Por candidaturas próprias, PSOL e PSTU racham a esquerda e rompem aliança

Robério se "coloca como uma opção para os movimentos sociais, sindical e a parcela da população que já está cansada das oligarquias dos Alves e Maias

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PSOL e PSTU fizeram história em 2012. As siglas conseguiram aproveitar bem a popularidade de Amanda Gurgel e emplacar três nomes na Câmara Municipal de Natal, os primeiros de esquerda da Casa Legislativa – Sandro Pimentel e Marcos Antônio, além da própria Amanda. Para esta eleição, no entanto, os caminhos serão opostos. As duas siglas deverão lançar nomes adversários para o Governo do Estado, o que impossibilitará, também, a união delas na proporcional.

“Informamos que Robério Paulino foi eleito pré-candidato pelo PSOL a governador do estado, com 79% dos votos dos filiados do partido. O processo de prévias iniciou em março e a última plenária aconteceu no dia 06 de abril, em Natal. Robério Paulino é professor da UFRN, no Departamento de Políticas Públicas, formado em Economia e doutor em História Econômica”, afirmou nota do PSOL enviada nesta segunda-feira.

Em 2012, Robério Paulino foi candidato a prefeito, em Natal, também pelo PSOL, apoiado pelo PSTU. Agora, porém, ele se “coloca como uma opção para os movimentos sociais, sindical e a parcela da população que já está cansada das oligarquias dos Alves e Maias que se perpetuam no comando do estado. Com esta candidatura o PSOL pretende mostrar para a população que outra política é possível”.

“Mesmo não sendo período de campanha temos acompanhado diariamente a divulgação das pretensões políticas das oligarquias da cidade. Sabemos da nossa pouca influência na mídia televisiva e escrita desta cidade e do estado, mas diante da necessidade de apontarmos uma alternativa para população, solicitamos a divulgação deste nome”, ressaltou a nota enviada pelo PSOL para falar da candidatura de Robério Paulino.

Esses, inclusive, são os mesmos argumentos utilizados pelo PSTU, que deverá lançar para a disputa pelo Executivo Estadual a sindicalista Simone Dutra. Várias vezes candidata, ela conseguiu destaque na gestão Rosalba Ciarlini por assumir a linha de frente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), um dos mais atuantes (e grevistas) do RN. Até pedido de impeachment contra a governadora, Simone Dutra se envolveu em 2013.

Sindicalista Simone Dutra: “PSOL faz política hegemonista”

Simone Dutra considera a pré-candidatura do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), e a aliança em torno dela, de “reedição de uma prática” que significa a continuidade do modelo de política e administração que se repete há muitos anos no Rio Grande do Norte. “Todo sabem que o PMDB fez parte do conselho político de Rosalba, apoiou Rosalba”, disse a sindicalista.

O rompimento do PMDB com Rosalba, acrescentou, “é coisa de última hora, por conta das eleições de 2014″. Ela complementa: “Com certeza haverá a continuidade das políticas que vêm sendo desenvolvidas nesses estados”, adicionou, lembrando que o PMDB foi governo durante oito anos no Estado com Garibaldi Filho (PMDB). “Sabemos a pratica. À época os servidores tinham abonos nos seus salários, a situação do abastecimento dos serviços de saúde foi difícil”, afirmou.

Na visão da sindicalista, o PMDB, tanto no RN como no Brasil, “é corresponsável pela falta de políticas públicas nesse país”, ressaltou. Para ela, o chapão em torno de Henrique “é uma tentativa de reeditar essa política que vem sendo editada todos os anos, com investimentos mínimos em saúde e educação”. “O PMDB é corresponsável pelo governo Rosalba. Então, não tem nada de novo, não é renovação. É a continuidade dos grupos e das oligarquias desse estado”, observou a pré-candidata do PSTU.

Em relação ao pré-candidato do PSD, Robinson Faria, Simone Dutra afirma se tratar também de dissidência do governo Rosalba. Segundo ela, no final do governo de Wilma, Robinson foi para a oposição, alavancando a candidatura de Rosalba. “E só alguns meses depois foi que viu que ela não ia corresponder. Então a gente acha que é uma postura oportunista. Tem a ver com oportunidade, poder. Não há encontro no programa, na política, mas apenas disputa de poder”, afirmou.

Sobre a aliança do PSD com o PT, Simone afirma também se tratar de “reedição da mesma pratica que está aí. Não vai trazer nada de novo para a população do RN, que está extremamente maltratada com os quatros anos de governo de Rosalba, oito anos de Wilma e para trás oito anos de Garibaldi. Por isso, nossa candidatura é para dar opção aos trabalhadores e para discutir e apostar numa real mudança política e econômica desse estado”.

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