Porcellanati, Potigás e Cosern não entram em acordo para quitar dívidas

Sem sucesso na negociação com as Companhias, indústria busca matriz energética alternativa

Foto: Divulgação
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Sem suas principais fontes energéticas, gás natural e energia elétrica, a Porcellanati Revestimentos Cerâmicos S.A, situada em Mossoró, no Rio Grande do Norte, continua com sua produção paralisada.

De acordo com a gerência da fábrica, desde o mês de julho, o Grupo tem tentado de todas as formas negociar a dívida com as fornecedoras, Potigás e Cosern. Todavia, as companhias não tem aceitado discutir nenhuma forma de parcelamento, mesmo com a controladora da empresa – o Grupo Itagres –, dando garantias reais para o pagamento da divida.

Diante desta resistência por parte das fornecedoras, o que mais a diretoria questiona e solicita às lideranças de Mossoró, como a Câmara de Vereadores, é agir com rigor semelhante, como tem feito com indústria (fiscalizando) e descobrir porque as companhias não querem entrar em acordo.

“Precisamos que ajam com estes órgãos energéticos, como tem agido com a Porcellanati, fiscalizando. Precisamos de auxílio do poder legislativo para saber o porquê das Companhias não aceitarem acordos. Porque eles não querem negociar? É uma pergunta que precisa de resposta”, disse o presidente do Grupo, Gilmar Rabaioli.

Nos próximos dias, o Presidente do Grupo, Gilmar Rabaioli, estará em Mossoró, juntamente com o Diretor da unidade, Cláudio Toledo, tentando encontrar formas alternativas de energia para acionar os motores da fábrica.

Os Diretores não revelaram a matriz energética alternativa, porém garantem que as negociações estão avançadas. O Presidente do Grupo afirma, ainda, que “a Porcellanati será motivo de orgulho da cidade de Mossoró” e que dedica confiança total no Gestor local, Cláudio Toledo.

Porcellanati conta com MP e Sindicato

Na ausência de acordo entre a Porcellanati, Potigás e Cosern, o Grupo tem contado com a ajuda do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Cerâmica (Sindcerâmica) e do Ministério Público para evitar mais demissões e honrar os compromissos assumidos até o momento.

“As dificuldades são inúmeras. Mas, estamos contando com um apoio fundamental do Sindicato e do Ministério Público, que tem nos dado alternativas e fôlego para recomeçar”, falou Rabaioli.

Todavia, apesar das dificuldades momentâneas, os diretores garantem que vão religar a fábrica. “Em respeito à iniciativa privada e ao povo de Mossoró, que merece que esta empresa se mantenha em solo Potiguar, vamos permanecer vivos, e bem vivos no estado”, finalizou.

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