Potiguar Jadson André estreia com vitória nos tubos ‘animais’ de Teahupoo

A última esperança de um brasileiro passar direto para a terceira fase ficou para o potiguar Jadson André contra dois australianos do primeiro escalão na décima bateria

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O maior desafio do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour começou em condições épicas na segunda-feira, com ondas de 8-12 pés formando tubos perfeitos para os surfistas na bancada mais temida do mundo. Dos seis participantes do Brasil na etapa mais perigosa da corrida pelo título mundial, dois estrearam com vitórias e passaram direto para a terceira fase. A primeira foi com Gabriel Medina, que defende a liderança do ranking e confirmou o favoritismo surfando um dos maiores tubos do dia, com os braços esticados para cima. E o potiguar Jadson André também saiu limpo de um tubaço nos minutos finais para mandar dois australianos para a repescagem que já foi iniciada na segunda-feira, com Adriano de Souza sendo eliminado no último confronto do dia.

“Eu nunca surfei Teahupoo assim antes”, disse Gabriel Medina. “É a primeira vez que eu entro no mar aqui com ondas tão grandes como as de hoje (segunda-feira) e é muito assustador, mas tentei não ficar pensando nisso lá dentro. Tentei manter o foco, pensar bem para escolher a onda certa e prestar muita atenção em tudo. Estou muito feliz por ter conseguido surfar uma onda fantástica que parecia um sonho. É incrível ter a oportunidade de surfar Teahupoo assim grande e perfeito com apenas mais dois caras no mar e não quero desperdiçar nenhuma chance para continuar vivendo esse sonho”.

E a expectativa é de que as ondas vão continuar bombando ótimas condições nos próximos dias em Teahupoo. O prazo da sétima das onze etapas que vão definir o campeão mundial da temporada começou na sexta-feira, mas a previsão já era excelente para esta semana e o início do Billabong Pro Tahiti também foi adiado no sábado e domingo. A segunda-feira amanheceu com séries de 6-8 pés que foram subindo durante o dia e Kelly Slater abriu o campeonato surfando os primeiros tubos em Teahupoo. O Brasil estreou com derrota do carioca Raoni Monteiro no segundo confronto do dia, vencido pelo taitiano Michel Bourez.

O segundo brasileiro entrou duas baterias depois, quando as ondas já passavam dos 10 pés e o atual campeão mundial Mick Fanning pegou tubos incríveis para totalizar 18,16 pontos com duas notas na casa dos 9 pontos. O catarinense Alejo Muniz estava com ele no mar, mas também caiu para a repescagem ficando em último lugar como Raoni Monteiro. As condições do mar continuaram perfeitas no confronto seguinte, que terminou empatado em 16,30 pontos. A maior nota decidiu o vencedor e Adrian Buchan levou a melhor com o 9,97 que recebeu no tubo mais sensacional do dia, contra 9,80 do também australiano Joel Parkinson.

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Na sequência vieram os dois únicos confrontos encabeçados por brasileiros, bem na hora que o mar entrou em transformação com mudança do vento e a maré começando a encher na bancada de Teahupoo. Com isso, as séries passaram a demorar mais e poucas entraram nas baterias. Mas, Gabriel Medina honrou a lycra amarela de líder do ranking mundial surfando uma onda de forma impressionante, passando pelo tubo com os braços esticados para o alto de tão grande, num dos momentos mais bonitos do dia no Taiti. Foi assim que ele superou o local Taumata Puhetini que liderava a bateria, além do australiano Mitch Crews.

A disputa seguinte teve Brasil em dose dupla, mas os dois acabaram derrotados pelo australiano Dion Atkinson, que surfou os dois melhores tubos que entraram na bateria para derrotar os paulistas Adriano de Souza e Miguel Pupo. A última esperança de um brasileiro passar direto para a terceira fase ficou para o potiguar Jadson André contra dois australianos do primeiro escalão na décima bateria. Ela foi toda liderada por Julian Wilson, mas a 3 minutos do fim, o brasileiro acha um tubo fantástico que surfa em pé e sai limpo para arrancar nota 9,17 e virar o placar para 16,64 a 15,94 pontos, com Josh Kerr ficando em último.

LIDERANÇA DO RANKING – A primeira fase terminou com Kai Otton aumentando o recorde de pontos de Mick Fanning de 18,16 para 18,24 pontos e em seguida foi iniciada a repescagem com dois concorrentes à liderança do ranking nas primeiras baterias. A previsão era realizar quatro, mas só aconteceram duas depois do duelo muito fraco de ondas que terminou com a eliminação do brasileiro Adriano de Souza pelo australiano Nathan Hedge por 12,00 a 11,17 pontos. Já Joel Parkinson confirmou o favoritismo na abertura da repescagem, mas seu trabalho foi facilitado porque o taitiano Taumata Puhetini sofreu uma queda terrível e acabou abandonando a bateria.

O Billabong Pro Tahiti começou com os sete primeiros colocados tendo chances matemáticas de liderar o ranking nesta sétima etapa do Samsung Galaxy ASP World Tour 2014. Agora são seis na briga, pois o sétimo era Adriano de Souza, que já está fora da competição. Quem mais ameaça o primeiro lugar de Gabriel Medina é o vice-líder, Joel Parkinson, com a briga entre eles sendo quase fase a fase. Para os outros, a vantagem do brasileiro é maior. Medina já aumentou sua pontuação no ranking para 37.900 com a classificação direta para a terceira fase do Billabong Pro Tahiti.

Para ultrapassar esta marca, o defensor do título mundial, Mick Fanning, terceiro no ranking 2014, já precisa ser semifinalista nos tubos de Teahupoo. É a mesma condição para o quarto colocado, o também australiano Taj Burrow. Já o quinto, Michel Bourez, e o sexto, Kelly Slater, só conseguem isso se passarem para a grande final. No entanto, Gabriel Medina acaba com a chance dos dois assumirem a ponta no Taiti se vencer mais duas baterias em Teahupoo, ou seja, se chegar nas quartas de final. O fenômeno de Maresias também vai tirando adversários a cada vitória e o único que pode decidir o primeiro lugar no ranking com ele até na bateria final é Joel Parkinson.

REPESCAGEM – O Billabong Pro Tahiti está sendo transmitido ao vivo em inglês e português na internet pelo www.aspworldtour.com com a primeira chamada da terça-feira marcada para as 7h30 na Polinésia Francesa, 14h30 pelo fuso horário de Brasília. A primeira bateria a entrar no mar será a terceira da repescagem, entre os australianos Josh Kerr e Mitch Coleborn, substituto de Filipe Toledo que decidiu não competir no Taiti para fazer as fisioterapias necessárias para recuperar a contusão no tornozelo sofrida na África do Sul.

Assim como na segunda-feira, o primeiro brasileiro a competir no próximo dia será Raoni Monteiro, que terá uma pedreira pela frente na quinta bateria da repescagem, o havaiano John John Florence especialista em tubos para a esquerda como Teahupoo e principalmente Banzai Pipeline na sua casa. Depois tem o paulista Miguel Pupo contra o australiano Mitch Crews na décima bateria e o catarinense Alejo Muniz na 11.a com o havaiano Sebastian Zietz.

 

 

Fonte: ASP

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