Por falta de reagentes, ITEP não pericia quase 500 kg de maconha

Policiais da Delegacia de Narcótico estiveram no Instituto com grande apreensão, mas o tiveram que voltar sem constatação de que produto é maconha.

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A falta de reagentes para constatação de drogas no Instituto Técnico-Científico de Polícia pode comprometer uma grande operação realizada pela Delegacia de Narcóticos nesta quinta-feira (29). Policiais da unidade foram até o ITEP-RN para que os peritos fizessem o exame, mas acabaram voltando sem realizar tal procedimento. Com isso, caso a constatação não seja feita em até 24 horas, as pessoas presas com aproximadamente 500 kg de maconha poderão ser liberadas.

A falta de reagentes no ITEP-RN foi denunciada pelo SINPOL-RN após o perito farmacêutico Fabrício Fernandes produzir vários memorandos, desde janeiro, e não obter nenhuma resposta por parte da diretoria do órgão. “Nós vínhamos informando a diretora Raquel Taveira que o estoque estava acabando, mas nada foi feito. O resultado é que as perícias tiveram que ser paralisadas há três dias”, afirma Fabrício Fernandes.

De acordo com o perito, além do flagrante da Delegacia de Narcóticos, outros dois casos de apreensão de maconha foram ao ITEP nesta quinta-feira, mas tiveram que retornar.

SINPOL-RN pede providências

A Diretoria do SINPOL-RN informa que, diante desse quadro, vai comunicar a situação ao Ministério Público e ao Ministério da Justiça, através de ofício. “Do jeito que está hoje, a Polícia Civil não terá como realizar um flagrante de tráfico de drogas, pois o ITEP não tem como atestar que aquilo é mesmo droga. Além disso, estamos com a Copa chegando e o Rio Grande do Norte vai receber um grande número de turistas. Então, vamos pedir que as autoridades responsáveis e fiscalizadoras intervenham nesse caso”, destaca Renata Pimenta, vice-presidente do SINPOL-RN.

Além da falta de reagentes, os laboratórios do ITEP-RN estão sem vários produtos básicos para o funcionamento. “Para se ter uma idéia, faltam frascos para coleta de sangue. Atualmente, isso está sendo feito em frascos coletores de urina. O que é um absurdo”, completa o perito farmacêutico Fabrício Fernandes.

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