, pelo menos, a julgar pela pesquisa estimulada de intenção de voto registrada pelo Instituto Certus Pesquisa e Consultoria. Nela, o atual prefeito mossoroense, Francisco José Júnior, do PSD, alcançou a marca de 48%. A segunda colocada, a deputada estadual Larissa Rosado, do PSB, ficou 30 pontos percentuais abaixo, na marca de 18,36%.

Segundo o jornal Gazeta do Oeste, que publicou a pesquisa na edição deste sábado, a vantagem que é de, exatamente, 29,65% representa 41 mil votos no atual número de eleitores de Mossoró. Na eleição passada, a de 2012, que foi anulada pela Justiça Eleitoral, Larissa Rosado acabou derrotada por Cláudia Regina (DEM) por uma diferença de cinco mil votos.

Nessa pesquisa da Certus, por sinal, a ex-prefeita Cláudia Regina não apareceu – ela não teve o registro de candidatura deferido pela Justiça Eleitoral e está proibida de fazer campanha. Provavelmente por isso, o terceiro colocado foi Cinquentinha, candidato do PSOL, com 2,88%; seguido por Josué Moreira, do PSDC, com 2,43%. Os que não vão votar em nenhum candidato atingiram a marca de 16,37% e os que ainda não decidiram, 11,95%. O candidato Gutemberg Dias, do PC do B, não foi citado.

É importante lembrar que, apesar de ter sido divulgada neste sábado, uma semana antes do dia de votação, marcado para acontecer no próximo domingo, 4 de maio, a pesquisa foi realizada antes, entre os dias 22 e 24 de abril e registrada pelo protocolo 00242/2012. Exatos 452 eleitores foram ouvidos pelo Instituto durante a coleta de dados.

VANTAGEM

No comando da Prefeitura de Mossoró desde novembro do ano passado, quando Cláudia Regina foi afastada por uma sequência de cassações proferidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), pode-se dizer que Francisco José Júnior acabou se beneficiando das decisões da Justiça Eleitoral. Sobretudo, aquela que adiou de fevereiro para maio o pleito suplementar mossoroense, permitindo que o nome do PSD pudesse imprimir mais ações de governo e ficar mais conhecido pelos eleitores.

E Francisco José (também conhecido como Silveirinha) aproveitou bem esse período frente à Prefeitura, fazendo uma reforma no secretariado (e nomeando indicados da ex-prefeita Fafá Rosado, o que garantiu a ele o apoio dela). Também anunciou uma auditoria na folha de pagamento, reclamou da crise financeira deixada por Cláudia Regina e, para completar, criou um programa onde ele recebe moradores de Mossoró, todas as sexta-feiras, para ouvir reclamações e sugestões de melhorias para a cidade.

MUDANÇAS

Mesmo com essa ampla vantagem, é importante lembrar que o pleito mossoroense ainda não está definido – embora algumas das mudanças sejam, provavelmente, ainda mais favoráveis a Francisco José. Afinal, relembra-se: na próxima terça-feira, o TRE deverá julgar os recursos de Larissa Rosado e Cláudia Regina com relação à decisão da 33ª zona eleitoral, que negou o registro de candidatura delas.

Baseado em decisões anteriores, a previsão é que o indeferimento de Larissa Rosado seja mantido (ela foi condenada duas vezes pelo TRE e perdeu a liminar que tentou no Tribunal Superior Eleitoral, tendo confirmada a condição de ficha suja); e também o não reconhecimento do pedido de Cláudia Regina (que causou a nova eleição e, por isso, nem campanha pode fazer).

Se isso acontecer, a coligação encabeçada pelo PSB terá como opções: manter Larissa Rosado como candidata e tentar um recurso no TSE, mesmo sabendo que isso poderá tornar nulos todos os votos nela depositados; ou substituir a atual candidata por outro nome, como o da mãe dela, a deputada federal Sandra Rosado. A própria coligação já confirmou que essa segunda hipótese pode ocorrer em caso de nova derrota.

Mudando o nome na reta final da campanha, o PSB pode favorecer Francisco José Júnior, uma vez que será colocado no lugar de Larissa Rosado um nome, aparentemente, menos popular. Mantendo-se Larissa, além do risco de anulação dos votos, ela vai fazer a reta final da campanha com o estigma negativo de ser candidata cassada. Em último caso, tendo o registro deferido, Larissa ganha força e pode crescer na pesquisa.

Já no DEM, não existe a opção de substituição de Cláudia Regina. Ela vai “até o fim” como candidata. Por isso, é provável que o nome dela sequer apareça na urna eletrônica. Fato que, segundo a defesa da ex-prefeita, provocaria até o pedido de anulação da eleição suplementar.

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