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População de Extremoz é beneficiada com mutirão

Data: 31 janeiro 2013 - Hora: 18:33 - Por: Portal JH

Ao examinar visão periférica, oftalmologista reconhece sinais do glaucoma. Mutirão deve atender cerca de 500 pessoas. Foto: Divulgação

A comunidade de Extremoz foi beneficiada hoje com um mutirão de combate ao glaucoma, realizado pela Secretaria de Saúde do município. Durante todo o dia, uma equipe formada por médico, enfermeiros, assistentes sociais e outros servidores da saúde recebeu a população para exames preventivos e periódicos no Centro de Reabilitação de Extremoz (CRE), em frente ao hospital do município. A expectativa é de que cerca de 500 pessoas sejam atendidas durante mutirão.

O objetivo do mutirão é detectar pessoas que, sem conhecimento, apresentam sintomas da doença, que não sendo tratada corretamente, pode levar a cegueira. Além disso, a ação também tem cunho informativo, pois a população, além dos exames, também recebia informações acerca da doença, suas causas e sintomas.

De acordo com Lucineide Bezerra, funcionária da Saúde de Extremoz, e uma das coordenadoras da ação, o aumento no número de pessoas diagnosticadas com glaucoma no município, mobilizou a Secretaria a realizar uma ação preventiva. “As pessoas precisam conhecer mais sobre o glaucoma, pois muitas apresentam os sintomask, mas não procuram saber a seriedade do problema. O número de casos tem aumentado nos últimos anos, pois há cerca de dois anos, tínhamos cerca de 100 pessoas cadastradas, que faziam o tratamento, mas atualmente esse número chega a quase 300 pacientes. Por isso, vimos a importância de mobilizar a população para realizar o exame e também de evitar que pessoas que já tem gaucoma, tenham o quadro agravado por falta do tratamento correto”, explicou Lucineide Bezerra.

Durante a ação, os interessados em realizar o exame fizeram um cadastro e após o exame e a consulta, sendo diagnosticados com glaucoma, os pacientes já recebiam a medicação indicada. A dona de casa, Nivanda da Silva, parabenizou a iniciativa. “Eu achei muito bom as autoridades se preocuparem e fazerem esse mutirão para beneficiar a população, pois muitos não têm como pagar por uma consulta particular, nem pelos medicamentos caros. Além disso, hoje muitas pessoas que não sabem o que é o glaucoma estão sendo orientadas sobre a  doença”, disse Nivanda.

Além de relizar exames preventivos, também participaram do mutirão pessoas que já têm glaucoma, e que periodicamente voltam ao CRE para uma reavaliação médica e recebimento de medicamentos.

A aposentada Irene Veloso foi diagnosticada com glaucoma há quatro anos, e desde então, realiza o tratamento oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde. “Quando descobri que tinha glaucoma, minha visão já estava um pouco comprometida, mas quando comecei o tratamento aqui no CRE, fui melhorando. Procurei uma opinião de um médico particular para ver o melhor tratamento e ele me indicou exatamente o mesmo que o médico daqui. Os profissionais são muito bons e fazem um tratamento que traz bons resultados. Isso sem falar dos medicamentos que recebemos de graça, que já nos ajuda bastante, pois eu gastaria mais de R$ 500 por mês se precisasse comprá-los”, disse Irene Veloso.

SOBRE O GLAUCOMA

O glaucoma é uma doença que atinge o nervo óptico e envolve a perda de células da retina responsáveis por enviar os impulsos nervosos ao cérebro. Um dos principais sintomas da doença é a perda da visão periférica que, no início, é bastante sutil, e pode não ser percebida pelo paciente. Perdas moderadas a severas podem ser notadas pelo paciente através de exames atentos da sua visão periférica.

Normalmente, o paciente não nota a perda de visão até enxergar apenas o centro, fazendo com que o paciente comece a tropeçar e esbarrar em objetos, porque a percepção periférica é ausente. Se o glaucoma não for tratado, o campo visual se estreita cada vez mais, obscurecendo a visão central, e finalmente levando à cegueira total do olho afetado.  Inicialmente, o tratamento é clínico e à base de colírios, mas também existem drogas ministradas por via oral que só são usadas em casos emergenciais.

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