Por uso de cocaína Max volta ao STJD por redução de pena
Uma nova chance. É o que espera o centroavante Max, ex-atleta do América. O jogador volta ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) hoje para tentar reduzir a pena de suspensão de dois anos por uso de cocaína. O jogador também foi multado em R$ 1 mil por não colaborar com a Justiça Desportiva, em decisão por maioria de votos da Quarta Comissão Disciplinar do Tribunal Desportivo.
“O que posso dizer é que aquele Max morreu. Sou uma pessoa diferente hoje, muito mais responsável do que eu era. Sei por tudo que passei e agora valorizo mais cada coisa que vivo. Quero me dedicar mais ao que é mesmo importante, valorizar cada momento dentro de campo e nos treinos”, afirma o jogador que estará presente, logo mais, no STJD para o julgamento do recurso que pode devolvê-lo aos gramados antes do esperado.
O exame que flagrou Max foi realizado após a partida entre Américae Ipatinga-MG, no dia 20 de julho, pela Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado, no Estádio Nazarenão. A contraprova, que também deu positiva, é resultado de um só exame realizado no dia do jogo, através de duas amostras. Após prova e contraprova no exame antidoping comprovarem a presença do entorpecente no organismo do jogador, Max teve seu contrato rescindido com o América, apesar de ele continuar com treinamentos no clube e ter o apoio da comissão técnica rubra.
Diante do fato, Max responderia à denúncia com base no artigo 2º, item 2.1, do Código Mundial Antidopagem, pela “presença de uma substância proibida ou de seus metabólicos ou marcadores em uma amostra colhida do atleta”. No entanto, no dia 9 de novembro, o jogador prestou depoimento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e alegou que, a segunda amostra do material coletado – utilizado para a contraprova – tinha uma assinatura no frasco não era a sua, razão pela qual foi instaurada sindicância que confirmou que a assinatura era de Max que acabou acusado também de tentar fraudar o controle de dopagem e invalidar a coleta.
Além do Código Mundial Antidopagem, Max ainda foi enquadrado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. No artigo 220-A, acusado de “deixar de colaborar com os órgãos da Justiça Desportiva e com as demais autoridades desportivas na apuração de irregularidades ou infrações disciplinares”, Max poderia ser multado em até R$ 100 mil. Já no artigo 258, por “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código”, a suspensão poderia ser de até seis jogos. Por três votos a um, Max foi suspenso por dois anos e ainda multado em R$ 1 mil pela confusão feita em relação à sua assinatura. Um dos auditores votava pela suspensão de um ano.
No Tribunal, Max afirmou ter feito uso da droga num “momento de fraqueza”, durante uma festa, ainda sem contrato com atuar em algum clube à época. Max relatou ainda que fez uso da cocaína após uma briga com a esposa e garantiu não ser usuário da droga. “Tinha brigado com ela e estava com problemas que não eram resolvidos no lado profissional. Discuti com minha noiva e fui para uma festa, onde fiz o uso. No momento que aconteceu, foi uma única vez, como tinha passado muito tempo, não lembrei. Não sou usuário de drogas. Na ocasião estava todo mundo bêbado e fizemos uso”, contou jogador que garantiu que a partida em que foi flagrado no doping, teria sido a primeira após o uso da substância ilegal.
Apesar de consciente do erro, Max se mostra confiante quanto à possibilidade de redução da pena e continua em ritmo forte nos treinos para voltar a fazer o que mais gosta: jogar futebol. “Eu acredito que a pena será reduzida, porque eu acredito muito em Deus e tenho a certeza de que ele vai me abençoar. Deus está me fortalecendo a cada dia. Espero que o julgamento seja favorável a mim e eu possa voltar a jogar”, afirmou.
Segundo apurou a reportagem do JORNAL DE HOJE, uma eventual redução da pena do centroavante pode colocá-lo de volta na equipe do América. Apesar de ter o contrato rescindido, o fato de o jogador ter continuando treinando sem a perspectiva de retorno imediato aos gramados parece ter animado os dirigentes americanos que cogitam firmar um novo contrato com atacante.
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