Polícia Federal recebe pedido do MP e vai investigar Eike Batista

Superintendência do Rio recebeu pedido do Ministério Público Federal e irá apurar possíveis crimes do empresário

Inquérito foi instaurado em dezembro e apura irregularidades na gestão do empresário. Foto: Divulgação
Inquérito foi instaurado em dezembro e apura irregularidades na gestão do empresário. Foto: Divulgação

A Policia Federal (PF) do Rio de Janeiro confirmou nesta terça-feira (15) que recebeu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) na segunda-feira (14) e que irá investigar o empresário Eike Batista para apurar possíveis crimes financeiros.

Após trâmite burocrático, a investigação deve ter início ainda nesta semana e irá ocorrer sob sigilo. A investigação será feita pela delegacia especializada em crimes financeiros do Estado.

A investigação de crimes contra o mercado de capitais tem como foco inicial a gestão de Eike à frente da OGX, mas pode envolver outros administradores e as demais empresas do grupo EBX. Além de apurar denúncias e informações, a PF pode pedir depoimentos e mais informações aos envolvidos.

O pedido de inquérito foi feito pelo procurador do MPF e enviado à PF em 7 de abril. O MPF não deu mais detalhes sobre as motivações do pedido, e anuncia apenas que recebeu, no dia 19 de março, o processo no qual o empresário é investigado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O processo da CVM detectou irregularidades administrativas na OGX e a possibilidade de crimes financeiros. O MPF chegou à conclusão de que é possível realizar a investigação.

Na sexta-feira (11), a CVM apenas confirmou que apura se Eike utilizou informação privilegiada para comprar e vender ações como acionista controlador e presidente do Conselho de Administração da OGX e também se o empresário manipulou preços dos papéis.

O inquérito foi instaurado pelo MPF do Rio de Janeiro no dia 6 de dezembro e investiga a responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da CVM em possíveis irregularidades cometidas pela empresa controlada por Eike Batista, que está em recuperação judicial.

Na ocasião, o procurador deu um prazo para que a CVM prestasse informações acerca do andamento atualizado de seis processos administrativos sancionadores que envolvem os negócios do empresário.

Fonte: IG

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