PMDB e PSB querem afastamento de Henrique e Wilma do DEM de José Agripino

Ex-deputado democrata, Ney Lopes, afirma que peemedebistas e pessebistas rejeitam aliança com DEM

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Alex Viana

Repórter de Política

A informação está publicada no blog do pré-candidato a deputado federal pelo DEM do Rio Grande do Norte, ex-deputado Ney Lopes de Souza: Integrantes do PMDB e do PSB aconselham à chapa liderada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), e da vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), a rejeitarem a aliança com o DEM do senador José Agripino Maia, mesmo após o partido Democratas defenestrar a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) totalmente da possibilidade de concorrer à reeleição, conforme está previsto para a convenção cartorial do DEM deste domingo.

Segundo Ney Lopes de Souza, informação segura garante que existe atualmente no PMDB e PSB do Rio Grande do Norte corrente interna que considera “gol contra” de Henrique fazer coligação, mesmo que seja de forma indireta, com os Democratas liderados pelo senador José Agripino. “Essa corrente rejeita até o fato de Henrique, por misericórdia política, liberar 3 ou 4 partidos de sua coligação para unirem-se ao DEM-RN na eleição proporcional e não se coligarem na chapa majoritária”, afirma o ex-parlamentar.

Segundo ele, os peemedebistas e socialistas argumentam que essa liberação de partidos enfraqueceria as candidaturas de Henrique e Wilma, que perderiam espaços de minutos na propaganda eleitoral gratuita. “Dizem, ainda, que os Democratas coligados na proporcional com pequeno grupo de partidos ligados à Henrique e Wilma, aproveitariam para ‘armar’ contra Dilma Rousseff e provocariam desgastes do PMDB potiguar junto ao Planalto, fortalecendo Robinson e Fátima”, afirmou.

A visão de Ney Lopes, juntamente com a informação veiculada, se vincula à pauta política do Palácio do Planalto, que compreenderia a parceria de PMDB e PSB, pensando em cooptar Eduardo Campos, caso ele não vá para o segundo turno. “Todavia, a união com o DEM, mesmo apenas na proporcional, o Planalto veta completamente e trará prejuízos eleitorais inevitáveis à dupla Henrique e Wilma”, afirma Ney.

Neste contexto, ele informa que PSB e PMDB defendem o afastamento sumário dos Democratas do seu palanque, sem nenhuma concessão, mesmo que indiretamente, através da liberação de alguns partidos que já estão integrados com a chapa majoritária. “Tais ingredientes favoreceriam automaticamente Robinson e Fátima, dizem os peemedebistas e socialistas, que consideram os Democratas uma ‘marca ruim’ no momento atual da política potiguar”, destacou.

Deputado do PMDB revela preocupação com repercussão da aliança com DEM

O deputado estadual Hermano Morais (PMDB), revelou hoje preocupação com a constituição da chapa proporcional do seu partido, o PMDB, com o DEM do senador José Agripino Maia para essas eleições. Ele disse que tem sido consultado a respeito das tratativas acerca de uma futura aliança do PMDB com o DEM na proporcional e afirma que não há preocupação em relação à chapa majoritária, tendo em vista que o DEM, se decidir por não lançar Rosalba Ciarlini (DEM) candidata à reeleição, deverá apoiar o projeto do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB), candidato a governador do Estado, tendo como parceira na disputa pelo Senado a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB).

A repercussão a que se reporta o deputado Hermano se deve ao fato de o DEM ser o partido da atual governadora Rosalba Ciarlini, que apresenta um desgaste do ponto de vista político alarmante, uma vez que atingiu a marca dos 80% de desaprovação popular, segundo as pesquisas de opinião pública divulgadas até então. “No momento fui consultado sobre o assunto e o que existe de fato é preocupação quanto à repercussão na chapa proporcional, e também um respeito à decisão a ser tomada ainda pelo DEM, que tem uma convenção marcada para esse domingo”, afirmou Hermano.

O temor maior é no sentido de que o desgaste inerente ao DEM possa prejudicar as candidaturas dos deputados estaduais do PMDB, do PSB, do PR, dos PROS e de outras legendas que serão coligadas ao projeto de Henrique governador, João Maia vice e Wilma senadora da República. Quanto ao fato de integrantes do PMDB e PSB avaliarem como “gol contra” a aliança com o DEM, segundo revelações feitas pelo ex-deputado federal Ney Lopes de Souza (ver matéria nesta página), Hermano disse só poder comentar oficialmente após a realização da convenção do DEM amanhã.

“Acredito que essa avaliação só pode ser feita a partir da decisão tomada pelo DEM. Não se configurando candidatura própria, aí nós poderemos ter um quadro mais claro. Nos anteciparmos a essa decisão do DEM, seria, de alguma maneira, estarmos pulando etapas do processo, antecipando um processo que tem prazo e datas a serem cumpridas. Então, vamos aguardar a decisão a ser tomada na convenção do DEM, para que o PMDB, que tem uma pré-candidatura já indicada, possa fazer sua avaliação, considerando a repercussão tanto da chapa proporcional, quanto da chapa majoritária”, afirmou.

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