Pompoarismo: Ginástica para a região íntima é ensinada em academia

Movimentos fazem bem à saúde e melhoram a vida sexual

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Nada de bíceps, tríceps e lombar. Em uma academia paulistana, mulheres se reúnem com roupa de ginástica para malhar só a região íntima.

O pompoarismo, nome dado aos exercícios que movimentam a musculatura pélvica, traz benefícios à saúde e à vida sexual, e já ganhou tantas adeptas que a fisioterapeuta Lu Riva abriu em São Paulo a Lu Pompoar. A escola tem alunas de 20 a 74 anos e turmas de cerca de 6 pessoas. Muitas delas ganharam o curso de presente do namorado ou do marido.

— As mulheres aprendem a mover três principais aneis da vagina. Ela é um canal cilíndrico que tem de 12 a 15 aneis, e os movimentos são na entrada; atrás do clitóris; e um mais profundo, próximo do colo do útero.

Para quem nunca fez aulas de pompoarismo pode parecer impossível movimentar pontos do corpo que não são vistos e você sequer sabia que existiam. Mas Lu garante que não é difícil, especialmente com orientação profissional.

— Um dos exercícios é feito com a aluna sentada sobre a própria mão e sentindo o períneo. Ela tira todo o ar do baixo ventre e sente movimentar a entrada da vagina.

Ao contrário de muitas modalidades de ginástica, esta não envolve esgotamento físico e litros de suor. As aulas, segundo Lu, parecem um clube da Luluzinha, com mulheres fazendo amizades, trocando confidências e compartilhando os benefícios do pompoarismo.

— Conforme exercita a musculatura, a mulher desperta sensores nervosos internos e, com o tempo, tem mais prazer e libido. Ela também aprende a se mover de forma sensual e dá mais prazer ao companheiro.

As aulas beneficiam a autoestima feminina e o autoconhecimento. A falta dele, aliás, é para Lu o motivo da infelicidade sexual de boa parte dos brasileiros.

— A maioria das mulheres é muito travada e não se conhece. A exposição do corpo é cultural, mas a brasileira tem permissão só para ter seio e bumbum, a vagina ainda é um tabu.

A fisioterapeuta recomenda que as mulheres interessadas procurem professoras especializadas em uroginecologia, mas quem não tiver acesso a grupos orientados por profissionais capacitados também pode tentar em casa, com livros que ensinam os exercícios.

 

 

Fonte: R7

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