Pois é, estava escrito – Walter Gomes

Use o substantivo de sua preferência, masculino ou feminino, para caracterizar o que se delineia na campanha eleitoral. Há quem…

Use o substantivo de sua preferência, masculino ou feminino, para caracterizar o que se delineia na campanha eleitoral. Há quem opte por ‘destino’ ou um de seus sinônimos com semelhante densidade – ‘sorte’, ‘sina’, ‘fado’, para citar dois de cada gênero.

Quatro anos depois do primeiro confronto, Dilma Rousseff e Marina Silva repetem o quadro emoldurado por divergências mais partidárias do que ideológicas. À parte, defeitos e virtudes de cada uma, o carimbo da diferença. Dilma é criação de Lula da Silva; Marina, sobrevivente transformada em personagem da História.

O governo da senhora Rousseff não estimula o apoio ao projeto de reeleição. A petista, porém, lidera as pesquisas e deve ser promovida à segunda fase do pleito. O fundamentalismo da senhora Silva dificulta a ampliação do leque de apoios à caminhada ao Palácio do Planalto sob a bandeira do PSB. Em 2010, então no PV e com quase 20 milhões de votos, oxigenou José Serra (PSDB) no roteiro da decisão.

Neste 2014, o tucano Aécio Neves espera ser o beneficiário.

 

O aceno nervoso

É real a ameaça à economia do país.

Consultadas lideranças do mercado, analistas independentes desenharam situação preocupante sobre o mapa da República Surrealista dos Trópicos.

Na sequência, o Banco Central deu a impressão de subscrever a previsão.

Desde o ano passado, a autoridade econômica aponta índices preocupantes nos relatórios oficiais. Esses números que atestam a retração pressupõem o início do processo recessivo.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini (foto), desautoriza a interpretação:

“Quem apostar na recessão, perde. A crise é sazonal.”

 

Favorita no jogo

No Ceará, a oposição está na frente do time chapa-branca.

Ex-aliado do poder estadual, Eunício Oliveira (PMDB), conforme levantamento do Datafolha, tem 47% das intenções de voto. Seria eleito governador no primeiro turno.

Soma dos adversários: 30 pontos percentuais. Distribuição: Camilo Santana (PT), apoiado pela coligação oficial, marca 19%. Seguem: Eliane Novais (PSB) com 7% e Ailton Lopes (PSOL), 4%.

Para o Senado, os desafiantes do sistema político oficial ensaiam vitória com goleada.

Tasso Jereissati (PSDB), aliado do peemedebista Oliveira, tem o apoio de 53% das pessoas entrevistadas pelo instituto de São Paulo. Mauro Benevides, filho, (PROS), 18%. Os demais somam 5%.

Pós-escrito: Com referência à disputa para o Executivo, o petista deve crescer. Além de candidato de boa imagem, Santana foi escolha do atual titular do cargo, Cid Gomes (PROS), política e eleitoralmente forte.

 

LEITURA DINÂMICA

– Quarta-feira, no plenário Ulysses Guimaraes, pauta da saudade na sessão conjunta da Câmara e do Senado. O Legislativo vai lembrar Eduardo Campos, o ex-governador de Pernambuco vítima de acidente aéreo quando cumpria agenda de candidato à Presidência da República.

– João Santana, marqueteiro de Dilma Rousseff, protagonizou um show de arrogância e grosseria em voo da TAM de São Paulo para Brasília. Foi nessa quarta-feira.

– Dia 19, na Academia Brasileira de Letras, Fernando Henrique Cardoso dá palestra aos participantes do ciclo ‘Novos olhares’. O ex-presidente da República vai falar sobre política e sua interferência na vida dos cidadãos.

– Há dúvidas a respeito do número de deputados federais do PMDB, a partir da apuração das urnas de outubro. Hoje, são 75. Calcula-se que perca de cinco a oito.

– Na primeira semana de setembro, os índices de intenção de voto desenharão o retrato falado dos finalistas da corrida ao Palácio do Planalto.

– Faltam três dias para o início da campanha eleitoral, no rádio e na televisão.

– Bom fim de semana, e até terça-feira. Joaquim Pinheiro redige e edita a coluna de segunda.

– Para refletir: “O mundo já é muito complexo e turvo para os que se propõem a compreendê-lo honestamente” (João Bosco, jornalista brasileiro).

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