Polícia Civil encerra operação com 40 presos por tráfico

A Polícia Civil concluiu ontem a Operação “Elefante Branco”, que durou três dias e resultou na prisão de 40 pessoas…

A Polícia Civil concluiu ontem a Operação “Elefante Branco”, que durou três dias e resultou na prisão de 40 pessoas acusadas de integrarem uma quadrilha interestadual que traficava drogas entre Ceará e Rio Grande do Norte. As investigações, realizadas em parceria pelas polícias dos dois estados, revelaram que as transações eram coordenadas de dentro de presídios no Ceará. O esquema de distribuição fazia parte da estratégia de crescimento de uma organização criminosa de São Paulo dentro do Nordeste, conforme a Delegacia Geral da Polícia Civil (Degepol).

No total, foram cumpridos 33 mandados de prisão e 32 mandados de busca e apreensão, que mobilizou mais de 20 delegados e cerca de 130 agentes de investigação da Polícia Civil dos dois estados. Apesar das 40 prisões, três pessoas ainda continuam foragidas, todas do Ceará. São elas: Ana Cristina Marcelino Rats, Kleriston Barbosa Rodrigues e Josimar de Sousa Lopes.

As investigações que duraram cerca de seis meses, foram coordenadas pelo delegado Inácio Rodrigues, em parceria com o delegado da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc) de Fortaleza, Pedro Viana. “Fomos verificando que os homicídios e roubos que estavam acontecendo em nossa região estavam intimamente ligados ao tráfico de drogas, mas que os traficantes que atuavam na cidade, eram os pequenos varejistas. Assim, decidimos descortinar a lógica entre tráfico local e crimes, e descobrimos que a fonte abastecedora estava sendo coordenada de dentro de presídios no Ceará”, explicou Inácio.

Ele disse que as investigações resultaram em vários flagrantes no decorrer dos trabalhos, que fundamentados em provas, mostraram a ligação de compra e venda entre detentos, revelando que o esquema de distribuição dos entorpecentes faz parte do crescimento da atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC), com sede em São Paulo, nos estados do Nordeste.

De acordo com as investigações, a droga saia do Paraguai, passava pelos estados do Mato Grosso e São Paulo e, de lá, seguia para Fortaleza, onde era distribuída para cidades como Mossoró, chegando até Pau dos Ferros. “Todo o trabalho de compra, venda e distribuição da droga era feita pelos criminosos de dentro dos presídios. De lá eles comandavam todo o comércio ilegal, dando ordens e fazendo acompanhamento de toda a movimentação financeira”, detalhou o delegado Inácio Rodrigues.

Foram presos: Olívio Bezerra de Queiroz; Robson de Jesus Jordão; Antônio Marcos Rodrigues de Holanda; Vando; Alcimar Salviano de Araújo; Rodolfo da Silva Bezerra; Luanda Marina de Araújo Saldanha; Francisco Cássio; Frank Matheu Savelino da Costa; Sanário Mauricio de Souza; Edson Alves de Freitas; Marcelo Coutinho da Silva; Edinaldo de Assis Araujo Brito; José Jacinto Martins de Oliveira; Maria Ivoneide Alves; Edson Damião de Oliveira Diniz da Silva; Luana Vanessa Medeiros de Oliveira; Gilson Neudo Soares do Amaral; Sabrina Mikaela Assis Sobrinha; Francisco Romilson Ferreira; Francisco de Assis Souza; Leonardo Cardoso da Silva; Civânio Pereira de Andrade; Antônio Maniçoba de Oliveira Filho; Joseilson Malvino da Silveira; Flávio Reinaldo de Oliveira; Cosma Noelma Jacinto de Oliveira; Romero Batista da Silva; José Welton de Souza Rêgo; José Florêncio da Costa; Régia Neide Costa Santos; Suerli Leite de Medeiros; Francisco Thiago da Silva; Vinícius de Andrade; Ítalo Leonardo Pereira da Silva e um adolescente.

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