Possível caso de raiva em Lagoa Nova traz preocupação para a Sesap

No município, uma mulher morreu após ser atacada por animal silvestre

Segundo Iraci Nestor, houve um total de 143 casos de ataques de saguis e  macacos-prego em seres humanos entre 2012 e 2013. Foto: Wellington Rocha
Segundo Iraci Nestor, houve um total de 143 casos de ataques de saguis e
macacos-prego em seres humanos entre 2012 e 2013. Foto: Wellington Rocha

Diego Hervani

diegohervani@gmail.com

 

A morte de uma mulher que apresentou sintomas de raiva deixou a Secretaria do Estadual de Saúde Pública (Sesap) em alerta. O caso aconteceu no município de Lagoa Nova e foi atendido na IV Unidade Regional de Saúde (Ursap), com sede em Caicó. Na ocasião, uma idosa foi atacada por um sagui e veio a óbito pouco tempo depois, em janeiro. Um dos principais motivos para a morte da senhora foi a falta de atendimento imediato, já que a vítima só procurou um posto médico quando a sua saúde já tinha piorado.

“Essa é uma das coisas mais importante nos casos de raiva. Se a pessoa foi agredida por algum animal silvestre, tem que procurar imediatamente a unidade de saúde. Assim, o atendimento pode ser feito da melhor maneira”, destacou a subcoordenadora de Vigilância Ambiental (Suvam) da Sesap, Iraci Nestor de Souza.

A reação da raiva em humanos e animais é idêntica e pode apresentar diversos sintomas, dentre eles a agressividade, fobia a água e, nos casos mais avançados, paralisia corporal que pode levar à morte.

Além da pessoa afetada, animais domésticos e outros humanos que tiveram contato com a vítima também devem ter uma atenção especial. “A prevenção que fizemos com esse caso em Lagoa Nova, nós fazemos em todos os outros casos suspeitos de raiva. Vacinamos cachorros e gatos e também as pessoas que tenham tido contato com a vítima. Quando é possível, também fazemos a análise do animal que atacou a pessoa, para saber se ele realmente tem a doença”, frisou Iraci.

Animais mais ‘perigosos’

No período entre os anos de 2012 e 2013 houve um total de 143 casos de ataques de saguis e macacos-prego em seres humanos, sobretudo em áreas turísticas do Rio Grande do Norte.

Apesar dos números alarmantes, esses dois animais não são os que trazem a maior preocupação para a Secretaria Estadual de Saúde, já que, segundo dados passados pela própria Sesap, até hoje nenhum foi diagnosticado com a doença. O sangue coletado no sagui que atacou a senhora em Lagoa Nova está sendo analisado e o resultado do exame deve sair até o final deste mês.

“O animal maior transmissor de raiva é o morcego e vários exames que fizemos já mostraram que eles estavam infectados. Porém, o nosso maior foco de prevenção são os gatos e cachorros, que são animais que caçam e têm mais contato com os seres humanos. Além disso, atualmente eles são os únicos animais que nós temos vacina”.

Para atendimento à população que tiver alguma dúvida quanto à transmissão da doença, a Sesap disponibilizou os telefones 3232-2583 (setor de raiva) e o 0800 281 2801 (setor de epidemiologia).

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