As pessoas que vaiaram Dilma não “tinham cara de trabalhadores”, diz Lula

Lula rebate: 'por que não colocam tsunami no Cantareira?'

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O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva rebateu neste domingo as afirmações feitas ontem pelo candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), que disse que “um tsunami vai varrer o PT do governo”. Em um evento que oficializou a candidatura do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ao governo paulista, Lula lembrou da falta de água pela qual o Estado tem passado nos últimos meses.

“Por que eles não colocam um tsunami para trazer água para o Sistema Cantareira?”, indagou o ex-presidente, que declarou apoio às campanhas de Padilha para o governo do Estado e de Eduardo Suplicy para o Senado.

O candidato petista ao governo paulista, que tenta romper uma hegemonia de 20 de governo tucano no Estado, também rebateu às afirmações da oposição. “O problema é que de água o PSDB não entende. O tsunami deles não leva água nem para as casas paulistas”, disse Padilha.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, chegou atrasada ao evento porque estava participando da inauguração do Museu Pelé, em Santos. Em seu discurso, ela afirmou que o PSDB “teve oportunidade, mas não fez” o que poderia ter sido feito pelo Estado e que agora chegou a hora de mudar de partido no Palácio.

“Quanto mais difícil, mais junto a gente tem que estar”, disse ela, pedindo o apoio da militância petista na campanha de Padilha.

A presidente Dilma Rousseff, que não pode comparecer ao evento devido a um compromisso com a chanceler alemã Angela Markel, em Brasília, mandou uma mensagem em vídeo. “São Paulo precisa se livrar desse volume morto (se referindo ao PSDB). Você, Padilha, é o volume vivo, com tudo que o Estado precisa”, declarou.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, também apoiou o colega, lembrando de sua própria eleição. “Com o apoio de Lula, Dilma e do PT, eu cheguei à vitória. Tenho certeza que você também chegará”, afirmou.

Em seu discurso, o prefeito ressaltou a participação do ex-ministro da Saúde em projetos e programas federais, como o Mais Médicos. Além disso, enalteceu as conquistas do governo federal petista, dizendo que o número de universitários no País dobrou nos últimos 12 anos.

Ao chegar no evento, Lula, que foi recebido pela bateria da escola de samba Gaviões da Fiel, foi ovacionado por militantes petistas que ocupavam todo o Ginásio do Canindé. Durante seu discurso, o ex-presidente lembrou das vaias que Dilma recebeu durante a abertura da Copa do Mundo, na Arena Corinthians, na última quinta-feira.

“O mais grave é que foi utilizado o palavrão no setor do estádio em que as pessoas tinham ‘cara’ de tudo, menos de trabalhadores”, disse o ex-presidente, se referindo ao setor mais nobre do estádio.

“Se em 2012, nós fizemos uma campanha para a esperança vencer o medo, hoje, nós precisamos fazer uma campanha para vencer o ódio”, afirmou Lula. Segundo ele, os tucanos possuem um ódio contra os petistas por encontrarem neles uma concorrência à altura.

 

Fonte: Terra

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    • Wagner Lemos

      Vejo, e leio com muita estima essas notícias, as informações..Com efeito, vamos brindar com minha prosa narrativa…

      15 de junho de 2014.

      autor Wagner Vinicius Lemos

      O potiguar, Natal a cidade do sol…

      Primeiro capítulo do conto ou romance.

      A hospitalidade fagueira…

      Era de manhã, numa terça-feira do mês de maio, quando resolvi escrever essas minhas lembranças da casa que estive hospedado na capital potiguar Natal, no Rio Grande do Norte. Com efeito, peço-lhes que me perdoe leitores, se esqueci de algum acontecimento ou fato que me roubou a memória.

      Recordo que percorria as ruas desabitadas da minha vaidade, viajava meu olhar por um horizonte prazeroso, hospitaleiro e agradável percebia a beleza que a vista me dava de presente após vinte anos ausente. Inspirava-me quando contemplava o mar, a praia e as areias brancas por onde eu vagueava com um firme pensamento nos meus propósitos. Uma inspiração, um prazer me povoava, e, então, deixava-me mais contente, muito alegre por estar naquele lugar de beleza fascinante.

      Do céu do litoral, me lembro de que a luz da lua reluzia de encontro ao mar; e as ondas terminavam com as espumas brancas, as pedras, os arrecifes segurava a força da natureza. Os galhos dos coqueiros, plantados na orla, dava-me alento, mais animo ou coragem para continuar prosseguindo minha jornada, minha viagem continente… Tinha muitas belezas que não sei como contar….

      Sentia o vento, a viração da noite, a brisa atraente e fagueira me convidava para descansar, me sentar numa pedra, na areia da praia para contemplar toda aquela deslumbrante manifestação de Deus, o mar.

      Quando regressava ao apartamento já a noite, onde estava hospedado, após o jantar ia para sala ler os jornais, assistir a televisão.

      E também. Sentia-me feliz ao conversar com a ajudante da minha tia, uma jovem muito educada. Era uma moça, que ainda estava na sua primeira mocidade, e já despertava seu talento, sua força de mulher. Sua feição não sei descrever com esmero. Era seu corpo esbelto como a de todas as mulheres de seu tempo. Seu rosto terno, seu sorriso modesto desenhava a altivez da mulher sertaneja, da mulher do nordeste, que antes de tudo é uma forte. Sua feição delicada expressava a meiguice, a modéstia.

      Os dias, as semanas no prédio de apartamentos me davam alento para continuar minhas leituras, e escrever minha prosa mal enredada. Naquela tarde, tive a resolução de ir ao comércio.

      Era um apartamento luxuoso num bairro nobre de Natal, capital do Rio Grande do Norte onde estava hospedado. A cidade de Natal é muito formosa, muito atraente. Eu fui de Mato Grosso depois de vinte anos sem visitar a cidade onde eu nasci.

      Com minha modéstia, minha educação do cerrado me vi em contradição com o urbanismo da cidade desmedida. Uma cidade vertical, com prédios amplas avenidas, uma correria de carros, automóveis intermináveis. Nunca sabia se ia me acostumar com a rotina, com minhas andanças durante todos os dias.

      Fui de férias levando comigo muita decepção pela perda, pela separação da andarilha. Sonhava, tinha a esperança e ventura de encontrar nas praias, na capital do nordeste alento, animo para me preencher a melancolia que estava me destruindo.

      Na manhã seguinte, arrumei a mala, me vinha vindo o pensamento de viajar para o sertão, mas a esperança era quem me tocava o destino, esse fado de sorte que tem sido minha viagem. Pensei se deveria tomar o ônibus para o sertão da Paraíba, em Patos ia visitar outras vertentes da minha família, os Araújo. Pedia a Deus, numa prece, para me mostrar o caminho que devia seguir, a senda de virtude que eu ia perseguindo o rastro. Desisti não viajei para o sertão das Espinhas, para a Patos de Assis Araújo e dona Laura Cristina.

      Me mandei depois de duas semanas para João Pessoa, mas isto leitor, vai estar noutro capítulo. Então, leitor, uma semana se passara sem muitas notícias a relatar.

      Somente a minha persistência em ler, ir às bibliotecas e a livraria para passar o tempo me instruindo.

      Quando colocamos no pensamento em realizar uma viagem devemos saber que se planejarmos muito tudo saí errado. Chamou-me logo, a Rosendo para a refeição.

      Lembro-me que estava na sala lendo e já anotando todo esses capítulos. Naquela manhã comi com gosto, mas que delicia da carne de sol, macarrão, e o purê de batata que ela colocava a colher de manteiga para dar o gosto de saborosa. Logo, sem tardança tia Miriam vinha tomar lugar a mesa, e servir com gosto a comida substanciosa. Conversava com tia, me deixava contar as coisas de Mato Grosso. Ela ouvia com atenção todas minhas notícias que guardar durante vinte anos sem poder relatar, rever todos os parentes na capital potiguar.

      Ela certa manhã dissera:

      __Sirva! Coma tudo, você precisa se alimentar. Deixe de conversa Waguinho!

      __Tia, muito obrigado. Estou me regalando com todos esses pratos cozidos por Rosendo, ela tem sido uma ajudante em tanto para a senhora. Essa carne de sol… No café da manhã confesso que o cuscuz é bom demais! Tomei a jarra de suco e perguntei.

      __Tia a senhora quer tomar suco de cajá? Eu então lhe servi..

      __A senhora usou o azeite de Oliva? É muito bom, para cicatrizar; a senhora fez a cirurgia nos dentes, então, use uma colher durante as refeições e verá que melhora..

      __Eu coloco o azeite, muito obrigado. Coma menino, deixe de prosa! Durante a refeição, sempre conversava sobre amenidades com minha matriarca a tia Miriam L. Farias.

      Após a refeição ia para o quarto de hospede, me demorava lendo durante uma hora, depois me arrumava novamente para sair, ir para o comercio passar o tempo. O voo de regresso ao Mato Grosso ainda faltavam vinte dias para tomar. O que fazer, realiza por esses dias todos? Era a pergunta que fazia de mim para comigo.

      Estava há um mês e alguns dias visitando o nordeste, a capital; no apartamento de tia Miriam, onde eu permaneci por mais de um mês.

      A passagem de avião tive que realizar a remissão para mudar a data para a segunda semana de junho. Era somente no final de junho, após a copa do mundo do Brasil que iria retornar a minha cidade no Mato Grosso. Minha estada em Natal. Recordo, que tornou-se demoradamente, prolongada. As refeições, muitas vezes, eu realizei em restaurantes, porém, nenhuma das casas de alimentação podia substituir o tempero completo, a educação distinta, cortesia e disponibilidade em servir, atender da moça do sertão, a comida de tia Miriam.

      De manhã após tomar banho, me vestir, ia para a cozinha onde o café e o leite estavam prontos, a mesa posta já estava me aguardando.

      Nesse ambiente prazeroso onde ela, a Rosendo vamos chamar assim pois, não tive autorização para manifestar seu nome; já tinha preparado com gosto e capricho o café da manhã. Na mesa eu encontrava o cuscuz com leite, o iame, os pães, o café e o leite quente, da hora.

      Tenho a lembrança, guardo na minha memória que mesmo em sua folga a ajudante de minha tia me atendia com a mesma cortesia, com mesmo interesse de agradar.

      As doze horas, se muito fosse novamente eu era convidado a sentar à mesa para fazer a segunda refeição do dia. Na mesa, tomava o prato, e me regalava com arroz branco, carne de sol em partes, ou desfiada, e o escondidinho: arroz, feijão, e o queijo e carne de sol desfiada…Somente ela sabia cozinhar daquele modo. Era a comida saborosa e nutritiva, com sabor substancioso do feijão verde, como dizem, de corda, do frango ao molho de tomate e a colher de manteiga para dar sabor, dar gosto..Nossa, que delicia! E o pudim que ela fazia, irrecusável, que não se podia desfazer, deixar de provar com apetite..Era essa a refeição, os pratos do povo potiguar, que me fizera viajar novamente para rever os parentes.
      Sempre sorrindo e contente com a vida ela nunca fora indiferente, nem tampouco tivera preconceito com o poeta. Tia Miriam L. Farias era uma senhora de idade; branca, de olhos castanhos e cabelos louros e bonitos. Era uma pessoa fantástica, porque teve muita paciência comigo durante aqueles dias. Quase não dizia palavras. Quando argumentava era para me dar orientações sobre minha narração, minha prosa. E sempre que íamos fazer a refeição orava com muito fervor ao seu Deus, a sua religião.

      Aposentou-se por que lecionou por muitos anos. Ela fora professora por mais de duas décadas na cidade. Era a quarta irmã de meu saudoso pai Wilson Lemos, e tinha por mim a consideração por essa razão.

      Eu muito enfadonho, tive que aperrear como diz no nordeste, por esses dias. Nunca devemos passar mais que uma semana em casa de parentes. Isto, porque é inconveniente, tira toda liberdade, a privacidade dos entes queridos. Todos os netos, netas filhos e suas filhas faziam parte dessa família que por razão de minha aventura, tirei toda liberdade que existia. A casa era alegre, uma alegria imensa inenarrável. George filho único, empresário do comercio, sempre ia lhe visitar, me falar dos assuntos corriqueiros. Fui muito bem hospedado e considerado pelos primos e primas.

    • Simony Hartury

      Adorei a resposta do lulu .lulu como vc nao tem ninguei

    • Simony Hartury

      Dilma força como vc diz o pior ja passei nao vai ser umas vaias q vai em abate .

    • Magno Teotonio

      Quem vaiou Dilma e é trabalhador – e com certeza, todos que, acertadamente, a vaiaram, o são -, não vão mover uma ação judicial de indenização por danos morais, em desfavor desse repugnante Barba? Logo de cara, ele violou o art. 1º, da Constituição, nos seus incisos II e III (“a cidadania” e “a dignidade da pessoa humana”, respectivamente). Depois vem o inc. II, do art. 5º: “ninguém será submetido a tortura, nem a tratatamento desumano ou degradante”; o inc. IV: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” o inc. X: “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
      assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
      violação”.