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05 FEV

Kalamazoo, o Meteoro Negro

Em 1955, cidadãos de Nova York criaram a The Duke Ellington Jazz Society, uma organização civil sem fins lucrativos que ganharia filiais em outras cidades dos EUA. A idéia foi de um amigo do músico Duke Ellington, que lhe acompanhava nas excursões e incursões musicais.
No mesmo ano, um negro saído da África do Sul chegava na Inglaterra para jogar futebol pelo modesto Coventry City. Seu jogo afinado como um solista de jazz logo chamou a atenção do clube holandês SC Heracles. O rapaz e os amantes do Duke se encontrariam um dia.
Chamava-se Steve Mokone, um jovem que além de vencer os zagueiros com toques de malabarismo, havia driblado as intenções do seu pai, que o queria estudante de Direito numa faculdade de Durban, longe dos campinhos de Kilnerton, na periferia de Pretória.
Para quem já havia vestido a camisa da seleção da África do Sul com apenas 16 anos, bem antes dos companheiros de Mandela materializar na cadeia o espírito futebolístico do país, não havia campus universitário mais importante que o campo da bola.
Entre 1955 e 1957, os feitos quase mirabolantes de Mokone reverberaram pela parte ocidental da Europa e deram jus ao nome do time da Holanda, que obteve resultados hercúleos entre os gigantes do país. E o seu craque ganhou o apelido de Pérola Negra.
No verão de 1958 - quando o mundo descobriu a magia do futebol brasileiro nos pés de um menino negro - Steve Mokone deixou as terras holandesas como herói popular e foi vestir a camisa da Inter de Milão e, depois, muito rapidamente, trocaria pelo Barcelona.
Com a cota de estrangeiros estourada, o time catalão o emprestou para o francês Olympique de Marselha, onde seu futebol chamou a atenção do Torino. De volta aos campos italianos, o craque sulafricano levou ao delírio os fanáticos de Turim.
Já era famoso como um diabólico atacante e por ser o primeiro atleta do continente negro a se tornar jogador profissional em uma liga européia. Mokone abusava de fazer dois ou três gols num só jogo. Na estréia, marcou cinco numa goleada sobre o Verona.
Na temporada de 1959, a arte de Steve Mokone atingiu a intensidade dos grandes astros da História do futebol até ali. Era destaque nas listas dos destaques e chegou a ser considerado um dos melhores da Europa, dos poucos com salário acima de 10 mil libras esterlinas.
Os seus últimos anos como jogador foram na Austrália e no Canadá; mas antes de pendurar a chuteira, em 1964, e se mudar para os EUA, jogou ainda pelo Valência, da Espanha, oportunidade em que se encontrou com Pelé e seu poderoso Santos FC.
A trajetória de Steve Mokone virou mito na Holanda, onde até rua existe com o seu nome na cidade de Almelo. O escritor Tom Egbers escreveu um romance chamado "De Zwarte Meteoor" (O Meteoro Negro) que virou filme no ano 2000, dirigido pelo cineasta Guido Pieters.
Em 1961, diante de um gol magistral (ele fez 3) do africano contra um dos mais temíveis times do mundo, o Dínamo de Kiev, um jornalista russo tascou na sua página: "Em 40 anos de cobertura esportiva por vários países do mundo, eu nunca vi um gol mais bonito; igual, só o de Pelé, na final da Copa da Suécia".
Famoso até hoje como Steve Kalamazoo Mokone, maior jogador da África do Sul, ídolo dos holandeses, cidadão hiper respeitado no estado de Michigan/EUA, com doutorado em psicologia e em política internacional, ele é uma das grandes personalidades africanas.
Em dezembro de 2003, quando o governo da África do Sul criou a mais importante comenda do país, a Ordem Ikhamanga, apenas duas medalhas de ouro foram entregues pelo presidente Thabo Mbeki: uma foi para Mandela, a outra para Steve Mokone, que foi representado por sua mulher, Louise.
Bem distante da cerimônia, numa sala em algum lugar da Virgínia/EUA, integrantes da The Duke Ellington Society (sem a palavra jazz dos primeiros anos) se reuniram para celebrar com orgulho o prestígio do sócio "Dr. Kalamazoo", aquele cujo futebol foi tão grandioso quanto a eterna música do inspirador deles todos. (AM)

Justiça
No próximo dia 22 Natal irá sediar uma reunião do Conselho Nacional de Justiça, com a presença de seus membros da direção nacional. E no dia 28 começa o trabalho de auditoria nos tribunais potiguares, a exemplo do que já foi feito noutros estados.

Desastre ecológico
É irônico, pra não dizer trágico, a destruição de 500km2 de floresta no Pará e depois batizar uma hidrelétrica de Belo Monte. Parece empreiteiro que derruba árvores e no terreno ergue um edifício com o charmoso nome de alameda qualquer coisa.

Eixo do mal
Não bastasse receber o ditador iraniano no Brasil num momento em que o cara provoca o mundo com discursos em favor do nazismo, agora o governo Luiz Inácio fechou parceria para vender urânio para o doido Ahmadinejad fabricar armas nucleares.

Copa 14
Já não tenho dúvida do festival de corrupção em que se transformará a organização da Copa de 2014 no Brasil. O governo Luiz Inácio resolveu torrar mais de R$ 5 bilhões em dinheiro público para promover as obras que antes diziam ser com verba privada.

Meio ambiente

Com muita grana do povo para torrar em estádios e outras mega obras nas 12 cidades, como se comportarão os militantes ecológicos do Brasil. Os impactos ambientais serão enormes, milhares de vezes maior do que um prédio de 20 andares.

Berardinelli
Após 8 anos de árduo estudo, o professor doutor Antonio Guedes do Rego concluiu uma tese de doutorado sob o título "Anormalidades Cardiovasculares e Metabólicas em Pacientes com a Síndrome de Berardinelli - Seip".

Berardinelli II

Doença rara em todo o mundo e com predominância de casos no Rio Grande do Norte, onde há 36 portadores, a Síndrome de Berardinelli tem na tese de Antonio Guedes sua mais completa pesquisa no País. Foi publicada nos Artigos Brasileiros da Cardiologia.

De Mossoró
"Mestre Alex, a nota "Fim do Mundo" mostra exatamente que vivenciamos aquele momento, digamos, fim de feira. Alias, a única Lady Gaga que eu conheço já faleceu, era a velhinha de Taubaté; uma lady, mas gagá (Abraço, Luís Juetê).

De Petrópolis
"No princípio, o Twitter era uma ferramenta de comunicação instantânea. Depois, passei a observar que havia mensagens que só interessavam aos digitadores daquela tribo. Hoje, usam como um diário de adolescente (Arimatéa Fernandes).

Internet
A revista Forbes publicou seu ranking com as personalidades mais lidas e conhecidas da Web, encabeçado pelo blogueiro americano Perez Hilton. Em segundo o informático Michael Arrington, seguido do escocês Pete Cashmore. Ninguém do Brasil.

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