Polícia prende casal de moradores suspeitos de matar zelador do prédio

Segundo polícia, morador do prédio confessou o crime. Corpo teria sido colocado em mala e levado para Praia Grande

Zelador foi visto pela última vez indo entregar cartas em um andar no condomínio onde trabalhava na tarde de sexta-feira (30). Foto: Divulgação
Zelador foi visto pela última vez indo entregar cartas em um andar no condomínio onde trabalhava na tarde de sexta-feira (30). Foto: Divulgação

Um publicitário de 47 anos e sua mulher de 42 anos foram presos por policiais civis, na tarde desta segunda-feira (2), suspeitos de matar o Jezi Lopes de Souza, de 63 anos, zelador do prédio onde moram. Segundo informações da polícia, o publicitário confessou o crime. Ele teria dito aos policiais que matou o zelador, colocou o corpo em uma mala e fugiu para Praia Grande, no litoral paulista.

A família do zelador desconfiava que o publicitário estava envolvido no desaparecimento, ocorrido na sexta-feira (31). Jezi era zelador de um prédio na zona norte de São Paulo havia cinco anos.

O caso

As imagens de segurança do condomínio mostram que, por volta das 15h30, o zelador desceu em um dos andares para entregar cartas, mas não retornou nem pelo elevador nem pelas escadas.

Ainda segundo o registro policial, uma moradora do 11º andar disse ter ouvido uma discussão em um apartamento do mesmo andar, cujo morador, segundo ela, não teria um bom relacionamento com o zelador.

As câmeras internas do prédio mostram que, por volta das 17h, esse morador do 11º andar e a esposa arrastaram uma mala e um saco grande até um Logan preto. Questionado pela polícia, o morador admitiu não ter uma boa relação com o zelador, mas negou que tenha acontecido algo de errado entre eles naquele dia.

Os policiais vasculharam o apartamento do casal e encontraram mala e sacos similares aos exibidos pela gravação do prédio. Mas verificaram que dentro deles havia roupas e tênis. Depois, desceram com a mulher até o estacionamento e verificaram que dentro do automóvel do casal estava uma mala parecida com as da filmagem, mas dentro delas também só tinham roupas.

Indagados pelos policiais, os dois moradores contaram que tinham ido levar as roupas para uma igreja, mas retornaram porque ela estava fechada no dia. Os policiais informaram na delegacia que não visualizaram nenhum sinal de violência no apartamento do casal ou no veículo.

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