Polêmica: Fifa deu Copa de 2022 a país-sede do terrorismo

O país árabe tem relação com organizações acusadas de terrorismo

Catar vai sediar Copa do Mundo de 2022. Foto: Getty Images
Catar vai sediar Copa do Mundo de 2022. Foto: Getty Images

A polêmica escolha do Catar para país-sede da Copa do Mundo de 2022 está rodeada de suspeitas no mundo todo. Há denúncia, por exemplo, de que delegados da Fifa foram subornados por votos e que há outros interesses obscuros. O jornal inglês Daily Mail, em meio ao momento conturbado, aproveitou para chamar a atenção para o histórico do país árabe e sua relação com organizações acusadas de terrorismo.

O colunista Martin Samuel expôs, no domingo, a recente retirada de embaixadores estrangeiros no Catar, mas não de países ocidentais, mas também da perda de apoio regional. Isso porque o Catar serve de base para a Irmandade Muçulmana, organização que teve papel ativo na queda do regime de Hosni Mubarak no Egito. E é isso que temem nações como Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.

​Outras conexões polêmicas do governo do Catar citadas pela publicação são com ajuda financeira ao Hamas, da Palestina, e logística, através de armas, à Frente Al-Nusra, na Síria. Segundo o Daily Mail, o Catar usa suas entidades filantrópicas para levantar fundos que vão prover organizações jihadistas. Além disso, há histórico do país de apoio à Al-Qaeda, grupo que organizou o atendado às Torres Gêmeas em Nova York, em 11 de setembro de 2001.

O articulista ainda tem o cuidado de descaracterizar as denúncias como motivadas por um orgulho inglês – a Inglaterra, berço do futebol, concorreu com o Catar pelo direito de sediar a Copa de 2022, e a derrota não foi bem digerida pelos ingleses. “Por fim, não importa para onde a Copa do Mundo vai. Ela só não deveria ir até eles (Catar)”, complementa.

 

Fonte: Terra

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