Potiguares compram móveis e objetos antigos em busca de decoração exclusiva

Peças de antiquários reúnem beleza, história e requinte

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Indo contra as tendências modernas, muitos potiguares estão procurando móveis e objetos antigos para decorar suas residências com itens que já fizeram história em outras épocas. Vindos de diferentes cidades e estados do país e algumas do exterior, as peças agradam pessoas de várias idades e estilos e possuem preços para todos os bolsos, desde R$ 50,00 até quase R$ 10 mil, como uma cristaleira francesa de quase cem anos, exposta à venda em um antiquário do bairro da Ribeira, na zona Leste de Natal.

Além de apaixonados por móveis e objetos antigos, muitos dos compradores são arquitetos e designers de interiores, que procuram itens de antiquários para montar ambientes exclusivos. Segundo a vendedora de antiquário, Elidre Tomaz, os objetos vintage, como também são chamados, conferem além de beleza, história e requinte e formam um contraponto com itens modernos.

“É o caso desta cristaleira francesa, uma peça única, de madeira nobre, prateleiras de vidro e portas de cristal bisotado, que foi encontrada no Rio de Janeiro, um dos principais pontos de comercialização de peças antigas. Apesar de 95% dos produtos antigos virem de fora, como os estados de Minas Gerais e São Paulo, há muitas coisas interessantes que encontramos aqui no Estado”, disse.

Além de móveis, a loja em que Elidre trabalha comercializa também luminárias, porcelanas, louças de metais, adornos, espelhos com molduras de madeira trabalhada e quadros de diferentes décadas do século passado. Guardadas dentro de um armário, dezenas de câmeras fotográficas mostram a evolução do equipamento, desde as primeiras máquinas com partes de couro até as instantâneas, que revelavam a foto logo após o clique.

“Temos muitas coisas, para todos os gostos, mas o que o nosso público mais procura são móveis feitos com madeiras nobres como o jacarandá, que não são mais usados na fabricação destes itens. Um exemplo é um guarda-louça de jacarandá e mármore carrara com aproximadamente cem anos e avaliado em R$ 8,6 mil. Mas temos também móveis feitos com madeira de demolição, vindos da cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, que também são bastante procurados”, afirmou Elidre.

Harmonia na composição do ambiente

Mas, antes de comprar um item antigo, é preciso avaliar bem o espaço que se tem em casa e saber se ele combina com os demais objetos e móveis existentes. “As pessoas compram coisas antigas, mas procuram sempre harmonizar com o que eles já têm em casa, para não ficar um ambiente destoante e carregado. Por isso, o recomendado é que eles enfeitem ambientes amplos, como uma casa. Há itens aqui muito bonitos, mas que não combinam de jeito algum com um apartamento pequeno e, quanto mais antigo, mais isso é sentido”, explicou Elidre.

Há também quem opte por móveis e objetos antigos de épocas mais recentes, como as décadas de 1950 e 1960, quando os itens ganharam um ar contemporâneo. O vendedor Luiz Bonfim, que trabalha em outro antiquário na Ribeira, revela que muitos itens dessas décadas vêm principalmente do Rio de Janeiro, de antigos casarões com ambientação moderna para a época. “São bonitos e funcionais, por isso, atraem tanto as pessoas”, disse.

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