Policiais civis e servidores do ITEP participam de ato em prol do impeachment

Categorias se uniram ao movimento MARCCO, que entrou com ação pelo impeachment, e foram à Assembleia Legislativa.

Foto: Divulgação
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Os policiais civis e servidores do Instituto Técnico-Científico de Polícia foram até a Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (27), para engrossar o movimento em prol do impeachment da governadora Rosalba Ciarlini. Eles saíram em caminhada pela avenida Rio Branco, após concentração na sede do SINPOL-RN, e foram até a OAB. Lá, as categorias se uniram ao movimento social MARCCO, responsável pelo pedido de impeachment, com destino à AL.

O MARCCO organizou o ato desta terça-feira para apresentar uma nova ação de improbidade administrativa ao processo que já tramita na Assembleia Legislativa. Com isso, a sociedade civil e as entidades representativas de classe foram convocadas para participar da cobrança ao andamento naquela casa.

Além de convocar os policiais civis e servidores do ITEP, a Diretoria do SINPOL-RN fez um trabalho de panfletagem para conscientizar a população para a importância do impeachment da governadora, tendo em vista que o pedido encaminhado à Assembleia tem embasamento legal de atos de improbidade.

“Esse pedido não é apenas uma ação contra a pessoa de Rosalba Ciarlini. O movimento MARCCO é composto por entidades como OAB, Ministério Público e associações de magistrados. Então, são pessoas sérias da nossa sociedade que estão por trás desse pedido, com respaldo legal e também respaldo da população potiguar”, disse Djair Oliveira, presidente do SINPOL-RN.

A Diretoria do Sindicato, os coordenadores do MARCCO e representantes de outras entidades foram recebidos pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta, bem como pelos deputados Hermano Morais, que é presidente da Comissão de Constituição de Justiça e relator desse processo, pelos deputados Kelps Lima, Fernando Mineiro e José Dias.

O deputado Mineiro pediu aos colegas da Comissão que apresentassem um prazo para os trâmites legais desse pedido de impeachment. Hermano Morais afirmou que existe um prazo de 15 dias úteis de tramitação do processo na CCJ para que ele possa ser aceito e levado ao plenário para apreciação de todos os parlamentares.

Entretanto, o deputado Ricardo Motta lembrou que ações dessa natureza precisam respeitar princípios legais como direito à acusação e defesa. Por isso, tanto os autores da petição, no caso o MARCCO, como a governadora Rosalba Ciarlini deverão ser convocados para serem ouvidos pelos deputados.

A vice-presidente do SINPOL-RN, Renata Pimenta, também falou durante a reunião e lembrou aos parlamentares que esse é um momento histórico. “Essa casa legislativa tem nas mãos o futuro do Rio Grande do Norte. Sabemos que o Estado vive uma situação de caos e desgoverno. Então, cabe aos deputados dizer à sociedade se querem mudar ou manter essa realidade”, comentou.

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