PM acusado de matar advogada em motel irá a júri popular

Para o Ministério Público Estadual ficou evidenciado o motivo fútil

Vanessa chegou a ser socorrida pelo Samu,  mas não resistiu aos ferimentos. Foto:Divulgação
Vanessa chegou a ser socorrida pelo Samu,
mas não resistiu aos ferimentos. Foto:Divulgação

O principal acusado de ter matado a pauladas a advogada Vanessa Ricarda de Medeiros, de 37 anos, em um motel na cidade de Santo Antônio, a 70 quilômetros de Natal, irá a júri popular. De acordo com a denúncia, o Policial Militar Gleysson Galvão, namorado da vítima, teria ficado chateado com a recusa da advogada em ter relações com ele na frente de uma outra pessoa.

A denúncia disse que o PM atacou a vítima de surpresa, desferindo pauladas em sua cabeça. Vanessa foi encontrada no quarto do motel bastante ensanguentada e desfigurada, e chegou a ser socorrida com vida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Ela chegou a ser levada ao hospital de Goianinha, onde já chegou morta. O corpo foi levado para o Instituto Técnico Científico de Polícia (Itep), onde passou por autópsia e foi sepultado no município de Parelhas.
Para o Ministério Público Estadual, ficou evidenciado o motivo fútil, a utilização de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima como qualificadoras do crime de homicídio.
Em sua decisão, o juiz Ederson Batista de Morais, da comarca de Santo Antônio, considerou o laudo de exame necroscópico, bem como os depoimentos das testemunhas do fato, que convalidam os argumentos da acusação.
O juiz também manteve a prisão preventiva do réu, considerando informações de que o PM chegou a ameaçar de morte um dos policiais responsáveis por sua prisão, o que revela a necessidade de garantia da ordem pública, face à possibilidade de que ele volte a delinqüir.
Também foi considerada a conveniência da instrução criminal, na medida em que o procedimento adotado pelo réu, mesmo diante de policiais armados, demonstra que ele pode chegar a ameaçar as testemunhas do caso.
Fonte:Expresso da notícia
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