Natal terá mais um dia de caos no trânsito com o protesto do Sitoparn marcado para hoje

Alguns estabelecimentos comerciais já começaram a instalar tapumes para evitar depredação

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Em meio a intensos conflitos entre as entidades que administram o transporte público em Natal, os permissionários do Sindicato dos Transportes Alternativos do RN (Sitoparn) pretendem realizar nesta terça-feira (29), a partir das 17h, um novo protesto em razão da falta de avanço nas negociações e implantação da bilhetagem única no município, com saída do Viaduto do Baldo e destino a ser definido. As possibilidades de destino da passeata serão a Prefeitura, Câmara Municipal de Natal ou a sede do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn).

Segundo Presidente do Sitoparn, José Pedro dos Santos, a principal reivindicação do movimento seria o “combate à inatividade” da Prefeitura Municipal diante das ordens do (Seturn). “Iremos continuar com o ato até que a unificação de fato ocorrer e as reivindicações serem cumpridas, já que a Prefeitura teve o decreto pronto, mas preferiu não validar” afirmou.

O ato pretende requerer o fim da dupla função de motorista/cobrador, a reativação no debate sobre o projeto do passe-livre, o aumento do número de ônibus no Campus Universitário da UFRN, mostrar a desaprovação da entidade sobre o possível aumento na passagem do transporte público, por parte do Seturn, e debater a melhoria do setor na capital potiguar.

Com isso, segundo informações do Sitoparn, a manifestação contará com a presença de movimentos estudantis, como a Assembleia Nacional dos Estudantes (ANEL) e Revolta do Busão, e representantes da oposição ao Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do RN (Sintro-RN). “O momento é de união, temos que atuar juntos para vencer o Seturn” disse o presidente do Sitoparn.

José Pedro diz ainda que existe a possibilidade do movimento seguir para o Ministério Público, já que, segundo ele, a entidade tem se mostrado omissão em não cumprir seu papel de fiscalização dos deveres e direito públicos. Além do MP, o protesto poderá ter como destino a Prefeitura, Câmara Municipal ou Seturn.

A unificação da bilhetagem, prevista na Lei 6.410 de setembro de 2013, deveria ter entrado em vigor no dia 25 de fevereiro deste ano, no entanto, por desentendimento entre Seturn e Sitoparn sobre o gerenciamento da venda de passagens, a Prefeitura do Natal decidiu contratar o Instituto para Desenvolvimento do Sistema de Transporte (Idestra), empresa paulistana que prestará assessoria sobre qual alternativa será mais adequada: o poder público municipal administrar a venda de passagens ou os sindicatos de transportes ficarem responsáveis.

O presidente do Sitoparn afirma que o sistema está inoperante por incompetência da Prefeitura e falta de consenso administrativo. “O decreto estava pronto, mas a Prefeitura não viabilizou, deixando para fazer uma “análise”, com isso, ela passou a ser uma piada” disse.

PM se reúne para inibir fechamento de vias durante a manifestação

. Visando manter a ordem pública e cumprir ainda uma Ação Civil Pública ingressada na Justiça pelo Ministério Público do Estado, a qual proíbe qualquer manifestação realizada pelo Sintoparn que interrompa o tráfego de veículos e o fluxo de pessoas, o Comando da PM traçará juntamente com seus comandados estratégias de ação preventiva e repressiva para tais atos, utilizando, se necessário e em caso de desobediência, do uso progressivo da força. O Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel PM Francisco Canindé de Araújo Silva, convocou para às 11 horas uma reunião no Quartel do Comando Geral com os Oficiais do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) lotados no 1º DPRE, bem como os Oficiais lotados nas Unidades do Comando de Policiamento Metropolitano (BPChoque, ROCAM, RPMont e 1º BPM), onde traçará estratégias operacionais de policiamento para inibir o fechamento de ruas durante esses protestos marcados para acontecer na tarde desta terça-feira (29) em Natal. Durante todo o dia, a Polícia Militar estará monitorando os envolvidos na convocação dos protestos de modo a inibir qualquer ato que venha prejudicar a ordem pública e a incolumidade das pessoas.

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